No fim da ‘era Rial’, lucro do Santander (SANB11) sobe 7% e atinge R$ 16,3 bilhões em 2021
Apesar da alta anual, nos últimos três meses do ano passado o lucro da unidade brasileira do banco espanhol deu uma derrapada e ficou abaixo do esperado pelos analistas

No último balanço sob o comando de Sérgio Rial, o Santander Brasil (SANB11) registrou lucro líquido de R$ 16,347 bilhões em 2021. O resultado representa um avanço de 7% em relação ao ano anterior.
Mas nos últimos três meses do ano passado, o lucro da unidade brasileira do banco espanhol deu uma derrapada e recuou 2% em relação ao quarto trimestre de 2020, para R$ 3,880 bilhões.
Depois de muito tempo batendo as projeções, o número desta vez foi inferior à expectativa dos analistas, cuja média apontava para um lucro de R$ 4,201 bilhões.
Rial entrega para Mario Leão, sucessor no cargo de CEO, um Santander com rentabilidade sobre o patrimônio líquido de 21,2% em 2021 e de 20% no quarto trimestre, o que deve manter o banco na liderança entre as grandes instituições financeiras.
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Santander: crédito sobe, e inadimplência também
A alta do lucro do Santander Brasil em 2021 foi puxada pela alta de 11,8% da carteira de crédito, que encerrou o ano passado em R$ 536 bilhões.
Com o avanço do crédito, a margem financeira do banco — linha do balanço que contabiliza a receita com os financiamentos menos o custo de captação dos recursos de clientes — aumentou 8,8% no ano passado.
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O problema é que, junto com o crédito, a inadimplência também subiu. O índice de atrasos acima de 90 dias na carteira do Santander atingiu 2,7% no fim do ano passado, alta de 0,3 ponto percentual no trimestre e de 0,6 ponto em 12 meses.
Com isso, as despesas com provisões para calotes no crédito aumentaram 10,3% em 2021 — ritmo maior que a margem financeira.
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Tarifas e despesas
Em meio à concorrência com as fintechs, como são conhecidas as novas empresas de tecnologia financeira, chama a atenção o bom resultado do Santander nas receitas de prestação de serviços. O banco faturou R$ 18,9 bilhões na cobrança de tarifas, um aumento de 13,9% em relação a 2020.
O Santander também fez um bom trabalho do lado das despesas, que cresceram 3,9% no ano passado — abaixo da inflação —, para R$ 21,2 bilhões em 2021.
A concorrência também não impediu o banco de seguir aumentando a base de clientes ativos, que alcançou 30,3 milhões, uma alta de 9% em relação ao fim de 2020.
Conteúdo Empiricus
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