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Corretora Warren reforça o time de tecnologia com a chegada da MeuPortfolio, que traz tecnologia para processamento de fundos exclusivos
O ritmo de aquisições começou acelerado para a plataforma de investimentos Warren em 2022. Depois de anunciar a compra da Box TI em janeiro e da equipe de tecnologia da plataforma sim;paul em fevereiro, a Warren fecha o mês de março dando boas vindas à MeuPortfolio.
Fundada em 2019, a startup começou prestando serviços para diversos clientes no âmbito da consolidação de investimentos. A dinâmica é parecida com a de outras plataformas, como, por exemplo, Real Valor — que faz parte do mesmo grupo do Seu Dinheiro —, Kinvo, SmartBrain, ComDinheiro, entre outros.
A princípio, a MeuPortfolio chamou a atenção da Warren no final de 2020, quando fez uma prova de conceito para tentar vender um software. Prova de conceito, no mundo da tecnologia da informação, é um jeito de atestar se uma empresa deve comprar uma solução tecnológica.
No entanto, o que seria apenas uma venda de produto acabou se tornando uma aquisição total.
Isso porque a Warren enxergou na MeuPortfolio ferramentas que se uniram aos seus interesses. É o caso do processamento de fundos exclusivos, ou seja, os fundos voltados a investidores profissionais
“Conseguimos processar um fundo exclusivo sem intervenção humana, o que nos dá um ganho de escala muito grande”, diz Felipe Bossolani, CEO da MeuPortfolio.
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A título de curiosidade, os dados mais recentes da Anbima mostram que, dentro do serviço private, os fundos exclusivos correspondem a mais de 20% do volume financeiro. O private diz respeito a investidores com capacidade financeira de, no mínimo, R$ 3 milhões.
O valor da transação não foi revelado. Mas vale lembrar que a Warren reforçou o caixa depois do aporte de R$ 300 milhões liderado pelo GIC Private Limited, fundo soberano de Singapura.
A chegada da MeuPortfolio faz parte da estratégia de crescimento que a Warren vem adotando nos últimos anos. A ideia é se tornar um ecossistema completo dentro do mercado de investimentos. Em outras palavras, a Warren se tornou administradora, corretora e gestora.
Desde que recebeu o aporte milionário do GIC, a Warren tem feito diversas aquisições, as mais recentes na área de tecnologia.
As compras começaram em setembro de 2021, quando a Warren comprou a corretora e distribuidora de títulos Renascença DTVM. Logo depois, a fintech entrou no segmento de gestão de patrimônio ao anunciar uma fusão com a Vitra Capital.
O negócio expandiu o patrimônio sob gestão da Warren, que terminou o ano passado em R$ 20 bilhões. De acordo com o diretor comercial, Fabio Safini, a empresa tem hoje 300 mil contas abertas e 100 mil clientes ativos.
Até o momento, o foco das aquisições da Warren em 2022 tem sido na área de tecnologia. Contando com a MeuPortfolio, foram três aquisições de empresas do setor em três meses. A primeira foi a desenvolvedora de software Box TI, cuja equipe foi inteiramente absorvida pela Warren.
Em seguida, foi a vez da área de tecnologia da plataforma de investimentos sim;paul entrar na Warren. Àquela altura, a sim;paul já havia vendido sua carteira de clientes para a Guide Investimentos.
A chegada da MeuPortfolio adiciona outros 20 funcionários ao quadro da Warren, que passa a beirar 700 no total. Bossolani, CEO da startup, deixa as funções administrativas para atuar diretamente com os times de tecnologia.
Logo depois da aquisição, a prioridade será entregar uma ferramenta nova ao atendimento de famílias endinheiradas (Family Office).
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