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Os ganhos podem parecer mais tímidos do que os mais de 20% registrados pela Yduqs na ressaca do balanço, mas vale lembrar que a empresa já havia pegado carona com a concorrente nos últimos dias.
Os últimos anos não foram nada fáceis para o setor de educação na bolsa, mas após reestruturações e adequações pós-pandemia, as empresas parecem, enfim, ter feito a lição de casa e se encaminhado a passar direto em 2023, sem precisar de recuperação.
Ainda estamos apenas em maio, mas os resultados relativos ao primeiro trimestre do ano mostram que companhias como a Yduqs (YDUQ3) e a Cogna (COGN3) encontraram meio de crescer suas receitas e reconquistar a confiança de novos alunos mesmo em um cenário de juros altos e renda familiar mais comprimida. E isso sem precisar contar com um eventual resgate do Fies por parte do novo governo.
Pelo menos é o que indicam os números divulgados nesta semana. Ontem (11), após o fechamento do mercado, foi a vez da Cogna animar os investidores — e o resultado pode ser visto nas ações COGN3 nesta tarde. Por volta das 14h, os papéis subiam 8,05%, a R$ 2,54. Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados.
Os ganhos podem parecer mais tímidos do que os mais de 20% registrados pela Yduqs na ressaca do balanço, mas vale lembrar que a empresa já havia pegado carona com a concorrente nos últimos dias.
Voltando ao balanço da Cogna, o grupo conseguiu crescer todos os seus braços de atuação— a Kroton, Vasta e Saber, exibindo o terceiro trimestre consecutivo de crescimento de receita e alcançando a marca de mais de 1,1 milhão de alunos de graduação, balanceando os modelos digitais e presencial.
Foi o terceiro trimestre consecutivo de crescimento de receita líquida na Kroton. — o número de alunos na graduação alcançou a casa de mais de 1,1 milhão de alunos.
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Um dos principais pontos destacados pelos bancos de investimento é a grande participação do Ensino à distância na melhoria das margens da empresa, uma vez que os custos são menores. Na Kroton, a margem chegou a subir 2 pontos percentuais. A receita da companhia também surpreendeu, em alta de 27% ante o mesmo período do ano anterior.
Na Saber, as receitas também surpreenderam, crescendo mais de 30% no ano, conseguindo driblar até mesmo a alta dos custos de impressão e papel. Em sua maior parte pelo impacto das vendas do Plano Nacional do Livro Didático de 2023.
De acordo com analistas do Santander, o principal ponto positivo do balanço foi o crescimento da base de estudantes, uma vez que houve uma melhora no indicador de desistência dos cursos e também de uma preferência por modelos de baixa frequência nos campis — o que melhora as margens.
A melhora no repasse dos preços, com reajustes mais próximos dos indicadores de inflação também influenciaram positivamente os números.
Para os analistas da XP Investimentos, apesar da trajetória de recuperação, os resultados da Vasta segue impactando de forma significativa as melhorias dos outros braços da companhia.
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