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A varejista não pagava aluguéis ao Max Retail desde janeiro deste ano, quando a descoberta de um rombo contábil bilionário nos balanços da empresa culminou em um pedido de recuperação judicial
A recuperação judicial da Americanas (AMER3) não afetou apenas a empresa, mas uma longa cadeia de fornecedores e participantes do mercado financeiro, incluindo diversos fundos imobiliários que locavam galpões e lojas de shopping e de rua para a varejista.
Entre esses FIIs, um dos mais expostos à companhia é o Max Retail (MAXR11). Focado em imóveis comerciais para renda, o fundo loca seis imóveis para a Americanas e estava sem receber o pagamento total pelo uso dos espaços desde janeiro deste ano.
Segundo os cálculos da Empiricus, cerca de 56% da receita imobiliária do MAXR11 estava atrelada aos contratos com a Americanas. Para equilibrar as contas, o FII chegou a reduzir em mais de 50% a distribuição de dividendos enquanto cobrava extrajudicialmente o aluguel.
Mas, oito meses após o primeiro calote, o fundo e a empresa enfim chegaram a um acordo para sanar a inadimplência. Segundo um comunicado enviado ao mercado nesta segunda-feira (28), a varejista efetuou o pagamento dos valores devidos de janeiro a julho de 2023.
Para isso, porém, o FII teve de fazer uma concessão e, "visando a manutenção do bom relacionamento entre as partes", reduziu o aluguel.
O desconto terá um impacto negativo de cerca de R$ 0,05 por cota na receita mensal do fundo. Considerando o recebimento dos valores atrasados, por outro lado, o acordo resultará em um ganho total de R$ 0,16 por cota pra o MAXR11.
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Com o saldo da solução da inadimplência em terreno positivo, o Max Retail opera em alta na B3 hoje. Por volta das 11h, as cotas do FII subiam 0,97%, a R$ 72,79.
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