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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Balanço

Banco do Brasil (BBAS3) tem lucro de R$ 21 bilhões em 2021 e diminui distância para os concorrentes privados

No quarto trimestre, o resultado recorrente do Banco do Brasil aumentou 60,5% em relação ao mesmo período de 2020 e ficou bem acima da expectativa do mercado

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
14 de fevereiro de 2022
18:47 - atualizado às 19:55
Fachada do Banco do Brasil
Sede do Banco do Brasil - Imagem: Divulgação - Banco do Brasil

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido de R$ 21,021 bilhões em 2021, o que representa um aumento anual de 51,4%.

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No quarto trimestre, o resultado recorrente do BB aumentou 60,5% em relação ao mesmo período de 2020 e atingiu R$ 5,930 bilhões.

O resultado dos últimos três meses do ano ficou bem acima do esperado pelos analistas, que esperavam um lucro de R$ 4,743 bilhões.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE, na sigla em inglês) do BB subiu de 12% para 15,8% em 2021 e atingiu 16,6% no quarto trimestre. Com o avanço, o Banco do Brasil diminuiu a distância para os concorrentes privados.

No ranking de rentabilidade do quarto trimestre, o Itaú Unibanco (ITUB4) voltou à liderança, com 20,2%. O Santander Brasil (SANB11) caiu para a segunda posição, com 20%, à frente do Bradesco (BBDC4), cujo retorno ficou em 17,5%.

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Banco do Brasil acelera no crédito

Depois de um bom tempo com um apetite menor, o Banco do Brasil voltou a acelerar no crédito. A carteira de financiamentos atingiu a marca de R$ 875 bilhões no fim de 2021, o que representa uma expansão de 7,4% no trimestre e de 17,8% em 12 meses.

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A margem financeira, porém, cresceu em um ritmo menor. A linha do balanço que contabiliza as receitas do banco com a concessão de financiamentos foi afetada pelo aumento dos custos de captação e avançou 4,9% em 2021.

Por outro lado, as despesas do Banco do Brasil com provisões para perdas no crédito despencaram 40,2% no ano passado, o que contribuiu para a melhora no resultado.

Vale lembrar que em 2020 os bancos constituíram provisões bilionárias para proteger os balanços dos efeitos da covid-19 na economia.

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O aumento esperado da inadimplência, contudo, não ocorreu, pelo menos até o momento. O índice de atrasos acima de 90 dias na carteira do BB encerrou o ano em apenas 1,75%, praticamente estável tanto em relação ao trimestre anterior como na comparação anual.

Tarifas e despesas

As receitas do Banco do Brasil com prestação a cobrança de tarifas atingiram R$ 29,3 bilhões em 2021, um crescimento modesto de 2,2%. No quarto trimestre, porém, o desempenho foi melhor, com uma alta de 5,9% em relação ao mesmo período de 2020.

Algumas linhas seguem pressionadas pela concorrência dos bancos digitais e de serviços como o PIX. As receitas do BB com as tarifas de conta corrente, por exemplo, recuaram 17,2% no ano passado.

Mas o banco conseguiu compensar essa perda em outros negócios, incluindo administração de fundos, consórcios e seguros, previdência e capitalização.

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Do lado das despesas, o Banco do Brasil conseguiu fazer um bom controle e encerrou o ano com um avanço de apenas 1,4%, para R$ 32 bilhões.

Projeções para 2022

Junto com o balanço, o BB divulgou as projeções (guidance) para algumas linhas do balanço deste ano. A expectativa do banco é atingir um lucro líquido entre R$ 23 bilhões e R$ 26 bilhões em 2022.

A carteira de crédito deve registrar um aumento mais tímido, de 8% a 12%, mas ainda assim a margem financeira deve crescer entre 11% e 15%.

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