Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

SD Entrevista

Como a compra da corretora Ideal pode fazer o Itaú partir para o ataque e abrir um novo filão em investimentos

Banco viu na Ideal uma forma de complementar a oferta para os investidores que não são clientes do banco, diz Carlos Constantini, diretor do Itaú

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
13 de janeiro de 2022
12:19 - atualizado às 14:25
Carlos Constantini, diretor que lidera a área de Wealth Management & Services (WMS) do Itaú
Carlos Constantini, diretor que lidera a área de Wealth Management & Services (WMS) do Itaú - Imagem: SM2-Fotografia

Em mais um lance na disputa pelos seus investimentos, o Itaú Unibanco (ITUB4) surpreendeu com o anúncio da aquisição da Ideal. O maior banco privado brasileiro investiu R$ 650 milhões para ficar com 50,1% do capital da corretora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Criada em 2019, a Ideal logo chamou a atenção do mercado ao ficar entre as líderes no ranking de volume de negócios na B3. A corretora cresceu rapidamente graças ao foco em tecnologia para atender grandes investidores institucionais, como fundos de investimento.

Mas não foi esse público que interessou o banco, e sim a possibilidade de usar a corretora para complementar a oferta para os investidores pessoas físicas, me disse hoje pela manhã Carlos Constantini, diretor que lidera a área de Wealth Management & Services (WMS) do Itaú.

À primeira vista, o negócio pode ser interpretado como uma volta do Itaú ao mundo das plataformas independentes de investimento após a venda da participação na XP.

Mas Constantini diz que o movimento é uma continuidade do trabalho que o banco vem desenvolvendo desde 2017, quando tomou a decisão histórica de abrir a prateleira para oferecer produtos de terceiros aos clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um novo filão para o Itaú

Na prática, para quem é cliente do Itaú nada muda, até porque a Ideal não atua hoje no varejo. O banco também segue investindo nas iniciativas internas, como o aplicativo Ion.

Leia Também

O que o Itaú deseja é alcançar de alguma forma os investidores que hoje não se relacionam diretamente com o banco. “Estamos acelerando de formas possíveis e essa [a aquisição] é mais uma”, afirma o diretor.

Com a Ideal, o Itaú pode partir para o ataque e avançar em um novo e promissor filão: o de broker as a service. Em outras palavras, a estrutura da corretora pode ser usada por qualquer empresa que queira oferecer serviços de investimentos aos clientes, como por exemplo uma grande varejista ou uma distribuidora de energia elétrica.

A Ideal vai seguir operando de forma independente do Itaú. A aquisição ainda depende do aval do Cade e do Banco Central, mas Constantini não espera problemas na aprovação como aconteceu com a XP.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O que fizemos foi a aquisição de uma peça importante para construir uma estratégia maior. É diferente de adquirir uma base de clientes, onde pode haver uma preocupação de concentração.”

Agentes autônomos do Itaú vêm aí

A Ideal também pode ser uma peça importante para o Itaú avançar em outro modelo de oferta de produtos de investimento, via agentes autônomos. Esse foi o modelo que permitiu a corretoras como a XP baterem de frente contra os grandes bancos.

Os agentes autônomos são os profissionais responsáveis por oferecer os produtos de investimento disponíveis na plataforma, mas eles não possuem vínculo empregatício — como um gerente de banco, por exemplo.

Constantini diz que faz parte dos planos do banco formar uma base de agentes autônomos, e que essa estratégia não tem relação direta com a compra da Ideal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas não custa lembrar que o Itaú foi um dos críticos ao modelo dos agentes autônomos, mesmo nos tempos em que foi sócio da XP.

Isso porque 100% da remuneração dos profissionais vem da comissão pelos produtos vendidos, o que pode levá-los a oferecer as opções mais vantajosas para eles, e não necessariamente para os clientes.

“Existe espaço para essa relação ser aprimorada, para que os incentivos do agente autônomo estejam alinhados com os do cliente”

Carlos Constantini, Itaú Unibanco

Ele diz que a estratégia de operar com agentes autônomos não muda os planos do Itaú de seguir expandindo a rede própria de profissionais de investimento, que deve chegar a 2 mil pessoas neste ano.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SD ENTREVISTA

Nem o “trimestre mais fraco” segurou a Mater Dei (MATD3): lucro salta quase 80% no 1T26 e CEO aposta em virada das ações

6 de maio de 2026 - 20:07

Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:10

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

BALANÇO

Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:03

Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa

RESULTADO

Bradesco (BBDC4): lucro de R$ 6,8 bilhões no 1T26 mostra que a recuperação está de pé — dá para acelerar?

