O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os números do primeiro trimestre foram pressionados pela onda da variante ômicron, alta sinistralidade e baixo crescimento orgânico, mas analistas seguem confiantes na Hapvida
Desde que estreou na bolsa, em 2018, a operadora de saúde Hapvida (HAPV3) tem mantido uma estratégia agressiva de expansão e investido pesado na aquisição de companhias capazes de fortalecer o sistema verticalizado de saúde.
O movimento mais ousado foi a compra do Grupo NotreDame Intermédica, principal concorrente da companhia, em uma operação que criou a maior operadora de saúde do país.
Se durante o auge da pandemia do coronavírus a queda dos custos com tratamentos eletivos e a rápida expansão por meio de aquisições levou os papéis às máximas, a Hapvida hoje encontra dificuldades para empolgar os investidores na bolsa.
Na noite de ontem (16), a empresa apresentou os seus números dos primeiros três meses do ano e hoje as ações despencaram cerca de 17%.
Assim como os investidores, os analistas que cobrem as ações da companhia reagiram mal aos números.
O resultado foi pressionado não só pelas condições macroeconômicas adversas – como inflação alta e queda no poder aquisitivo das famílias –, mas também pela última onda do coronavírus no país e as despesas com aquisições passadas.
Leia Também
Se no passado recente o crescimento inorgânico sustentou o otimismo, a dificuldade da empresa em aumentar organicamente sua base de clientes pressiona os resultados, mesmo que novas vidas tenham sido adicionadas por meio de sinergia com as empresas adquiridas.
A queda das ações hoje não entrega o quadro completo. Mesmo com um dos piores resultados dos últimos tempos, o mercado ainda está otimista com o potencial dos papéis.

Consolidando pela primeira vez os números da operação da NotreDame Intermédica, a Hapvida teve um prejuízo líquido de R$ 182 milhões no primeiro trimestre do ano, com lucro líquido ajustado de R$ 78,1 milhões, um recuo de 70% frente ao mesmo período do ano passado.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 284,4 milhões, queda de 39,1%. A companhia teve uma despesa líquida de R$ 171,5 milhões, bem superior aos R$ 29,8 milhões registrados um ano antes.
Pressionada pela onda da variante ômicron que atingiu o país no início do ano, a sinistralidade da companhia foi de 72,9%. Segundo a companhia, o indicador seria de 67,1% se fossem excluídos os efeitos do coronavírus, despesas médicas das operadoras recém-adquiridas e o reajuste dos planos individuais.
Um dos primeiros apontamentos feitos pelos analistas dos bancos Safra e BTG Pactual é sobre a dificuldade de análise dos números mostrados pela empresa e os resultados anteriores e projeções, já que a Hapvida não divulgou uma simulação de como seria essa comparação com a entrada dos resultados do Grupo NotreDame Intermédica
Sem uma diretriz pró-forma, os analistas apontam que as conclusões podem ser imprecisas. Ainda assim, os números foram considerados fracos.
Se não fosse pela adição de vidas com a compra da CCG, a Hapvida teria reportado uma queda na sua base de beneficiários. A inflação que pressiona os custos e despesas ainda não é totalmente coberta pelo reajuste dos planos individuais e o cenário macroeconômico complicado limita o crescimento. Além disso, a alta sinistralidade colabora para a pressão nas margens.
Mas, aparentemente, o pior já passou. Para os próximos meses, a expectativa é que a Hapvida volte a mostrar uma recuperação das suas margens. O Banco Safra reforça que uma recuperação do valor dos papéis só deve ocorrer com uma expansão orgânica satisfatória.
A companhia tem recomendação de compra do Banco Safra, Credit Suisse, XP Investimentos, BTG Pactual e Bradesco BBI.
Os analistas do Credit apontam que o modelo verticalizado, com a operadora fornecendo todos os serviços de saúde essenciais, tem terreno para crescer em um cenário economicamente restrito, com a Hapvida na frente dos seus competidores e o modelo acumulando vantagens diante das pressões inflacionárias.
Os analistas do Safra veem as ações com menos riscos de queda nos próximos meses, já que os prognósticos são positivos e devem sustentar o preço dos papéis no futuro. Para o banco, as ações possuem um potencial de alta de 70%.
O BTG Pactual também acredita que o resultado do primeiro trimestre não conta a história completa. “Trata-se de um período de transição. As consolidações são recentes, com as sinergias que ocorrerão, os números devem melhorar”. O banco de investimentos, no entanto, reduziu o seu preço-alvo para o fim de 2022, agregando uma redução do ritmo de crescimento – a R$ 12, com 53% de potencial de alta .
As projeções do Itaú BBA e do Morgan Stanley também estão mais conservadoras após a decepção do primeiro trimestre, mas o banco brasileiro aponta que as ações podem mais que dobrar de valor assim que a lucratividade voltar a crescer - no fechamento de ontem, as ações estavam cotadas a R$ 7,84, e o preço-alvo da instituição é de R$ 17. Já o banco americano vê o momento atual como um bom ponto de entrada para os papéis.
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro
Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados
Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis
Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação
Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente
Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%
O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%
Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados
O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual
Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”
Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas
O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%
Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição
As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)
A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado
Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados
ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas
Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso
Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.
Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz