Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

BALANÇO

Lucro da Gerdau (GGBR4) salta para R$ 1 bilhão no 1T26, enquanto guerra já começa a pesar na conta. O que fazer com as ações agora?

Companhia entrega balanço robusto em meio a cenário global mais apertado para o aço; veja os principais destaques do resultado e o que dizem os analistas

Camille Lima
Camille Lima
28 de abril de 2026
10:13 - atualizado às 23:25
Fachada de usina da Gerdau (GGBR4). goau4
Fachada de usina da Gerdau (GGBR4) - Imagem: Divulgação

A Gerdau (GGBR4) começou 2026 entregando lucro forte, mas com um alerta no radar: a guerra no Oriente Médio já começa a pressionar os negócios. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A maior produtora de aço do Brasil encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão, alta de 33,6% na comparação anual e de 51,2% frente ao trimestre anterior.  

Ebitda ajustado (que mede a capacidade de geração de caixa operacional do negócio) avançou 23,2% em um ano, para R$ 2,95 bilhões, com recuperação em todas as operações, enquanto a margem Ebitda ajustada subiu 3,9 pontos percentuais, a 17,7%. 

Outro ponto de destaque foi a geração de caixa. Embora o primeiro trimestre costume ser mais fraco para o fluxo de caixa livre (FCF), refletindo uma sazonalidade de volumes mais suave e maior consumo de capital de giro, a Gerdau entregou um indicador positivo em R$ 16 milhões no trimestre, revertendo a queima de R$ 1,2 bilhão um ano antes. 

Já a receita líquida recuou 3,8% na comparação anual, para R$ 16,7 bilhões. Segundo a Gerdau, a queda reflete uma combinação de volumes menores e preços ainda pressionados, tanto no mercado doméstico quanto nas exportações. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O custo da guerra para a Gerdau (GGBR4) 

E é nesse ponto que entra o pano de fundo global. “A dinâmica de oferta permaneceu desafiadora, com elevada penetração de aço importado e novas capacidades de produção locais, o que continuou limitando a recuperação dos níveis de preço”, afirmou a Gerdau. 

Leia Também

Segundo a companhia, o trimestre foi marcado por um ambiente mais turbulento, com tensões geopolíticas afetando diretamente o setor. 

“O primeiro trimestre transcorreu em um cenário global volátil e desafiador, marcado por tensões geopolíticas que impactaram os mercados de commodities e as cadeias globais de suprimentos”, disse a empresa. 

Na prática, a guerra no Oriente Médio intensificou pressões já existentes — como inflação e gargalos logísticos — e acabou reforçando um ambiente menos favorável para preços e volumes. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em meio a esse cenário, as vendas totais da Gerdau somaram 1,32 milhão de toneladas entre janeiro e março, queda de 9,5% em relação ao trimestre anterior e de 7,5% na comparação anual. 

A companhia atribui o desempenho a uma sazonalidade mais intensa no início do ano, somada a uma demanda global ainda enfraquecida — cenário que afetou tanto o mercado interno quanto as exportações. 

Entre os segmentos, os aços planos foram os mais pressionados. As vendas recuaram quase 18% na base anual e 22% na comparação trimestral, refletindo a menor demanda doméstica e, principalmente, o avanço das importações. 

No Brasil, o ambiente competitivo também continuou apertado para a Gerdau. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Além de uma sazonalidade maior do que a tipicamente apresentada no início do ano, níveis elevados de importações — especialmente de aços planos — afetaram os volumes de vendas no mercado interno e mantiveram os preços ainda sob pressão”, disse a empresa. 

Segundo o Instituto Aço Brasil (IABr), o primeiro trimestre foi novamente marcado por níveis recordes de importação. Em fevereiro, a penetração de aço importado no segmento de planos chegou a 34%, o maior patamar da série histórica, encerrando o período com média de 28,5%. 

Operação nos EUA na contramão 

Se o ambiente doméstico segue pressionado, a operação da Gerdau na América do Norte continua funcionando como um contrapeso relevante. 

No primeiro trimestre, o lucro bruto na região quase dobrou em relação ao ano anterior, com alta de 93%, para R$ 1,9 bilhão. A receita líquida avançou 6,6% na mesma base, somando R$ 9,3 bilhões. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A produção de aço bruto cresceu 8,4% na comparação anual, impulsionada pela retomada dos níveis de atividade e pela resiliência da demanda por aços longos nos Estados Unidos. 

As vendas também vieram mais fortes, com alta de 3,8% frente ao primeiro trimestre de 2025, beneficiadas pela recomposição de estoques e pela retomada típica após o período sazonal de fim de ano. 

“O crescimento no trimestre foi impulsionado pelo aumento da carteira de pedidos nos segmentos de construção não residencial e energia renovável, além da maior demanda do canal de distribuição”, afirmou a companhia. 

O que fazer com as ações da Gerdau (GGBR4) agora? 

