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A varejista apresentou novidades sobre o fundo para financiar os clientes que fazem compras pelo crediário; veja quanto a Casas Bahia pretende captar

Em situação financeira delicada, o Grupo Casas Bahia (BHIA3) ganhou um impulso adicional na B3 nesta quarta-feira, dia da publicação do balanço do terceiro trimestre.
A expectativa para os números não é das melhores, mas a varejista apresentou novidades sobre o fundo que pretende captar para financiar os clientes que fazem compras pelo crediário da rede de lojas.
O fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) buscará uma captação inicial de R$ 600 milhões, de acordo com a Casas Bahia. Mas o objetivo é atingir um capital total de R$1,5 bilhão.
O processo de captação em si ainda não começou. O que a empresa apresentou hoje foi uma mudança no regulamento do fundo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Seja como for, a notícia contribui para a alta das ações da Casas Bahia nesta quarta-feira na B3. Por volta das 12h50, os papéis subiam 5,26%, e estavam entre as maiores altas do Ibovespa.
Mas vale ponderar que, como as ações hoje valem centavos (mais precisamente R$ 0,60), pequenas oscilações de preço fazem diferença.
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A Casas Bahia contratou a Polígono como gestora e o BTG Pactual para administrar o FIDC. O plano é usar o dinheiro dos investidores para antecipar os recursos das vendas feitas no crediário.
Desse modo, em vez de esperar para receber em parcelas o dinheiro da venda de uma geladeira, por exemplo, a varejista coloca os recursos no caixa de uma só vez.
É claro que, para isso, precisará oferecer uma taxa de desconto, que por sua vez vai depender da demanda dos investidores do FIDC.
A Casas Bahia já faz a antecipação dos recursos do crediário nas vendas das lojas diretamente com os bancos. Mas com o fundo a empresa pode eventualmente conseguir uma taxa melhor e ainda liberar limite de crédito com as instituições financeiras.
Por fim, vale lembrar que um dos objetivos da oferta de ações que a varejista realizou recentemente era justamente capitalizar o fundo. A Casas Bahia deve investir nas cotas subordinadas do FIDC, as primeiras que sofrem perdas em caso de inadimplência.
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