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Rentabilidade sobre o patrimônio líquido do Banco do Brasil foi de 15,1% para 17,6% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.
O Banco do Brasil (BBAS3) obteve lucro líquido ajustado de R$ 6,613 bilhões no primeiro trimestre de 2022, acima do estimado pelo mercado, que esperava lucro de R$ 5,278 bilhões.
O resultado representa uma alta de 34,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Comparando com o quarto trimestre, houve aumento de 11,5%.
O aumento no lucro se refletiu em alta da rentabilidade sobre o patrimônio líquido, que foi de 15,1% para 17,6%, também na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.
"A entrega de resultados robustos ao longo dos últimos trimestres permitiu que nos aproximássemos da rentabilidade dos pares privados", disse o presidente do BB, Fausto Ribeiro, em nota.
Ainda assim, a rentabilidade do BB ficou abaixo dos principais concorrentes.
A margem financeira bruta subiu para R$ 15,3 bilhões, uma alta de 5,6% na comparação anual e de 3,6% em relação ao quarto trimestre de 2021.
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As receitas provenientes da prestação de serviços somaram R$ 7,5 bilhões entre janeiro e março, uma alta de 9,4% em relação ao mesmo período de 2021.
Segundo o BB, o aumento foi influenciado pelo desempenho comercial nos segmentos de administração de fundos, seguridade, consórcios e operações de crédito, que mais do que compensaram a redução apresentada nas receitas com conta corrente.
Já na comparação com o quarto trimestre, houve queda de 3,8%. De acordo com o banco, o impacto veio de um efeito sazonal.
O índice de inadimplência mostrou alta em relação a dezembro, passando de 1,75% em dezembro do ano passado para 1,89% em março. Comparando com o mesmo período de 2021, no entanto, o BB registrou queda da inadimplência.
Segundo o banco, o aumento em relação ao quarto trimestre já era esperado, mas vale frisar que está abaixo do registrado pelo Sistema Financeiro Nacional, estimada de 2,50%.
Ao mesmo tempo, as despesas com provisões tiveram queda de 27,2% no 1T22 em relação ao período anterior.
O BB anunciou, ainda, que irá remunerar os acionistas em R$ 443.296.279,71 na forma de dividendos e mais R$ 1.477.370.475,92 de juros sob capital próprio (JCP). O valor por ação será de R$ 0,15534705486 para os dividendos e R$ 0,51772406601 para os JCP.
Os valores serão pagos no dia 31 de maio e apenas acionistas que estiverem na base da empresa até 23 de maio receberão os proventos.
O banco manteve suas estimativas (guidance) para o resultado deste ano.
| Métricas | Projeções 2022 |
| Lucro líquido ajustado - em R$ bilhões | R$ 23,0 a R$ 26,0 |
| Margem Financeira Bruta | 11% a 15% |
| Carteira de Crédito | 8% a 12% |
| Receitas de Prestação de Serviços | 4% a 8% |
| Despesas Administrativas | 4% a 8% |
| PCLD Ampliada - em R$ bilhões | -R$ 16,0 a -R$ 13,0 |
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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