Oi (OIBR3) quer reduzir o peso do dólar na dívida e anuncia recompra de bônus no exterior
Operadora vai usar o dinheiro da venda da Oi Móvel para recomprar US$ 880 milhões em dívida em dólar no mercado que vence em 2026

A Oi (OIBR3) vai aproveitar a entrada de dinheiro no caixa com a venda da unidade de telefonia móvel para diminuir o peso do dólar na dívida.
A operadora anunciou uma oferta pública de aquisição dos bônus (títulos de dívida) emitidos no exterior, no valor de US$ 880 milhões (R$ 4,1 bilhões, pela cotação atual do dólar).
A bônus da Oi vencem originalmente em 2026 e rendem juros semestrais de 8,750% ao ano em dólar aos investidores. O problema é que a empresa tem receita em reais, então qualquer variação para cima da moeda norte-americana afeta o balanço.
A Oi encerrou o terceiro trimestre com uma dívida líquida de quase R$ 30 bilhões. A empresa adiou a publicação do resultado dos últimos três meses do ano para o dia 27 de abril.
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A Oi está em recuperação judicial desde 2016. O processo deveria terminar no mês passado, mas o juiz responsável prorrogou o caso por mais 60 dias.
No pregão desta quarta-feira da B3, as ações da Oi (OIBR3) são negociadas em alta de 1,27%, cotadas a R$ 0,80. Apesar dos avanços recentes, os papéis da companhia acumulam forte queda de 55% nos últimos 12 meses.
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As rivais Claro, TIM e Vivo concordaram em pagar R$ 16,5 bilhões pelos ativos. A operação foi aprovada no mês passado pelo Cade, o órgão de defesa da concorrência.
A conclusão do negócio, que se arrastou por mais de um ano, deve acontecer no dia 20 de abril, mesmo prazo para a adesão dos investidores na oferta de recompra dos títulos em dólar da Oi.
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