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Os detentores de debêntures da empresa aceitaram mudar os termos das dívidas em troca de garantias – e remuneração – extras
Nós te contamos aqui que, enfrentando dificuldades financeiras, a Tenda (TEND3) viu seu endividamento subir nos últimos meses e ultrapassar os números acertados com seus credores.
Por isso, a construtora buscou negociar os acordos originais. E, nesta segunda-feira (4), recebeu o sinal verde que precisava para manter a operação.
Os detentores de debêntures das 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª e 9ª emissões da empresa aceitaram flexibilizar os termos das dívidas em troca de garantias e remuneração extras.
Com isso, a Tenda ganha fôlego para tentar recuperar as finanças nos próximos meses. Vale relembrar que a construtora reportou prejuízo líquido de R$ 67,3 milhões no primeiro trimestre, revertendo o lucro de R$ 36,8 milhões registrado no mesmo período de 2021.
Além do prejuízo, a alavancagem também cresceu no início deste ano. O indicador, que calcula a relação entre a dívida corporativa e o patrimônio líquido, chegou a 33% no primeiro trimestre.
De acordo com os contratos de financiamento, a construtora deveria mantê-lo abaixo dos 15%. E estaria em apuros caso ultrapassasse o limite em outros dois trimestres nos próximos 12 meses. Nesse caso, a empresa teria de quitar as dívidas muito antes dos prazos originais - 2024 a 2028.
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Mas, com o acordo, o limite da alavancagem subiu para até 80% neste ano e 85% em 2023. O indicador deve recuar de volta aos 30% apenas em setembro de 2024.
Para convencer os credores, a Tenda ofereceu um prêmio de 1,75% ao ano somado à remuneração média já prevista nos contratos, atrelados ao CDI. Além disso, a empresa também se comprometeu a suspender a distribuição de proventos até que a dívida retorne ao patamar dos 15%.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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