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O Ibovespa fechou com alta de 1,01% na semana e ficou na casa dos 112 mil pontos, impulsionado pela valorização das commodities
Os desdobramentos do rombo contábil da Americanas (AMER3) intensificaram-se nesta semana com a oficialização da recuperação judicial da varejista, com um total de dívidas de R$ 43 bilhões.
O "Risco Americanas" tem sido uma das principais preocupações dos investidores, que procuram outras "saídas" no setor, como Magazine Luiza (MGLU3). Contudo, o efeito do escândalo também desfavorece os ativos dos bancos, principalmente, os credores da Americanas.
Além disso, as atenções da semana foram concentradas, novamente, no cenário político. Na última quarta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a independência do Banco Central e questionou a meta da inflação menor, em entrevista exclusiva a GloboNews.
Como repercussão, a declaração pressionou os ativos do Ibovespa no dia seguinte e maior cautela, de incertezas sobre o futuro do Banco Central, foi arrefecida com o pronunciamento de Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, nas redes sociais. Ele assegurou "não há nenhuma pré-disposição por parte do governo de fazer qualquer mudança na relação com o Banco Central”.
Por fim, a valorização das commodities na semana compensaram a elevação da tensão fiscal e o Ibovespa avançou 1,01% nos últimos cinco dias.
No exterior, com a agenda voltada para discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed) e em meio à temporada de balanços, as bolsas americanas encerraram o último pregão em tom positivo.
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Na sexta-feira (20), Dow Jones fechou a sessão em alta de 1,00%; S&P 500 avançou 1,89%; e Nasdaq subiu 2,66%. Os índices foram beneficiados, principalmente, pela perspectiva de elevação dos juros em 25 pontos-base na próxima reunião do Fed.
O dólar à vista acumulou alta de 1,98% entre segunda e sexta-feira e encerrou a semana cotado a R$ 5,2077.
Com a forte valorização do petróleo no mercado internacional — que acumulou alta de 1,60% na semana, a US$ 87,63 o barril — os ativos das companhias do setor de commodities foram as grandes beneficiadas nesta semana.
Mas, o destaque é a recuperação dos papéis da Magazine Luiza (MGLU3), que avançou com a troca de posições dos ativos no setor — e a "fuga" de ações da Americanas (AMER3).
Confira as ações com o melhor desempenho da semana:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARSEM |
| BBAS3 | Banco do Brasil ON | R$ 40,07 | 12,40% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,82 | 11,37% |
| RRRP3 | 3R Petroleum ON | R$ 48,77 | 10,31% |
| PETR3 | Petrobras ON | R$ 29,83 | 7,73% |
| RDOR3 | Rede D'Or ON | R$ 28,23 | 7,34% |
| PETR4 | Petrobras PN | R$ 26,37 | 7,33% |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 8,29 | 6,15% |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 17,83 | 5,57% |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 41,10 | 5,25% |
| SMTO3 | São Martinho | R$ 23,55 | 5,13% |
Ainda que a Americanas (AMER3) não é mais responsável pela prova do líder do Big Brother Brasil (BBB), a companhia é a campeã em quedas da bolsa nesta semana. A recuperação judicial da varejista — que resultou na saída dos papéis dos índices da B3, inclusive o Ibovespa — intensificou as perdas observadas desde a notícia do rombo contábil de R4 20 bilhões.
Mas, para além de Americanas, as exportadoras ficaram entre as maiores quedas da semana com o avanço do dólar.
Confira as maiores quedas da semana no Ibovespa:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARSEM |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 0,71 | -77,46% |
| QUAL3 | Qualicorp ON | R$ 5,48 | -11,33% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 4,17 | -9,35% |
| BRKM5 | Braskem PNA | R$ 21,46 | -8,21% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 47,14 | -6,52% |
| CASH3 | Meliuz ON | R$ 1,05 | -6,25% |
| ALPA4 | Alpargatas PN | R$ 12,91 | -5,21% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 2,27 | -4,22% |
| WEGE3 | Weg ON | R$ 37,33 | -4,21% |
| BPAC11 | BTG Pactual units | R$ 21,30 | -4,10% |
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