IPCA + 7,5%: receba esta e outras ofertas ‘premium’ de renda fixa no WhatsApp; clique aqui

Cotações por TradingView
2023-01-20T18:25:24-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.
MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Americanas (AMER3) virou penny stock? Ações da varejista voltam a despencar e valem centavos; Ibovespa e dólar fecham a semana em alta

20 de janeiro de 2023
7:22 - atualizado às 18:25

RESUMO DO DIA: O Ibovespa encerrou a sexta-feira (20) em queda de 0,78%, aos 112.040 pontos. O índice foi pressionado pelas preocupações dos investidores com o futuro do Banco Central e o "Risco Americanas" hoje.

Já o saldo semanal foi positivo: o Ibovespa avançou 1,01% nos últimos cinco dias. O fortalecimentos das ações ligadas às commodities metálicas e ao petróleo compensaram a elevação da tensão fiscal e puxaram o resultado para cima.

No noticiário corporativo, o destaque é novamente a ação da Americanas (AMER3), que recuou 29% hoje na esteira do pedido de recuperação judicial após a descoberta de um rombo bilionário em seus balanços. Veja abaixo tudo o que movimentou o dia.

AS MAIORES ALTAS E QUEDAS DO IBOVESPA

Em seu último dia no principal índice acionário da B3, a Americanas (AMER3) foi novamente a maior queda do pregão e renovou suas mínimas histórias.

Os papéis da companhia serão excluídos do índice no início da próxima semana após a aprovação do pedido de recuperação judicial da companhia. Hoje, no entanto, eles ocupam a ponta negativa da tabela. Veja abaixo:

CÓDIGONOMEULTVAR
AMER3Americanas S.AR$ 0,71-29,00%
IRBR3IRB ONR$ 1,01-8,18%
ALPA4Alpargatas PNR$ 12,91-5,90%
CSAN3Cosan ONR$ 16,68-4,47%
SUZB3Suzano ONR$ 47,14-4,46%
Fonte: B3

Já na outra extremidade do índice o destaque fica com as petroleiras. O petróleo fechou a segunda semana seguida em alta e impulsionou as cotações do setor. Confira:

CÓDIGONOMEULTVAR
RRRP33R Petroleum ONR$ 48,773,48%
USIM5Usiminas PNAR$ 8,292,73%
PCAR3GPA ONR$ 19,152,46%
BBAS3Banco do Brasil ONR$ 40,072,45%
CSNA3CSN ONR$ 17,832,41%
Fonte: B3

Americanas despenca mais 29% e vira penny stock no último pregão antes de ser ‘despejada’ do Ibovespa

A despedida da Americanas (AMER3) do Índice Bovespa não poderia ter sido mais amarga. A ação da varejista, que já chegou a valer mais de R$ 100 na bolsa, foi despejada de todos os índices da B3 valendo menos de um real - R$ 0,71, para ser exato, uma queda de 29% em relação ao pregão anterior.

Vale destacar que a ação continua sendo negociada normalmente na bolsa, independente de estar no Ibovespa ou não.

A expulsão da Americanas de todos os índices foi motivada pelo pedido de recuperação judicial da companhia, protocolado e aceito pela Justiça ontem (19), em mais um capítulo trágico da história recente de um dos grupos varejistas mais conhecidos do Brasil.

Sob acusações de fraude contábil, a Americanas viu seu valor de mercado ser defenestrado nos últimos dias. No espaço de uma semana, a varejista revelou a descoberta de um rombo contábil de R$ 20 bilhões, foi acionada na Justiça pelos credores e entrou com pedido de recuperação judicial dizendo que o total de dívidas chega a R$ 43 bilhões.

Leia mais.

FECHAMENTO EM WALL STREET

As bolsas de Nova York operaram em alta ao longo de toda a sexta-feira (20) e fecharam o último dia da semana no campo positivo.

Os ganhos foram patrocinados pelas falas de dois dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.

O primeiro a animar o mercado foi o presidente regional do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, que afirmou que aumentos de menor magnitude, de 25 pontos-base, serão mais apropriados daqui para frente.

Mais tarde, outro diretor do BC norte-americano, Christopher Waller, também apoiou publicamente uma elevação de 25 pontos-base na próxima reunião do banco central americano.

Confira o desempenho das bolsas em NY:

  • Dow Jones: +1,00%
  • S&P 500: +1,89%
  • Nasdaq: +2,66%
FECHAMENTO DO DÓLAR

O dólar encerrou a sexta-feira (20) e a última semana em alta. A moeda norte-americana subiu 0,72% hoje e 1,98% nos últimos cinco dias, cotado em R$ 5,2077.

NOVA YORK ACELERA ALTA

As bolsas americanas aceleraram os ganhos há pouco após o diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, apoiar um aumento de 25 pontos-base na próxima reunião do banco central americano.

"Ainda temos um caminho considerável a percorrer em direção à nossa meta de inflação de 2%, e espero apoiar o aperto contínuo da política monetária", disse Waller, durante evento no Conselho de Relações Internacionais, em Nova York.

Confira o desempenho das bolsas em NY:

  • Dow Jones: +0,52%;
  • S&P 500: +1,29%;
  • Nasdaq: +2,01%.

*Com informações de Broadcast

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

O Ibovespa opera em queda de 0,76%, aos 112.050 pontos, com maior cautela doméstica sobre os ativos.

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEULTVAR
BRFS3BRF ONR$ 7,973,24%
PCAR3GPA ONR$ 19,142,41%
BBAS3Banco do Brasil ONR$ 40,032,35%
CSNA3CSN ONR$ 17,782,13%
GOLL4Gol PNR$ 7,671,99%

E as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
AMER3Americanas S.AR$ 0,74-26,00%
CSAN3Cosan ONR$ 16,54-5,27%
RDOR3Rede D'Or ONR$ 28,12-4,74%
SUZB3Suzano ONR$ 47,47-3,79%
CMIG4Cemig PNR$ 11,25-3,68%
AMERICANAS (AMER3) DESPENCA E C&A (CEAB3) DISPARA: O DIA DAS VAREJISTAS NA BOLSA

Duas varejistas da B3 vivem situações opostas nesta sexta-feira (20). Enquanto a Americanas (AMER3) volta a registrar um tombo e opera nas mínimas históricas, a C&A (CEAB3) dispara com a volta dos rumores sobre uma possível venda para a Lojas Renner (LREN3).

A varejista do comércio eletrônico recua na esteira do rombo bilionário descoberto em seus balanços e o subsequente pedido de recuperação judicial. Por volta das 14h50, as ações AMER3 caíam 29%, cotadas em R$ R$ 0,71.

Já a C&A saltava 20,8% no mesmo horário, a R$ 3,02. A Renner negou no início desta semana que estaria de olho na rival, mas o rumor de que negociações estariam em curso ainda repercute no mercado.

REDE D´OR: AÇÕES RDOR3 ESTÃO ENTRE AS MAIORES BAIXAS DO IBOVESPA COM CORTE DO CITI

O caso não é de internação, mas as ações da Rede D'Or (RDOR3) foram colocadas em observação pelo Citi. Entre os sintomas identificados pelo banco estão a ausência de fusões e aquisições no horizonte da empresa de saúde e projeções de lucratividade menor. 

Agora, a recomendação para RDOR3 não é mais de compra e sim neutra, enquanto o preço-alvo foi cortado de R$ 39 para R$ 33 para 12 meses — o que representa um potencial de valorização de 12% com relação ao fechamento de quinta-feira (19). 

Vale lembrar que, no final do ano passado, a Rede D'Or concluiu o processo de fusão com a SulAmérica. O negócio está avaliado em R$ 7 bilhões. 

Por volta de 14h, as ações RDOR3 operavam em queda de 4,98%, cotadas a R$ 28,07, figurando entre as maiores baixas do Ibovespa. 

Leia mais.

FECHAMENTO NA EUROPA

As bolsas da Europa fecharam a sexta-feira (20) em alta, recuperando parte das perdas da semana.

O feito ocorreu apesar da presidente do Banco Central Europeu (BCE) ter declarado, durante sua passagem pelo Fórum Econômico Mundial, em Davos, que manterá a trajetória de alta dos juros no bloco para conter a inflação.

Confira o desempenho dos principais índices europeus:

  • FTSE 100: +0,30%
  • DAX: +0,76%
  • CAC 40: +0,63%
  • STOXX 600: +0,35%
A BOLSA AGORA

O Ibovespa segue operando em queda no início da tarde desta sexta-feira (20). Pressionado pelas preocupações dos investidores com o futuro do Banco Central e o "Risco Americanas", o índice destoa do exterior e, por volta das 13h, recuava 0,43%, aos 112.406 pontos.