6 de maio de 2026 - 18:03

Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço

DE VOLTA À VITRINE

O pior ficou para trás? Lucro da C&A (CEAB3) dispara mais de 200% no 1T26, e ação lidera altas do Ibovespa

6 de maio de 2026 - 14:07

Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação

PRÉVIA DOS RESULTADOS

O duelo dos bancos digitais ficou mais difícil: Inter e Nubank encaram novo teste em 2026; veja o que esperar dos balanços do 1T26

6 de maio de 2026 - 13:12

Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?

REAÇÃO AO BALANÇO

O ‘efeito Itaú’: o que fez um bom balanço virar gatilho de queda para as ações ITUB4 no 1T26

6 de maio de 2026 - 12:07

Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado

A FÓRMULA DO ITAÚ

Itaú (ITUB4) dribla inadimplência outra vez — e CEO revela o ‘segredo’ para crescer sem perder a mão no crédito em 2026

6 de maio de 2026 - 11:08

Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

GPA (PCAR3) pode respirar aliviado: varejista aprova renegociação de dívidas, mas há um risco para os acionistas no futuro

6 de maio de 2026 - 9:46

Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro

TERMÔMETRO DO RESULTADO

Bradesco (BBDC4) vira o jogo? Banco entra no 1T26 como a aposta da vez — e analistas revelam se vale a pena comprar as ações

6 de maio de 2026 - 7:22

Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026

REORGANIZANDO O CAIXA

Allos (ALOS3) recicla portfólio e mira shoppings que vendem mais

5 de maio de 2026 - 19:37

Companhia vende participação no Shopping Curitiba, aumenta fatia em ativos estratégicos e faz permuta para turbinar desempenho operacional

TEMPORADA DE RESULTADOS

Tenda (TEND3) mais do que dobra lucro no primeiro trimestre, enquanto Alea dá ‘sinais de vida’; veja os destaques do balanço

5 de maio de 2026 - 18:23

O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas

RESULTADO

Itaú Unibanco (ITUB4) entrega o esperado — e um pouco mais — na largada de 2026, com rentabilidade de quase 25% no 1T26

5 de maio de 2026 - 18:21

Lucro cresce, ROE segue elevado, mas banco reforça disciplina em meio a sinais de pressão no crédito; confira os destaques do balanço

VAI PINGAR NA CONTA

Dividendos da Petrobras (PETR4) podem somar até US$ 2,3 bilhões no 1T26, diz Citi; estatal não é a única aposta do banco no setor

5 de maio de 2026 - 17:36

O Citi vê resultados mais fortes puxados por produção e petróleo, mas mantém cautela com a estatal e enxerga mais potencial de valorização em petroleiras independentes

VOTO DE CONFIANÇA

IRB (IRBR3) respira: dividendo de volta e sinistralidade domada fazem ação ignorar lucro menor e subir mais de 3%

5 de maio de 2026 - 13:00

Qualidade da subscrição surpreende e garante avanço das ações nesta terça-feira (5), mas incerteza sobre crescimento de prêmios ainda divide os grandes bancos sobre o que fazer com os papéis

PODE ABRIR A LATINHA

Ambev (ABEV3) faz golaço nos resultados às vésperas da Copa do Mundo, e ações disparam; entenda os motivos da comemoração

5 de maio de 2026 - 12:20

A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados

NOVA PROMESSA DA BOLSA

BradSaúde (SAUD3) desembarca na B3: nova gigante da saúde estreia forte — e CEO já mira o que pode destravar valor daqui para frente

5 de maio de 2026 - 12:12

Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro

PRÉVIA DO BALANÇO

Nem o melhor da turma escapa: Itaú (ITUB4) deve ter resultado mais fraco no 1T26. Isso muda tese para as ações?

5 de maio de 2026 - 9:11

Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco

QUEM GANHA E QUEM PERDE

Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3), Cury (CURY3): o que esperar das construtoras no 1T26, segundo o Santander

5 de maio de 2026 - 9:07

O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços

FOCO NO ALICERCE

A estratégia por trás da venda da Telhanorte: dona da Quartzolit sai do balcão de vendas, mas segue no canteiro de obras

4 de maio de 2026 - 19:54

Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia