Sem apetite do investidor para IPOs, empresas recorrem às emissões de renda fixa para captar recursos no mercado
Debêntures foram o principal instrumento de captação de recursos das empresas no mercado de capitais no primeiro trimestre de 2022

Os primeiros três meses de 2022 representaram um marco no mercado de capitais: a renda fixa teve a maior captação para um primeiro trimestre em 10 anos.
Do total de R$ 105,2 bilhões captados pelas empresas, R$ 89,1 bilhões vieram de instrumentos de renda fixa, principalmente debêntures, de acordo com a Anbima.
“Esse foi um trimestre em que a gente teve movimento forte de subida da taxa de juros, o que refletiu no mercado de capitais como um todo”, diz o vice-presidente da Anbima, José Eduardo Laloni.
Ao mesmo tempo em que a renda fixa se tornou mais atrativa, os juros mais altos deprimiram o apetite por ofertas públicas iniciais (IPOs). Dessa forma, a renda variável se resumiu a ofertas subsequentes de ações, os follow-ons.
No total, oito companhias fizeram follow-on entre janeiro e março: BR Partners, 3Tentos, BRF, Arezzo, Equatorial Energia, Livetech da Bahia, Alpargatas e Allied.
Debêntures se destacam
Com a migração para a renda fixa, o principal instrumento para captação das empresas foram as debêntures, ou seja, os títulos de crédito emitidos por empresas.
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O volume captado pelas debêntures foi de R$ 55,9 bilhões, o que significa um aumento de 80,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com a Anbima, cinco ofertas de debêntures se destacaram ao captar, em conjunto, R$ 18,1 bilhões. Seus emissores foram: Claro (R$ 4,3 bilhões), Equatorial Energia (R$ 4 bilhões), Iguá RJ (R$ 4 bilhões), CCR (R$ 3,4 bilhões) e Localiza (R$ 2,5 bilhões).
Os principais destinos dos recursos captados via debêntures foram capital de giro e refinanciamento de passivo.
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