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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

A CHAPA É QUENTE

Dona do Viena, do Frango Assado e da Pizza Hut, IMC (MEAL3) vende operações no Panamá por R$ 212 milhões e ganha alívio na dívida

Nesta segunda-feira (19), as ações MEAL3 dispararam mais de 10%, fechando cotadas a R$ 2,15

Renan Sousa
Renan Sousa
19 de setembro de 2022
11:45 - atualizado às 17:42
frango assado IMC MEAL3
A estratégia da IMC, a partir de agora, é enxugar as operações e trazer eficiência aos negócios. - Imagem: Facebook/Divulgação

A chapa é quente no setor de restaurantes e fast-foods. Depois de o fundo árabe Mubadala crescer os olhos para a operadora do Burger King, é a vez da IMC (MEAL3) — dona das marcas Viena, Frango Assado e Pizza Hut, entre outras — fazer um anúncio de peso para o mercado. 

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A companhia anunciou a venda de suas operações no Aeroporto Internacional de Tocumén, no Panamá. A compradora é a Inflight Holdings Cayman, e o valor da negociação é relevante para a IMC: US$ 40 milhões, ou cerca de R$ 212 milhões na cotação atual. 

A expectativa do mercado é de que a venda das 13 lojas em funcionamento no Panamá, somadas às 11 unidades ainda em construção, ajudará a amortizar parte da dívida líquida da IMC, que no final do segundo trimestre de 2022 chegava aos R$ 303 milhões. 

Quem realmente se empolgou com a notícia foram os investidores. Nesta segunda-feira (19), as ações MEAL3 dispararam mais de 10%, fechando o pregão cotadas a R$ 2,15.

Reduzindo a IMC 

A estratégia da IMC, no momento, é enxugar as operações e trazer eficiência aos negócios. Quem diz isso é o CEO da empresa, Alexandre Santoro, que concedeu entrevista ao Seu Dinheiro no fim do ano passado.

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“A saída do Panamá contribui diretamente para dois pilares importantes de nossa estratégia, que são a simplificação do negócio e disciplina financeira”, afirma o executivo. 

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Santoro ainda confirmou em parte as expectativas do mercado de um abatimento da dívida da empresa com a venda das operações no Panamá. “Iremos destinar os recursos para um melhor balanceamento da estrutura de capital e redução da nossa dívida”, diz ele.

O tamanho da empresa

Atualmente, a IMC é a maior operadora de restaurantes do Aeroporto de Tocumén, com 60% das lojas do Terminal 1; em 2021, a companhia registrou vendas totais de US$ 14 milhões no Panamá (R$ 74,2 milhões).

O valor da oferta equivale a aproximadamente seis vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da IMC no ano passado. Recentemente, fundos da UV Gestora — donos de 27% do capital da IMC — quisera aumentar a participação na companhia sem ter que fazer oferta aos demais acionistas, o que gerou um rali para derrubada da “poison pill” da empresa

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A conclusão da venda ainda depende da aprovação de credores e outras condições precedentes, mas deve acontecer em meados de outubro deste ano. 

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