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O valor das propostas não foi divulgado, mas, considerando apenas o patrimônio líquido de cada um dos fundos, poderiam ultrapassar os R$ 734 milhões
Os fundos imobiliários de renda urbana, que lucram com a locação de imóveis comerciais, podem estar prestes a perder dois representantes e ver um terceiro se agigantar ainda mais dentro do segmento: o CSHG Renda Urbana (HGRU11) propôs a compra dos portfólios de dois outros nomes do setor.
O fundo do Credit Suisse, que já é um dos maiores da classe com um patrimônio líquido de mais de R$ 2,2 bilhões, enviou ofertas para adquirir todos os ativos que compõem as carteiras dos FIIs Mint Educacional (MINT11) e Succespar Varejo (SPVJ11).
O valor das propostas não foi divulgado, mas, considerando apenas o patrimônio líquido de cada um dos fundos, a soma total do negócio poderia ultrapassar os R$ 734 milhões.
O MINT11 é dono de quatro ativos localizados em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Os imóveis totalizam área bruta locável (ABL) de 22,8 mil metros quadrados e estão voltados para o segmento educacional, setor no qual o HGRU11 já investe.
Já o SPVJ11 tem uma carteira de 14 ativos e 156,9 mil m² em ABL locadas para o varejo alimentício, o foco da carteira do fundo administrado pelo Credit Suisse — cerca de 46% da receita contratada do CSHG Renda Urbana está no setor.
Vale destacar que ambas as operações estão condicionadas à aprovação das propostas nos órgãos deliberativos dos dois FIIs, além de demais condições precedentes usuais para esse tipo de operação.
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Em comunicado, a Credit Suisse Hedging-Griffo — corretora do banco suíço homônimo e administradora do FII — afirmou que a estrutura da potencial aquisição e a forma de pagamento dos ativos serão "oportunamente divulgadas" ao mercado.
A renda urbana não é o único segmento de fundos imobiliários com novidades para os cotistas nesta terça-feira (27). O FII Legatus Shoppings (LASC11) negociou sua participação no Shopping Boulevard Vila Velha, localizado na capital do Espírito Santo, por R$ 39,9 milhões.
O nome do comprador, que levará uma fatia de 25% do ativo, não foi divulgado. Mas o BTG Pactual, administrador do FII, destacou que a transação renderá um cap rate (taxa de capitalização) de 5,86% para o LASC11, com ganho de capital de cerca de R$ 16 milhões, ou R$ 5,45 por cota.
E o valor deve subir nos próximos anos, conforme destaca o comunicado enviado ao mercado: "considerando a estimativa da correção das parcelas, o resultado estimado até setembro de 2024 deverá ser de R$ 20,5 milhões, ganho de 86% sobre o preço de aquisição, ou R$ 6,98 por cota."
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