Na leitura do BTG Pactual, a Gerdau (GGBR4) entregou um conjunto de resultados sólido — com uma surpresa positiva vindo justamente de onde havia mais incerteza: o Brasil. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo os analistas, as margens domésticas vieram “melhores do que o temido”, refletindo os avanços contínuos em eficiência, com redução de custos e ganhos de produtividade. Já as operações nos Estados Unidos mantiveram o desempenho robusto, como já era esperado. 

“Embora permaneçamos cautelosos quanto ao ritmo de recuperação no Brasil, o forte desempenho dos EUA continua a justificar nossa preferência pelo nome em relação aos pares brasileiros”, acrescentaram. 

Nas palavras do BTG, a Gerdau é “a história mais limpa em um setor confuso” na América Latina — vista como a siderúrgica de maior qualidade da região, com a exposição aos EUA funcionando como um diferencial competitivo relevante. 

O ponto de atenção está no valuation. Para o banco, boa parte desse cenário mais favorável já parece incorporada nos preços, o que limita o potencial de valorização no curto prazo e sustenta a recomendação neutra para GGBR4. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por sua vez, a XP Investimentos avalia que os resultados reforçaram uma tese já conhecida: a operação na América do Norte segue sustentando o desempenho consolidado da Gerdau — e deve continuar sendo o principal vetor de melhora ao longo do segundo trimestre. 

“Embora o cenário no Brasil permaneça pressionado, vemos o bom desempenho de custos como um sinal positivo à frente, especialmente considerando os recentes aumentos de preços no mercado doméstico”, afirmou a corretora. 

A XP manteve uma visão construtiva para GGBR4, que segue como a principal escolha dos analistas no setor de mineração e siderurgia, sustentada por uma geração resiliente de fluxo de caixa livre ao longo de 2026 e 2027. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TROCA NO ALTO ESCALÃO

Cemig (CMIG4) anuncia novo CEO e lucra R$ 979 milhões no 1T26, queda anual de 6%; conheça a empresa de energia criada por JK

8 de maio de 2026 - 11:31

De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes

E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

BALANÇO

Magazine Luiza (MGLU3) ainda sente o peso dos juros e reverte lucro em prejuízo acima do esperado no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras

SD ENTREVISTA

“Temos que estar com a guarda alta”, diz diretor do ABC Brasil (ABCB4) após queda no ROE do 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

Após um 1T26 pressionado, Ricardo Moura aposta em melhora gradual da rentabilidade — sem abrir mão do conservadorismo

PROVENTOS NO RADAR

PetroReconcavo (RECV3) anuncia JCP de R$ 100 milhões após lucro mais que dobrar no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:51

Petroleira pagará R$ 0,34 por ação em juros sobre capital próprio e também informou avanço nas negociações com a Brava Energia

POR QUE TROCAR DE CEO AGORA?

Após 15 anos, Rodrigo Osmo dará adeus ao cargo de CEO da Tenda (TEND3); veja quem entra no lugar e o que está por trás da mudança

7 de maio de 2026 - 19:06

Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

TECNOLOGIA NA BOLSA

Nem o medo da IA segurou: Totvs (TOTS3) sobe na bolsa após balanço forte; veja o que dizem os analistas

7 de maio de 2026 - 14:33

Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx

NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) puxa ferro no 1T26: lucro salta 47%, e ações sobem forte na bolsa — veja se ainda dá tempo de entrar

7 de maio de 2026 - 12:14

Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil

COM ENERGIA RENOVADA

Axia (AXIA3) prepara sucessão do CEO Ivan Monteiro; e agora, quais serão os desafios do novo líder da elétrica?

7 de maio de 2026 - 12:03

O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras

REAÇÃO AO RESULTADO

Nem o lucro acima do esperado salva o Bradesco (BBDC4) na bolsa hoje, e ação cai forte na B3. Mercado ainda não comprou a virada?  

7 de maio de 2026 - 11:30

Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas

1T26 À PROVA

“Isso não é piora de risco”, diz CEO do Bradesco (BBDC4) após salto nas provisões do 1T26; desafio agora é convencer o mercado

7 de maio de 2026 - 10:55

Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) segue movendo céus e terra para crescer: no 1T26, vendas devem subir forte, enquanto lucro não acompanha

7 de maio de 2026 - 10:33

Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26

ENTREVISTA EXCLUSIVA

‘30% de ROE é atingível’: CFO do Inter afirma estar ‘mais convencido do que nunca’ no plano 60-30-30 — mas relógio da rentabilidade segue correndo

7 de maio de 2026 - 8:07

Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027

QUAL O FOCO AGORA

“2026 ainda é um ano muito incerto”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado no 1T26, e como empresa trará retorno ao acionista

6 de maio de 2026 - 20:47

“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro

SD ENTREVISTA

Nem o “trimestre mais fraco” segurou a Mater Dei (MATD3): lucro salta quase 80% no 1T26 e CEO aposta em virada das ações

6 de maio de 2026 - 20:07

Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:10

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

BALANÇO

Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:03

Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia