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O fundo independente da B3, L4 Ventures Builder, vai investir em startups dos setores de energia, carbono e solução para fintechs
A B3 (B3SA3) vai investir pesado em busca de startups promissoras. A dona da bolsa de valores brasileira anunciou nesta segunda-feira (16) o lançamento do fundo de investimentos L4 Venture Builder, voltado para o empreendedorismo e inovação.
O fundo de R$ 600 milhões selecionará projetos em negócios com potencial nos setores de energia, carbono, finanças descentralizadas, soluções para fintechs, neobanks e crownfunding.
O L4, que fará os investimentos dentro do prazo de cinco anos, faz parte da estratégia de crescimento da B3, integrando a iniciativa de Digital Assets e de desenvolvimento de produtos e serviços para Middle e Backoffice.
“A ideia é que o primeiro investimento em startups aconteça ainda neste ano”, afirma Gilson Finkelsztain, CEO da B3, em comunicado.
O fundo ficará sob gestão de Pedro Meduna, que tem passagens na Bain, TMG Capital e Cabify.
Os recursos para o L4 não fazem parte das projeções (guidance) de despesas da B3 para este ano, entre R$ 585 milhões e R$ 665 milhões.
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A bolsa vem investindo para ampliar a atuação e fechou no ano passado a aquisição da Neoway, empresa de big data e analytics, por R$ 1,8 bilhão.
Na última quinta-feira (12), a B3 divulgou o balanço do primeiro trimestre de 2022. A administradora da bolsa brasileira teve receita líquida de R$ 2,3 bilhões, queda de 5% na comparação anual.
O resultado veio em linha com a expectativa do mercado, com um lucro líquido recorrente de R$ 1,24 bilhão, recuo de 7,2% em comparação com o período de janeiro a março de 2021.
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