Nubank encerra acordo polêmico de remuneração ao fundador, David Vélez, e gera economia bilionária aos cofres da fintech
Além da economia, o encerramento do programa também evitará uma potencial diluição de até 2% dos outros acionistas da companhia

O cofundador do Nubank, David Vélez, abriu mão de seu principal acordo de remuneração com o banco digital. O pedido partiu do próprio colombiano e pode representar uma economia de US$ 356 milhões (cerca de R$ 1,87 bilhão) aos cofres da fintech nos próximos sete anos.
Oficialmente chamado de "Contingent Share Award 2021” (CSA 2021), o pacto previa que Vélez seria elegível para receber ações do Nubank, mas estava condicionado a metas agressivas de preço e causou polêmica quando foi anunciado.
Ele teria direito a embolsar 1% dos papéis ordinários do banco se eles atingissem US$ 18,69, por exemplo. A cifra é 338,7% superior à cotação atual — as ações NU, listadas na Bolsa de Valores de Nova York, fecharam o dia em US$ 4,26 e recuam 0,27% nas negociações after hours.
- Nubank registrou o primeiro lucro líquido, desde seu IPO, no 3T22. Enquanto isso, este outro banco digital teve lucro líquido 5 vezes maior que o do “roxinho” no período e é opção bem melhor para investir. SAIBA QUAL É
O próximo patamar estava mais distante ainda: o fundador do Nubank ainda teria direito a um adicional de mais 1% do total de ativos quando o banco digital chegasse aos US$ 200 bilhões em valor de mercado e à cotação de US$ 35,30.
O fim do CSA 2021 já foi reconhecido pelo Conselho de Administração e pelo Comitê de Desenvolvimento de Liderança, Diversidade e Remuneração do Nubank. Além da economia, o encerramento do programa também evitará uma potencial diluição de até 2% dos outros acionistas da companhia.
Como fica o salário de David Vélez no Nubank
Apesar do fim do acordo, David Vélez continuará recebendo um salário fixo como presidente do Conselho e CEO do Nubank, mas declinou qualquer tipo de remuneração variável neste ou no próximo ano.
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"Minha decisão é motivada em grande parte pela mudança no cenário macroeconômico desde que o acordo foi estabelecido em 2021, e fará uma contribuição significativa para a melhoria contínua de nossos resultados", afirmou, em nota, o fundador da fintech.
Vale destacar que Vélez detém mais de 20% do capital social da empresa por meio da holding Rua California Ltd. Para ele, a fatia "é suficiente para alinhar seu interesse com o dos acionistas no atual ambiente".
O colombiano e sua mulher, Mariel Reyes, também já haviam aderido ao Giving Pledge, um movimento global para que bilionários se comprometam a doar suas fortunas em vida à caridade e iniciativas filantrópicas.
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