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Nossos vizinhos usaram uma linha cambial de US$ 18 bilhões, o que impulsionou as transações em moeda chinesa em US$ 285 milhões, o dobro do volume de maio
O dólar já teve seus dias de glória e, apesar de manter a coroa, o império vem sendo abandonado. A Argentina é um dos países que têm deixado a moeda de lado e adotado alternativas — e recorreu à China, no outro lado do mundo, para isso.
A busca por uma alternativa ao dólar não foi exatamente uma escolha. O país vive uma escassez de reservas internacionais, que estão nos menores níveis desde 2016. Isso se deve a uma forte seca que assolou a Argentina no começo do ano.
Mas um acordo bilateral de swap cambial entre os países, assinado em 2019, possibilitou a “substituição” pelo yuan.
Recentemente, a Argentina usou uma linha cambial de US$ 18 bilhões, o que impulsionou as transações em moeda chinesa em US$ 285 milhões, o dobro do volume de maio — e isso apenas nos dez primeiros dias de junho.
Essa alta já era esperada pelos especialistas argentinos. Já em abril, as importações argentinas em yuan devem subir para US$ 1,04 bilhão após uma série de acordos bilaterais.
O uso diário de yuan também subiu de 5% em maio, para 28%, nesse mesmo período. Além disso, mais de 500 empresas na Argentina estão de olho no uso da moeda chinesa.
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Até mesmo o Banco Central do país, chamado de BCRA, estimulou o uso do yuan para trocas internacionais. A autoridade portenha chamou empresas e especialistas para mostrar a essas entidades os benefícios do uso da moeda chinesa.
O próprio BC argentino divulga um relatório diário de reservas internacionais. Em dólar, elas caíram 29,12% desde o começo de 2023.
Uma delas é a gigante norte-americana Whirlpool, que pode se juntar à lista de companhias que usam a moeda chinesa. A empresa abriu uma fábrica — no valor de US$ 52 milhões — na Argentina em outubro passado.
Mas a falta de dólares prejudicou as atividades e atrasou as importações necessárias para a fabricação de eletrodomésticos.
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