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Boa parte do desempenho é apoiado pela performance dos fundos de papel high yield, ou seja, com maiores remunerações e riscos
Após ter um primeiro trimestre difícil, o IFIX, índice que reúne os principais fundos de investimentos imobiliários negociados na B3, iniciou um movimento de recuperação que o mantém no azul há duas semanas e que pode culminar na maior sequência de altas desde o início de junho de 2020.
Por volta das 13h50 desta quarta-feira (17), o índice operava com ganhos de 0,29% e se aproximava dos três mil pontos — patamar de fechamento perdido em outubro do ano passado. O avanço no mês é de 4,51%.
Boa parte do desempenho é apoiado pela performance dos fundos de papel — ou seja, que investem em títulos de crédito imobiliário — high yield. A categoria, que entrega remunerações maiores em troca de um risco de crédito elevado, sofreu nos últimos meses com calotes nos portfólios.
Agora, esses FIIs alvos de inadimplência foram beneficiados pela melhora no apetite ao risco no geral dos investidores e sobem forte nos últimos dias, anotando as maiores altas do IFIX em maio. Veja abaixo:
| Fundo | Desempenho em maio* |
| Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11) | +34,14% |
| Versalhes RI (VSLH11) | +32,27% |
| Hectare CE (HCTR11) | +23,63% |
| Banestes RI (BCRI11) | +18,28% |
| Iridium RI (IRDM11) | +14,80% |
Até agora, os principais destaques do índice ficam com o grupo de fundos relacionados à Gramado Parks, conglomerado de turismo e multipropriedades em recuperação judicial.
Hectare CE (HCTR11), Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11), Versalhes RI (VSLH11), Banestes RI (BCRI11) e Iridium RI (IRDM11) foram alvos de calotes de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) da companhia em março.
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Três das holdings do grupo estão em recuperação judicial e blindadas contra a execução de dívidas por enquanto. Mas uma assembleia de credores — incluindo os FIIs — de outros títulos ligados à Gramado Parks aprovaram o acionamento judicial das garantias dos ativos.
A assembleia de titulares também deu sinal verde para a exigência da recompra total dos créditos imobiliários e declaração de vencimento antecipado de debêntures, entre outras deliberações.
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
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