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Sócio da Genoa Capital, gestora com R$ 19 bilhões em ativos, André Raduan vê prêmio para investir na bolsa e real forte; veja as ações favoritas da casa
A Genoa Capital é uma gestora de fundos relativamente nova, com pouco mais de três anos de vida. Mas a reputação da casa — que hoje conta com R$ 19 bilhões em ativos — e de seus sócios precede esse período.
Antes da Genoa, André Raduan e os principais gestores trabalharam por 13 anos na área de fundos do Itaú Unibanco. Lá eles eram responsáveis pelo Itaú Hedge Plus, o fundo que ganhou os holofotes por ser um dos únicos a ganhar dinheiro no auge da crise nos mercados com a pandemia da covid-19.
Criada justamente em março de 2020, a Genoa não demorou a “entrar no radar” dos investidores — sem trocadilho. Com um retorno acumulado de 50,4% desde a criação, o equivalente a 153% do CDI, o fundo Radar já se tornou um dos principais multimercados da indústria.
Boa parte dos ganhos da Genoa nesse período veio em posições nos mercados de juros e câmbio. Por isso, me chamou a atenção quando Raduan revelou uma das principais apostas da gestora hoje: a bolsa.
“Pela primeira vez em muito tempo enxergamos um prêmio na bolsa brasileira sobre os juros”, me disse Raduan, em uma conversa no escritório da Genoa.
Na entrevista, ele também revelou suas previsões para o mercado financeiro no ano que vem. E já vou deixar um spoiler: além da trajetória positiva do Ibovespa, o sócio da Genoa espera que o dólar siga em queda contra o real e alcance o patamar de R$ 4,60 nas mínimas.
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É claro que esse cenário tem riscos, que você confere na reportagem completa. É só continuar a leitura.
Apesar da “pernada” que o Ibovespa deu em novembro, o principal índice de ações da bolsa brasileira ainda tem espaço para ampliar os ganhos, ajudado pelo cenário macroeconômico e por um valuation ainda atrativo, de acordo com o sócio da Genoa.
Por aqui, o ambiente fiscal mais controlado sustenta a visão mais otimista da gestora para o Brasil. Afinal, ainda que o ajuste fiscal esteja incompleto, o saldo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro ano de gestão é positivo.
Para Raduan, o governo ainda deve se beneficiar da arrecadação com o petróleo, que atinge o auge justamente nos próximos anos e ajuda tanto o fiscal como as transações correntes do país.
Desse modo, o cenário doméstico hoje assume um segundo plano na lista de preocupações da Genoa para o desempenho do Ibovespa.
Na realidade, a atenção agora fica com o exterior, com a trajetória dos juros nos Estados Unidos, além dos impactos dos conflitos geopolíticos nos ativos.
Apesar do otimismo com o Brasil, uma das principais posições da Genoa Capital é de uma empresa estrangeira: a fabricante de chips Nvidia (NVDA).
A empresa ganhou os holofotes com a explosão da inteligência artificial (IA). Afinal, a onda de plataformas como o ChatGPT impulsionou a demanda pelos chips de última geração da companhia. Isso levou o valor de mercado da Nvidia a cruzar a fronteira do trilhão de dólares, tornando a companhia uma das empresas mais valiosas do mundo.
Para Raduan, ainda que a Nvidia já tenha disparado 211% só no acumulado deste ano, a gigante dos chips tem espaço para subir ainda mais.
Recentemente, o Seu Dinheiro publicou uma entrevista exclusiva com o diretor da Nvidia na América Latina, com os detalhes sobre os planos da companhia para o futuro. Você lê o bate-papo na íntegra aqui.
Na bolsa brasileira, as principais apostas da Genoa Capital estão em bancos e empresas de utilities, que incluem os setores de energia elétrica e saneamento.
Sem grandes surpresas, um dos nomes da carteira da gestora para enfrentar as adversidades macroeconômicas pertence a um grande banco. Mais especificamente, ao Itaú Unibanco (ITUB4).
A gestora possui ainda outras duas principais apostas no segmento de instituições financeiras na bolsa: o BTG Pactual (BPAC11) e a XP Investimentos (XPBR31).
Já no setor de utilities, a gestora destaca o interesse pela distribuição de energia, com destaque para a Equatorial (EQTL3), Energisa (ENGI3), CPFL Energia (CPFE3) e Copel (CPLE6).
Nos cálculos da Genoa, estas companhias atualmente negociam a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 10%. Ou seja, bem acima do título público corrigido pelo IPCA, que hoje paga um rendimento real inferior a 6%.
A gestora mantém ainda posições em empresas como a Natura (NTCO3), além das petroleiras privadas, com destaque para a PRIO (PRIO3).
Assim como o restante do mercado financeiro, o gestor da Genoa Capital acredita que Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, deve manter o plano de pouso das taxas de juros no Brasil.
O chefão do BC já sinalizou a intenção de manter o ciclo de cortes da Selic em 0,50 ponto percentual por reunião.
Para a Genoa, o Copom tem espaço para cortar os juros com um menor custo econômico, sem aumento do desemprego e sem um colapso da economia.
Nas contas da gestora, no melhor cenário, a Selic deve terminar o ciclo de reduções ao redor de 9% ao ano, como já está precificado pelo mercado. Assim, Raduan vê hoje pouca oportunidade no mercado de juros.
A visão da Genoa Capital é otimista para o câmbio. A gestora atualmente aposta na queda do dólar em relação ao real e a uma cesta de moedas fortes.
“É uma regra de bolso: se o juro real é positivo e restritivo e a balança comercial é boa, a moeda também é boa”, afirma Raduan, ao comentar a aposta a favor do real.
Para o gestor, a moeda norte-americana tem espaço para cair até os R$ 4,60 no próximo ano — e, ainda neste patamar, o real estaria barato.
O principal risco para a aposta da Genoa são os Treasurys, os títulos do governo norte-americano, que registram fortes oscilações diante dos novos dados econômicos nos Estados Unidos ao longo de 2023.
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