Virada de jogo para a Cosan (CSAN3)? BTG vê espaço para ação dobrar de valor; entenda os motivos
Depois de um ano complicado, a holding entra em 2026 com portfólio diversificado e estrutura de capital equilibrada. Analistas do BTG Pactual apostam em alta de 93% para CSAN3

A Cosan (CSAN3) passou por um ano cheio de desafios em 2025, mas agora parece pronta para voltar aos trilhos no próximo ano. Em relatório, o BTG Pactual fixou o preço-alvo da companhia para R$ 10,50, o que representa um potencial de valorização de 93% em relação ao último fechamento. Os analistas também reiteraram a recomendação de compra.
Um dos motivos para o otimismo é o portfólio variado da holding. Os analistas do banco destacam que a Cosan tem presença em diferentes áreas: açúcar e etanol com a Raízen (RAIZ4), logística e agronegócio com a Rumo (RAIL3) e a Radar, lubrificantes automotivos com a Moove e distribuição de gás pela Compass.
Eles afirmam que, embora essa diversidade traga complexidade, também abre muitas oportunidades de criação de valor com a nova governança e estrutura de capital.
O ponto de maior atenção continua sendo a Raízen, já que o mercado se preocupa com o alto nível de endividamento. A incerteza foi tanta que as ações chegaram a ser negociadas abaixo de R$ 1.
Os analistas do banco acreditam que será necessário um aumento de capital de cerca de R$ 10 bilhões para a produtora de etanol e distribuidora de combustíveis.
Apesar disso, o BTG avalia que, superado esse obstáculo, a Cosan pode entrar em uma fase diferente, mais enxuta e rentável, especialmente após as recentes vendas de ativos.
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Vale lembrar que o BTG entrou no capital da Cosan e foi um dos investidores que lideraram a capitalização de R$ 10 bilhões que o grupo realizou neste ano para equalizar o balanço.
Galinha dos ovos de ouro
Se a Raízen tem sido motivo de preocupação, a Compass é vista como o grande acerto da Cosan. Para os analistas do BTG, a companhia evoluiu para uma plataforma integrada de gás natural, com várias frentes de crescimento.
A Compass combina expansão da produção com a maior relevância do gás na matriz energética brasileira e ainda aposta em serviços em rápida expansão por meio da Edge.
Já a Radar, focada em propriedades agrícolas, aparece como candidata natural à venda, já que entrega pouco retorno frente ao custo da dívida. A Cosan também se beneficia do papel estratégico da Rumo nas exportações de grãos do Brasil.
Ainda segundo os analistas, há espaço para destravar valor com a venda de uma participação majoritária e com uma gestão mais disciplinada do capital investido.
Por fim, mesmo após o incêndio no início do ano, a Moove segue bem posicionada para crescer e representa uma oportunidade atrativa de monetização, embora isso deva acontecer apenas depois da normalização completa das operações.
Novo ciclo da Cosan
Depois de anos de investimentos pesados, os analistas acreditam que a Cosan está pronta para iniciar um novo ciclo de geração de caixa e criação de valor. Apesar da pressão recente sobre o balanço, o grupo ainda controla um dos portfólios mais interessantes do Brasil, com participações em empresas líderes e difíceis de replicar.
A injeção de recursos liderada pelo banco e pela gestora Perfin ajudou a equilibrar a estrutura de capital. Agora, a Cosan não é vista apenas como uma empresa focada em reduzir dívidas, mas como uma geradora de valor no longo prazo.
Nos cálculos do BTG, as ações da CSAN3 ainda estão com desconto de 34%. Para os analistas, qualquer avanço que reduza a percepção da Cosan como simples intermediária entre acionistas e subsidiárias pode liberar um grande potencial de valorização.
*Com informações do Money Times
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