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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Apple assusta o mercado, mas Ibovespa se segura no azul com commodities; dólar vai a R$ 5,42

O Ibovespa sentiu o baque da mudança de humor em Nova York, mas o avanço do minério de ferro e do petróleo sustentaram o índice

Jasmine Olga
Jasmine Olga
18 de julho de 2022
19:09 - atualizado às 19:16
Logo da Apple
Logo da Apple - Imagem: shutterstock

Uma simples maçã talvez seja um dos símbolos mais versáteis da história. O mesmo fruto, para deuses diferentes, poderia ser a vida ou a morte. A sabedoria ou a fertilidade. A árvore sagrada do Jardim das Hespérides ou do Éden. A chave para a descoberta da gravidade e a perdição de Eva (e da Branca de Neve). 

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Na era contemporânea, trata-se de um dos símbolos mais marcantes do mercado financeiro. A digital de uma das maiores empresas do mundo e uma corporação tão robusta que todo mundo quer um pedaço — então imagine a decepção quando o primeiro pedaço mostra que o que parece apetitoso pode ter virado uma maçã farinhenta. 

Foi nesse clima de decepção que os investidores receberam a notícia de que a gigante de tecnologia Apple, quase infalível, está pisando no freio e deve reduzir custos e contratações para o próximo ano. 

Em um ambiente de grande temor com a possibilidade de uma recessão, esse foi um sinal que ninguém gostaria de receber. 

As bolsas em Nova York, que exibiam ganhos de mais de 1% no começo do dia, e tiveram perdas na faixa de 0,80%. O dólar à vista retomou a trajetória de alta, encerrando a sessão com avanço de 0,38%, a R$ 5,4257. 

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Na mesa do mercado, porém, haviam outras maçãs a serem mordidas e estas se mostraram mais suculentas — na China, o governo voltou a anunciar estímulos na concessão de crédito imobiliário, impulsionando a cotação das commodities. 

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O Ibovespa aproveitou o apetite dos investidores e conseguiu se segurar no azul, ainda que longe das máximas do dia e sentindo a mudança do humor em Nova York e novos ruídos políticos em Brasília. O principal índice da bolsa brasileira subiu 0,38%, aos 96.916 pontos. 

Um empurrãozinho da China

Os temores de que os isolamentos feitos pela China para conter o coronavírus possam atrapalhar a economia global foram reduzidos nesta segunda-feira. O governo do país voltou a anunciar medidas para manter a atividade aquecida, principalmente no setor de construção civil. 

O anúncio envolveu o estímulo para a concessão de crédito imobiliário, puxando o minério de ferro.

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O petróleo também operou em alta, mas neste caso foi o presidente americano Joe Biden que pesou sobre os negócios. Em visita à Arábia Saudita, o chefe americano não chegou a um acordo sobre a compra de petróleo russo pelo país árabe, trazendo mais incerteza sobre a oferta. 

Plantão eleições

Apesar do Congresso ter oficialmente entrado em recesso parlamentar, as notícias políticas seguem firmes. 

Nesta tarde, o presidente Jair Bolsonaro ampliou a tensão entre o Executivo e o Judiciário. Em Brasília, Bolsonaro reuniu representantes estrangeiros e embaixadores em uma reunião que visava apresentar as falhas do sistema eleitoral brasileiro. 

Sem provas, Bolsonaro afirmou aos embaixadores que o sistema eleitoral é vulnerável e inauditável, levantando suspeitas sobre a legalidade dos resultados. Segundo o presidente, o questionamento vem neste momento pois "temos tempo ainda e resolver esse problema".

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A piora no exterior coincidiu com a apresentação feita pelo chefe do Executivo. O dólar passou a operar em alta e a curva de juros fechou nas máximas do dia. Na etapa estendida de negociações, os vencimentos mais longos passaram por um processo de alívio. Confira:

CÓDIGONOMEULT FEC 
DI1F23DI jan/2313,92%13,88%
DI1F25DI Jan/2513,39%13,15%
DI1F26DI Jan/2613,26%12,98%
DI1F27DI Jan/2713,26%12,97%

Sobe e desce do Ibovespa

A alta de mais de 5% do petróleo e o anúncio de novos estímulos na China garantiram um bom dia para as empresas do setor de commodities. 

Fora do Ibovespa, vale destacar o avanço de mais de 20% das ações da Estapar (ALPK3). A empresa já acumula ganhos de mais de 80% no mês após ampliar a sua atuação no segmento de Eletromobilidade. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
PRIO3PetroRio ONR$ 22,157,00%
CIEL3Cielo ONR$ 4,213,69%
JHSF3JHSF ONR$ 5,733,24%
PETR3Petrobras ONR$ 31,263,13%
RAIL3Rumo ONR$ 15,792,93%

Já na ponta contrária, os piores desempenhos foram puxados pela construtora EZTec. Além do avanço da curva de juros, a empresa entregou uma prévia operacional que não agradou os analistas do mercado. Confira também as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
EZTC3EZTEC ONR$ 14,91-6,70%
BRFS3BRF ONR$ 14,62-5,86%
CASH3Meliuz ONR$ 1,05-5,41%
PETZ3Petz ONR$ 9,70-4,81%
MRFG3Marfrig ONR$ 11,75-4,70%

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