Já o dólar exibe um sinal verde e, no mesmo horário, sobe 0,84%, cotado em R$ 5,214. No mercado internacional, as bolsas de Nova York também seguem no campo positivo. Confira:

  • Dow Jones: +0,15%
  • S&P 500: +0,55%
  • Nasdaq: +1%

De volta ao Brasil, o destaque entre as ações nacionais fica novamente com a Americanas (AMER3). A varejista registra uma nova queda brusca após oficializar a recuperação judicial e os papéis AMER3 passam a valer menos de R$ 1 na B3.

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

O rebaixamento da recomendação de compra para neutro dos papéis da Rede D'Or (RDOR3) pelo Citi seguem provocando perdas nas ações nesta sexta-feira (20). Por volta das 12h30, a companhia ocupava a ponta negativa do Ibovespa. Veja abaixo:

CÓDIGONOMEULTVAR
RDOR3Rede D'Or ONR$ 28,28-4,20%
CSAN3Cosan ONR$ 16,83-3,61%
IRBR3IRB ONR$ 1,06-3,64%
CMIG4Cemig PNR$ 11,33-3,00%
AMER3Americanas S.AR$ 0,97-3,00%
Fonte: B3

Confira também as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
BRFS3BRF ONR$ 7,963,11%
CSNA3CSN ONR$ 17,862,58%
GOLL4Gol PNR$ 7,712,53%
CMIN3CSN ONR$ 4,812,12%
BBAS3Banco do Brasil ONR$ 39,942,12%
Fonte: B3
COMO ANDAM OS MERCADOS

A melhora do exterior e o avanço das commodities não são suficientes para impulsionar o Ibovespa nesta sexta-feira. A bolsa brasileira cai 0,62%, a 112.222 pontos, com incertezas sobre o cenário doméstico.

No radar, os investidores ainda repercutem as falas do presidente Lula sobre a independência do Banco Central, mesmo após o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, reiterar que não haverá interferência do governo na autarquia. Além disso, o "Risco Americanas" volta a repercutir com a oficialização da recuperação judicial da varejista.

Os destaques da bolsa são as companhias do setor de commodities, especialmente de minério de ferro, como CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3). Na ponta negativa, Rede D'Or lidera as perdas após o rebaixamento dos papéis e corte no preço-alvo pelo Citi.

No exterior, o discurso do presidente regional do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, repercute positivamente nos ativos. Isso porque o dirigente afirmou que aumentos de menor magnitude, de 25 pontos-base, serão mais apropriados daqui para frente.

Confira o desempenho de Wall Street:

  • Dow Jones: +0,01%;
  • S&P 500: +0,50%;
  • Nasdaq: +1,02%

Por fim, o dólar à vista ganha força, com temor ao cenário doméstico. A moeda americana sobe 0,55%, a R$ 5,2033. Consequentemente, os juros futuros (DIs) operam com viés de alta.

FED DEVE ELEVAR 25 PONTOS-BASE

O presidente regional do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia, Patrick Harker, afirmou que aumentos de 25 pontos-base serão apropriados daqui para frente.

Em discurso no Fórum Anual de Liderança do New Jersey Bankers, Harker distacou que os dias em que o banco central americano aumentou 75 pontos-base "certamente já passaram", porém, segundo ele, a instituição segue comprometida em levar a inflação à meta de 2%.

*Com informações de Broadcast

ABERTURA DE NOVA YORK

Com a agenda mais esvaziada, as bolsas americanas abriram em tom positivo. Confira:

  • Dow Jones: + 0,04%;
  • S&P 500: +0,36%;
  • Nasdaq: +0,68%.
REDE D’OR (RDOR3) RECUA COM REBAIXAMENTO DE PAPÉIS

As ações da Rede D'Or (RDOR3) cai 3,25%, a R$ 28,56, com o rebaixamento da recomendação de compra para neutro dos papéis pelo Citi.

O banco também cortou o preço-alvo das ações de R$ 39,00 para R$ 33,00.

KLABIN (KLBN11) E SUZANO (SUZB3) RECUAM

Apesar da alta do dólar, que beneficia as exportadoras, Klabin (KLBN11) e Suzano (SUZN3) recuam 2,84% e 2,31%, respectivamente.

