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Analistas do Credit Suisse acreditam que a companhia pode engordar o pagamento aos acionistas adiantando proventos previstos para os próximos trimestre
A Petrobras (PETR4) divulga o balanço do segundo trimestre na próxima quinta-feira (28). E, segundo analistas do Credit Suisse, os resultados financeiros devem vir acompanhados do anúncio da antecipação do pagamento de dividendos.
O banco de investimentos acredita que, com um caixa fortalecido pelo bom momento do petróleo no mercado internacional, a companhia pode antecipar de US$ 10 bilhões a U$ 14 bilhões (R$ 53,6 bilhões a R$ 75 bilhões, aproximadamente) em proventos.
Fontes próximas à estatal ouvidas pelo Broadcast também apostam que o adiantamento de dividendos deve ser aprovado pelo conselho de administração da estatal, que se reúne nesta semana para analisar os números de abril a junho.
De acordo com as estimativas da agência de notícias, o valor dos dividendos deve ficar próximo dos R$ 40 bilhões, uma cifra inferior à prevista pelo Credit Suisse.
A diferença de valores é explicada por um elemento que o banco de investimentos coloca na conta: além do caixa gerado no período, os analistas contam com um eventual anuncio de pagamentos de dividendos previstos para os próximos trimestres, o que elevaria o montante sem comprometer o balanço.
Com ou sem antecipação, a Petrobras já havia recebido um pedido do governo para aumentar a frequência da distribuição de dividendos.
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A petroleira e outras duas estatais - Caixa Econômica Federal e BNDES - receberam nesta segunda-feira (25) um ofício da Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia solicitando que os pagamentos sejam realizados a cada três meses. As distribuições costumam ocorrer semestralmente.
Em resposta ao pedido, a companhia reforçou que os proventos trimestrais já estão previstos em sua política de remuneração aos acionistas, mas "ainda não há qualquer decisão tomada sobre novos pagamentos de dividendos em 2022".
A Petrobras informou ainda, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que o conselho de administração é quem irá deliberar sobre o tema e que "todas as decisões serão alinhadas à política, sempre respeitando os princípios de perenidade e sustentabilidade financeira de curto, médio e longo prazos".
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