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O alinhamento dos astros para a Copasa (CSMG3): revisão tarifária, plano de investimento bilionário e privatização dão gás às ações 

Empresa passa por virada estratégica importante, que anima o mercado para a privatização, prevista para 2026

logo copasa
Imagem: Reprodução/ News Copasa

Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) vive um momento de virada estratégica que capturou a atenção do mercado financeiro nesta semana. Na última terça-feira (23), uma série de anúncios redefiniu as perspectivas para a empresa. 

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Começou com a confirmação de uma revisão tarifária positiva pela ARSAE-MG; depois veio a sanção da lei estadual que autoriza a privatização da companhia e, por fim, a divulgação de um plano de investimentos de R$ 21 bilhões. 

O mercado reagiu com entusiasmo a esse “pacote” de notícias. No pregão de terça-feira, as ações CSMG3 chegaram a registrar uma alta de quase 4%, atingindo R$ 44,57. Ao longo da tarde, os papéis devolveram parte do valor e encerraram o dia com uma valorização de 2,56%, cotadas a R$ 43,97. 

O otimismo foi alimentado pela percepção de que a segurança regulatória e o cronograma de privatização estão avançando conforme o esperado, reduzindo riscos para os acionistas. 

A rota para a privatização: de estatal a corporation 

A principal notícia foi a assinatura, pelo governador Romeu Zema (Novo), na terça-feira (23), da lei que permite a privatização da Copasa. O objetivo é transformar a empresa em uma corporation, num modelo de desestatização no qual o controle da companhia é pulverizado e não há um único “dono”. 

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O Estado de Minas Gerais hoje detém 50,03% das ações da Copasa. Cerca de 45% dessa participação deve ser negociada na oferta de ações em bolsa, com o Estado mantendo apenas 5% e uma golden share — ação de classe especial, com direito a veto em decisões sensíveis, como a mudança da sede ou do nome da companhia. 

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Para liderar essa transição, Zema anunciou a nomeação de Marília Melo como nova presidente da Copasa, substituindo Fernando Passalio

Melo, que é servidora de carreira e ex-secretária de Meio Ambiente, é vista como uma das maiores autoridades em recursos hídricos de Minas, o que oferece um viés técnico para o processo de privatização da Copasa

A expectativa é que o leilão da estatal ocorra por volta de abril de 2026. A nova lei exige que, após a venda, a Copasa garanta metas de universalização de água e esgoto e mantenha os contratos de trabalho dos atuais funcionários por 18 meses. 

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Caixa mais cheio com a revisão tarifária 

Outra notícia positiva para a Copasa veio da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (ARSAE-MG), que publicou os números finais da revisão tarifária

A agência estabeleceu um aumento médio de 6,56% nas tarifas e confirmou receitas regulatórias de aproximadamente R$ 8,1 bilhões, um valor superior ao que havia sido proposto preliminarmente. 

Mais do que o reajuste em si, o que agradou os analistas foi a mudança na metodologia do cálculo do custo médio ponderado de capital (WACC), que passou a ser definido com base nos valores brutos (antes de impostos), em 13,7%. 

Essa alteração estrutural permite que a Copasa capture benefícios fiscais significativos por meio do pagamento de Juros sobre o Capital Próprio (JCP), aumentando a eficiência da remuneração aos acionistas. 

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Segundo o Safra, a revisão tarifária irá proteger o fluxo de caixa da Copasa até o próximo ciclo de ajustes. 

“Esse fato deve sustentar um fluxo de caixa satisfatório, permitindo a execução do plano de investimentos recém-anunciado e um crescimento significativo da Base de Ativos Regulatórios (RAB) nos próximos anos”, diz o relatório. O banco espera um aumento de 6% a 10% no lucro da Copasa. 

A revisão entrará em vigor em 22 de janeiro de 2026

Plano de investimentos de bilhões 

A Copasa também anunciou um robusto plano plurianual de investimentos (Capex), totalizando R$ 21 bilhões para o período entre 2026 e 2030. 

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O cronograma prevê um aporte inicial de R$ 3,1 bilhões já em 2026, com os valores subindo gradualmente até atingirem o pico de R$ 4,8 bilhões em 2028. 

Esses recursos serão destinados à universalização dos serviços de água e esgoto em toda a área de concessão, além da melhoria da base de ativos e redução de perdas. 

Para os analistas do Safra, esse nível de investimento, somado às regras tarifárias mais claras, deve suportar um fluxo de caixa sólido e permitir um crescimento expressivo do EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que pode subir cerca de 20% em relação aos níveis atuais. 

Recomendações e preço-alvo para a Copasa 

As visões dos bancos são predominantemente positivas para as ações da Copasa

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O Bradesco BBI vê a revisão tarifária como um marco crítico para maximizar o valor da empresa antes do leilão de privatização em 2026. O Citi aponta que, com a incorporação total dos novos dados tarifários e de investimento, o preço-alvo da ação poderia saltar dos atuais R$ 45 para R$ 60. No cenário mais otimista, o Safra vê as ações chegando a R$ 65. 

O mercado tem como exemplo a privatização da Sabesp (SBSP3), que foi bem-sucedida em São Paulo. A expectativa é que a desestatização da Copasa tenha resultados similares. 

Confira abaixo as recomendações e preços-alvo dos principais bancos para a Copasa (CSMG3): 

Instituição Financeira Recomendação Preço-Alvo (R$) Observações 
Safra Neutra 49,00 Num cenário otimista vai a R$ 65 
Bradesco BBI Neutra 56,00 Valor já reflete melhorias da revisão tarifária 
Citi Compra 45,00 Potencial de revisão para R$ 60 
Itaú BBA Compra 43,23 Estima potencial de +10% sobre esse valor 
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