A piora dos papéis acontece após o Bradesco BBI considerar que o setor de papel e celulose devem seguir pressionado, em meio a um maior excesso de oferta no mercado e valuation pouco atraentes. Em relatório, o banco também reduziu as estimativas no preço de celulose e nos preços-alvos de ações do setor.

Suzano (SUZB3) tem recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 54,00; Klabin (KLBN11) tem recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 25,00

AMERICANAS (AMER3) SOBE 9% E ENTRA EM LEILÃO NOVAMENTE

Na retomada dos negócios, os papéis de Americanas (AMER3) inverteram o sinal e saltaram a 9,00%, a R4 1,09.

Com o impulso da alta, as ações da varejista voltaram para o leilão, uma pausa das negociações na tentativa de conter o volume de operações com os ativos.

O Ibovespa aprofunda as perdas e cai 0,80%, aos 111.021 pontos com incertezas sobre a conduções da política econômica.

Os investidores ainda repercutem as falas do presidente Lula sobre a independência do Banco Central, apesar da tentativa de apaziguamento por Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais.

Ontem (19), Padilha reiterou que o governo não deve interferir na autarquia monetária. No dia anterior, Lula concedeu entrevista exclusiva à GloboNews, em que criticou a política de alta de juros do Banco Central.

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

O Ibovespa cai 0,62%, aos 112.223 pontos com maior cautela sobre o cenário doméstico e com Americanas (AMER3) ainda no radar, com os desdobramentos da recuperação judicial da varejista.

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEULTVAR
MRVE3MRV ONR$ 7,313,84%
CSNA3CSN ONR$ 17,912,87%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 4,791,70%
CVCB3CVC ONR$ 4,311,65%
BBAS3Banco do Brasil ONR$ 39,731,59%

E as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
SUZB3Suzano ONR$ 47,96-2,80%
RDOR3Rede D'Or ONR$ 28,79-2,47%
KLBN11Klabin unitsR$ 19,64-2,24%
AMER3Americanas S.AR$ 0,98-2,00%
CMIG4Cemig PNR$ 11,48-1,71%

Instantes após a abertura, o Ibovespa virou e opera em queda de 0,24%, aos 112.653 pontos. Incertezas sobre a condução da política econômica e o "Risco Americanas" seguem no radar dos investidores.

ABERTURA DO IBOVESPA

Na esteira do exterior, o Ibovespa iniciou o pregão próximo da estabilidade, com leve alta de 0,05%, aos 112.980 pontos.

No último dia de negociações na bolsa, os papéis da Americanas (AMER3) entraram em leilão, após cair 2,00%, a R$ 0,98, na abertura.

Ontem (19), a B3 excluiu os ativos da varejista de todos os índices da bolsa, o que inclui o Ibovespa; a medida entra em vigor hoje depois do fechamento dos mercados.

ADRS DE VALE E PETROBRAS NO PRÉ-MERCADO DE NOVA YORK

Acompanhando a melhora dos índices futuros de Nova York e a valorização das commodities, os recibos de ações (ADRs) de Petrobras operam em alta no pré-mercado americanos. Mas, Vale sofre correção no exterior.

Os ADRS de Petrobras sobem 0,44%, a US$ 11,40. Os papéis de Vale caem 0,11%, a US$ 18,05.

BALANÇO TRIMESTRAL

Sob a trilha sonora de “Paint It Black" no violoncelo de Wandinha Addams, a divulgação do balanço da Netflix do quarto trimestre de 2022 trouxe um Caleidoscópio de emoções no mercado financeiro após o fechamento do mercado lá fora. O anúncio contou com troca de CEO, assinantes além das expectativas e números robustos.

Tudo isso para garantir o entretenimento do investidor de NFLX nas bolsas norte-americanas, cujas ações avançavam 6,45% na Nasdaq antes da abertura dos negócios em Wall Street, negociadas a US$ 336,14 por volta das 9h35.

A verdadeira surpresa do resultado da Netflix no último trimestre do ano passado foi, na verdade, o crescimento de sua base de assinantes global.

A plataforma encerrou o mês de dezembro com um total de 7,66 milhões de novos assinantes, muito acima das projeções da Refinitiv, cujos analistas esperavam um número próximo de 4,57 milhões de clientes pagos.

Leia mais.

MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

A FESTA DA NATA DO MERCADO BRASILEIRO

Lá fora, os mercados asiáticos fecharam em alta nesta sexta-feira (20), apesar dos sinais negativos dos mercados globais durante o pregão de ontem, já que os investidores permanecem cautelosos mesmo depois das preocupações sobre as taxas de juros terem diminuído com dados mostrando o arrefecimento da inflação nos EUA. Espera-se que o Fed americano diminua ainda mais o ritmo dos aumentos de juros para 25 pontos-base em sua próxima reunião, finalizada no primeiro dia de fevereiro.

Os mercados europeus e os futuros americanos acompanham o movimento mais positivo da Ásia nesta manhã, depois da queda de quinta-feira, repercutindo também alguns bons resultados reportados depois do pregão, como o caso de Netflix, que bateu as expectativas do mercado e subiu quase 7% no after-hours, já contratando uma alta para hoje. Enquanto mais falas de autoridades monetárias ficam no radar no exterior, o Brasil ainda lida com ruídos políticos e com o caso Americanas.

A ver…

00:37 — “Botar a granada no bolso e tirar o pino”

A frase acima faz referência ao argumento de Armínio Fraga sobre a possibilidade de o governo rever a independência do BC, trocar o presidente da autoridade monetária ou mudar a meta de inflação. Fraga, que já era conhecido pelo famoso "votei no Lula, mas agora estou com medo", tem razão. Qualquer uma dessas medidas seriam péssimas.

O bate cabeça dentro do governo não acabou e as últimas aparições do presidente foram bem controversas sobre temas econômicos. Ontem, foi preciso que os bombeiros entrassem em ação para desmentir a revisão da independência do BC. A pressão sobre a meta de inflação, no entanto, que deveria ir para 3,25% este ano e 3% em 2024 e 2025, ainda se mantém.

Lula esvazia o poder de sua própria equipe econômica toda vez que bate cabeça com as estratégias traçadas por ela. Há um nítido desconforto no ar nos Ministérios da Fazendo e do Planejamento. E não terminamos nem o primeiro mês de governo. Deixa começar as discussões sobre o novo arcabouço fiscal e reforma tributária. O mercado vai penalizar, em especial nos juros e no câmbio, como fez ontem.

Há uma chance de que os próximos anos sejam favoráveis para o Brasil do ponto de vista internacional e de alocação. A materialização desse cenário está 100% na mão do governo. Pontos de atenção: uma âncora fiscal ruim, uma reforma tributária que mais ajuda do que atrapalha, mudar alguma das reformas dos últimos seis anos (governos Temer e Bolsonaro) e mudar a dinâmica com a autoridade monetária.

01:36 — Só a nata do mercado brasileiros

Ontem, a Americanas conseguiu aprovar sua recuperação judicial, apresentando R$ 43 bilhões em dívidas e 16,3 mil credores. Com isso, temos aqui a quarta maior RJ da história do Brasil, perdendo apenas para Samarco (R$ 55 bilhões), Oi (R$ 65 bilhões) e Odebrecht (R$ 80 bilhões), a campeã por motivos óbvios. Como vocês podem ver, só a nata do mercado brasileiro. O verdadeiro filé mignon nacional. Que belo churrasco essas empresas fariam.

Me responda uma coisa: alguma dessas aí em cima se deram bem? Não? Bem, então sabemos para onde estamos caminhando muito provavelmente. A ação fechou ontem a R$ 1, tendo caído mais 42% no pregão (qualquer espertinho que recomendou comprar a ação na quinta-feira passada, quando os papéis caíram mais de 70%, não deve estar muito feliz agora). É melhor ficar distante desse papel, diante da falta de perspectiva em diferentes horizontes temporais e da saída do papel do Ibovespa por conta da RJ.

É um caso paradigmático. Mas e agora? Bem, com o processo aprovado, a empresa consegue a suspensão da execução de qualquer dívida por 180 dias, precisando apresentar em até dois meses um plano de recuperação judicial crível para a justiça.

Cinco bancos entraram na justiça com petições contrárias ao pedido de recuperação. A saga só está começando, podem escrever (o plano de recuperação pode levar até dois anos para ser aprovado). Uma coisa me parece sensata: sem uma capitalização generosa dos sócios de referência, não há muita salvação aqui.

02:35 — Recessão no horizonte

Ontem, a vice-presidente do Federal Reserve, Lael Brainard, insinuou uma possível desaceleração do aperto das taxas de juros, mas reforçou que as taxas dos EUA devem permanecer altas por algum tempo, como temos falado aqui. A postura conservadoramente agressiva por parte dos membros do Fed deriva de uma nova tentativa de ancorar as expectativas, uma vez que boa parte do mercado perdeu confiança nos comunicados da autoridade monetária americana da pandemia para cá.

O Fed e os bancos centrais da Europa e da Ásia elevaram as taxas de juros agressivamente no ano passado para reduzir a inflação. A principal taxa de empréstimo do Fed é de 4,25% a 4,50%, versus quase zero há um ano. Sua próxima decisão sobre a taxa será anunciada em 1º de fevereiro.

Os investidores esperam um aumento de 25 pontos-base, menor do que os aumentos anteriores de até 0,75 ponto percentual. Devemos caminhar para algo como 5% de juros nos EUA.

Ao mesmo tempo, os investidores temem que o Federal Reserve e outros bancos centrais possam estar dispostos a levar as economias ocidentais à recessão enquanto tentam extinguir a inflação, que está nas máximas em várias décadas. Para piorar, alguns relatórios mostraram fraqueza no setor imobiliário e na manufatura dos EUA, em especial na região do meio do Atlântico, embora não tenham sido tão ruins quanto o esperado e o mercado de trabalho ainda pareça saudável.

03:30 — O teto da dívida

Os EUA atingiram o teto da dívida de US$ 31,4 trilhões e os mercados de títulos do Tesouro americano ainda não parecem ter percebido. Agora, para que os EUA continuem tomando empréstimos e pagando suas contas, os legisladores precisam concordar com um novo teto de dívida. Isso é algo que apenas o Congresso tem poder para fazer, mas os legisladores passaram a ver o procedimento como moeda de troca.

Com isso, até que o teto seja expandido pelo Congresso, uma série de medidas extraordinárias estão sendo tomadas para evitar uma inadimplência do governo. Procurando conservar o capital no nível federal, o Tesouro começará a reter investimentos de fundos de aposentadoria para alguns funcionários do governo, enquanto outras medidas levarão semanas ou meses para entrar em vigor.

Será uma batalha difícil. Lembra de quando conversamos sobre a interminável votação para presidência da Câmara? Bem, os republicanos mais radicais apenas entregaram ao deputado Kevin McCarthy a presidência da Câmara com a condição de que um novo limite de empréstimos seja associado a cortes profundos nos gastos do governo e um plano para equilibrar o orçamento na próxima década. Francamente? É bem sensato um plano para equilibrar as contas públicas.

A Casa Branca, por outro lado, insiste que o novo limite da dívida deve ser aprovado sem restrições. Embora o governo provavelmente consiga sobreviver com o dinheiro que tem até o início de junho, haverá estresse político sobre o mercado, em especial sobre os juros e o câmbio, que podem se estressar bastante nos EUA nos próximos meses. Um calote sem precedentes da dívida segue sendo uma possibilidade remota.

04:34 — Ruídos europeus

No Reino Unido, as vendas no varejo em dezembro foram mais fracas do que o esperado, o que abre espaço para um discurso mais branco por parte da autoridade monetária britânica, que pode desacelerar o ritmo de aperto embasado em dados econômicos mais fracos. Sobre o varejo, ainda vemos que os gastos com bares e restaurantes parecem priorizados nos orçamentos familiares.

Enquanto isso, na Alemanha, a inflação dos preços ao produtor em dezembro desacelerou, mas o declínio foi um pouco menor do que o esperado. De qualquer forma, porém, os preços parecem já terem feito pico, o que deixa os mercados mais confortáveis. A ata mais dura do BCE de ontem, portanto, pode ser diluída hoje ao longo do pregão. Resta acompanhar as falas de autoridades monetárias.

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

A retomada da alta do dólar tem refletido sobre os juros futuros (DIs), assim como a maior cautela do exterior com perspectivas de recessão nos EUA.

Os DIs iniciaram as negociações nesta sexta-feira (20) com viés de alta:

NOME ULT  FEC 
DI Jan/2413,49%13,48%
DI Jan/2512,64%12,61%
DI Jan/2612,56%12,53%
DI Jan/2712,57%12,53%
ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,25%, aos 113.810 pontos. O índice é sustentado pelo exterior positivo, mas o avanço é limitado pelo caso Americanas (AMER3).

