Após desabar 17% na bolsa, Hapvida (HAPV3) reforça a defesa e amplia recompra de ações
Agora a Hapvida poderá adquirir até quatro vezes mais ações do que no programa anterior, aprovado em outubro do ano passado; papéis sobem hoje na B3

A Hapvida (HAPV3) agiu rápido para conter os danos depois do tombo de quase 17% das ações no pregão de ontem em reação ao balanço do primeiro trimestre. A operadora de saúde aprovou a ampliação do programa de recompra dos papéis do mercado.
Agora a empresa poderá adquirir até 400 milhões de ações — quatro vezes mais do que no programa anterior, aprovado em outubro do ano passado.
Em comunicado, a Hapvida afirma que a mudança reflete o maior número de ações em circulação após a incorporação da Notre Dame Intermédica. O número total da recompra "turbinada" representa quase 10% dos papéis no mercado e terá duração de até 18 meses.
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Hapvida (HAPV3) está barata?
A Hapvida informa ainda que o novo programa tem como objetivo atender ao futuro exercício dos planos de remuneração baseada em ações da companhia e “maximizar a geração de valor para os acionistas”.
Em outras palavras, a administração da empresa enxerga as próprias ações como uma boa opção de investimento para o dinheiro disponível em caixa. Ou seja, para a Hapvida os papéis estão baratos.
A companhia não revelou o que fará com as ações que forem recompradas além daquelas que forem usadas nos programas de remuneração aos executivos.
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Mas se os papéis forem cancelados, os acionistas ficam proporcionalmente com uma participação maior, o que pode se reverter em dividendos mais gordos no futuro. Outra possibilidade é a venda com lucro das ações no futuro, que contribui para os resultados e para os dividendos.
[captacao]
Balanço para esquecer
Com a recompra, a Hapvida também ganha munição para defender as ações no mercado. Os papéis da operadora desabaram 16,84% no pregão de ontem da B3 em reação ao balanço do primeiro trimestre.
No primeiro resultado com os números da NotreDame Intermédica, a Hapvida apresentou um prejuízo líquido de R$ 182 milhões entre janeiro e março deste ano. No conceito ajustado, a empresa teve lucro líquido de R$ 78,1 milhões, um recuo de 70% frente ao mesmo período do ano passado.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 284,4 milhões, queda de 39,1%. Os números não animaram os analistas, mas eles seguem otimistas com as perspectivas da companhia após a união com a Intermédica.
No pregão desta quarta-feira, as ações HAPV3 estão entre os destaques de alta. Por volta das 10h55, os papéis subiam 6%, cotados a R$ 41,34. Ao longo da sessão, a alta perdeu um pouco de força e as ações encerraram o dia com avanço de 4,45%. a R$ 6,81.
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