Por sua vez, o dólar à vista também abre com viés de alta de 0,12%, cotado a R$ 5,1860.

AMERICANAS (AMER3): OS PRÓXIMOS PASSOS DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Depois de passar por potencialmente a pior semana de seus 94 anos de vida, a Americanas (AMER3) tenta ecoar no pedido de recuperação judicial um clássico de Rita Lee:

"Eu juro que dias melhores virão."

Mas, no que depender do processo protocolado e aceito pela Justiça na quinta-feira (19), a empresa ainda passará por muitos momentos de aflição.

Agora que a recuperação judicial já está correndo, pairam algumas dúvidas sobre a condição da Americanas.

Leia mais.

DAY TRADE NA B3

Após o fechamento do último pregão, identifiquei uma oportunidade de swing trade baseada na análise quant - compra dos papéis de CVC (CVCB3).

CVCB3: [Entrada] R$ 4.27; [Alvo parcial] R$ 4.42; [Alvo] R$ 4.64; [Stop] R$ 4.02

Recomendo a entrada na operação em R$ 4.27, um alvo parcial em R$ 4.42 e o alvo principal em R$ 4.64, objetivando ganhos de 8.6%.

O stop deve ser colocado em R$ 4.02, evitando perdas maiores caso o modelo não se confirme.

Leia mais.

JP MORGAN: AMBIENTE GLOBAL É ÚNICO NO BRASIL E BANCO VÊ BOLSA BARATA

A diretora e estrategista para Brasil e América Latina do JPMorgan Emy Shayo Cherman disse há pouco que o banco continua com uma posição overweight para as ações brasileiras entre os mercados emergentes, diante do impulso esperado do cenário externo para o País. Ela participa de evento organizado pelo Brazil-Florida Business Council na noite de hoje.

"Estamos vendo um ambiente global que é realmente único para o Brasil neste momento: 'a', a reabertura da China; 'b', estamos chegando ao pico do ciclo do Fed Federal Reserve, o banco central americano, quando o Fed vai parar de subir os juros", disse Shayo. "Mais importante, podemos estar vendo o fim do 'regime de dólar forte', e não vimos isso desde 2014 na América Latina."

Segundo a estrategista, essa combinação de fatores pode motivar um fluxo de recursos para o Brasil, mesmo em um cenário no qual os preços de commodities fiquem parados, diante da autossuficiência do País em energia e alimentos. Ao mesmo tempo, as ações do Brasil estão "baratas" e podem ajudar a atrair investimentos.

"Somos um dos mercados mais baratos do mundo. Os únicos mercados emergentes mais baratos que o Brasil são o Egito, Turquia, Hungria e Colômbia", disse.

Esse cenário tem a ver com o nível da taxa Selic, que está elevado e deve permanecer mais alto, devido à combinação entre incerteza política e fiscal e à dinâmica inflacionária. O JPMorgan espera que o Banco Central comece a cortar juros apenas no quarto trimestre, a 12,75% no fim de 2023.

"Mas ainda acho que o cenário global e os preços podem levantar o Brasil", afirmou.

A estrategista afirmou que o JPMorgan continua avaliando positivamente as ações dos setores de materiais básicos, que devem se beneficiar da reabertura da China, e de alimentos e bebidas, que podem ser favorecidos por programas como o Bolsa Família.

Segundo a estrategista, os principais pontos da agenda macroeconômica a se monitorar à frente serão a proposta de âncora fiscal, a reforma tributária e se o governo vai tentar desfazer reformas já aprovadas, além da nomeação dos dois novos diretores do Banco Central em fevereiro.

Veja o que o JP Morgan acha da bolsa brasileira.

*Com informações do Estadão Conteúdo

AGENDA DO DIA
  • CNI: Números da indústria nacional (10h)
  • Estados Unidos: Presidente do Fed de Philadelphia, Patrick Harker, participa do Fórum de Liderança Econômica dos Banqueiros de Nova Jersey (11h)
  • Estados Unidos: Diretor do Fed, Christopher Waller discursa no Conselho de Relações Exteriores (15h)
  • Suíça: Último dia Fórum Econômico Mundial
FUTUROS DE WALL STREET APONTAM PARA RECUPERAÇÃO

Os índices futuros das bolsas de valores de Nova York amanheceram em alta nesta sexta-feira. Wall Street ensaia uma recuperação depois de dois dias de perdas generalizadas.

Os investidores estão empolgados com o balanço da Netflix, que surpreendeu em termos de assinantes.

As ações da empresa de streaming avançavam mais de 6% no pré-mercado hoje.

No entanto, participantes do mercado seguem atentos a comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e a indicadores econômicos locais.

Confira:

  • S&P 500 Futuro: -0,01%
  • Dow Jones Futuro: -0,07%
  • Nasdaq Futuro: +0,16%
BOLSAS EUROPEIAS ENSAIAM RECUPERAÇÃO

As principais bolsas de valores europeias abriram em alta nesta sexta-feira.

Os mercados de ações da Europa esboçam uma recuperação depois das perdas da véspera.

Os investidores da região digerem indicadores do Reino Unido e Alemanha e mantêm o foco na perspectiva da política monetária.

Confira:

  • Frankfurt: +0,41%;
  • Londres: +0,44%;
  • Paris: +0,61%:
  • Euro Stoxx 50: +0,47%
BOLSAS DA ÁSIA FECHAM EM ALTA ANTES DO FERIADO CHINÊS

As principais bolsas de valores da Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira.

Os investidores mostraram apetite por risco antes de feriados que manterá diversas bolsas da região fechadas nos próximos dias.

Na China, os mercados ficarão fechados durante toda a semana por causa das celebrações do ano-novo chinês de 4721.

A bolsa de Taiwan já está fechada desde anteontem pelo mesmo motivo.

Hoje, as ações subiram com o otimismo com a reabertura na China e com a manutenção das taxas de juros pelo banco central do país.

  • Tóquio: +0,56%
  • Seul: +0,63%
  • Xangai: +0,76%
  • Hong Kong: +1,82%
AMERICANAS DEIXARÁ DE FAZER PARTE DO IBOVESPA AO FIM DO PREGÃO DE HOJE

A B3 excluirá os títulos de emissão da Americanas de todos os índices nos quais estavam listados ao preço de fechamento após o encerramento do pregão regular desta sexta-feira.

A Americanas terá hoje seu último dia nos seguintes índices da B3: IBOV, IGCX, ICO2, ICON, IBXX, IGCT, IGNM, IBRA, IVBX, ISEE, ITAG, SMLL, IBXL e GPTW.

A participação da Americanas será redistribuída proporcionalmente aos demais integrantes da carteira com o pertinente ajuste nos redutores dos índices, informou a Americanas em comunicado ao mercado.

A exclusão dos índices decorre do pedido de recuperação judicial aceito na quinta-feira pela 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

DIA 31

Está confirmado: Lula vai para os EUA no dia 10 de fevereiro — veja o que ele vai discutir com Biden

31 de janeiro de 2023 - 20:06

Enquanto o encontro não chega, o petista tentou acalmar os ânimos dos investidores — que seguem desconfiados em relação à responsabilidade fiscal do novo governo

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Ibovespa sobe em meio ao caos de um interminável janeiro; o que afeta a bolsa nos próximos dias?

31 de janeiro de 2023 - 18:57

Veja tudo o que movimentou os mercados nesta terça-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo

MELHORES DO MÊS

Renascimento cripto: bitcoin (BTC) volta a brilhar, sobe mais de 30% e é disparado o melhor investimento de janeiro; títulos do Tesouro ficam na lanterna

31 de janeiro de 2023 - 18:46

As medalhas de prata e bronze foram para o ouro e para o Ibovespa, em um movimento de busca por segurança — e barganhas

ESTAGNOU?

Dividendos do Maxi Renda (MXRF11) não cresceram em 2022, mas os proventos destes outros três fundos imobiliários subiram mais de 50% — veja quais são

31 de janeiro de 2023 - 18:33

O melhor resultado foi obtido pelo Santander Papéis Imobiliários CDI (SADI11), com alta de 77,1%

RELATÓRIO DE PRODUÇÃO

Pé no freio: produção e vendas da Vale (VALE3) registram recuo tímido em 2022; confira os destaques operacionais da mineradora

31 de janeiro de 2023 - 18:30

A produção e a comercialização de minério de ferro da companhia se aproximaram da estabilidade no ano passado, com leves quedas

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies