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Wall Street tomba com Powell, os melhores momentos de Lula e Bolsonaro no Jornal Nacional e outros destaques do dia

26 de agosto de 2022
18:13 - atualizado às 13:39
Montagem com foto oficial dos presidentes Lula e Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Reprodução

Desde que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou o início da retirada dos estímulos monetários adotados na pandemia, durante o simpósio de Jackson Hole de 2021, o mercado financeiro global já se viu obrigado inúmeras vezes a recalcular a rota, e todas elas parecem levar a um destino ainda incerto, mas muito próximo da entrada das Cavernas da Recessão.

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Toda e qualquer movimentação é levada em consideração — seja ela um novo dado econômico, considerações oficiais do Comitê de Política Monetária do Fed (Fomc) ou declarações soltas de dirigentes com direito a voto. 

Apesar das reviravoltas constantes, o último mês foi de estabilidade, com os investidores certos de que o ritmo de alta dos juros seria reduzido e de que a economia americana se afasta de uma recessão iminente. Essa perspectiva, no entanto, foi frustrada nesta tarde, e o mercado precisou recalcular a sua rota mais uma vez. 

No muito aguardado discurso na edição de 2022 do simpósio de banqueiros centrais, o presidente do Fed, Jerome Powell, foi mais duro do que os investidores esperavam ao falar sobre inflação, juros e a possibilidade de recessão — comentários alinhados com os de outros dirigentes do BC americano que agora defendem publicamente uma taxa de juros na casa dos 4% ao ano. 

Era tudo o que Wall Street temia. As bolsas em Nova York acumularam perdas de mais de 3% nesta tarde, com o Nasdaq registrando o pior desempenho — uma queda de 3,94%. 

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Com a cautela prevalecendo, o Ibovespa também encerrou o dia no vermelho, mas teve um recuo menor do que os seus pares internacionais, ajudado pelas ações da Petrobras (PETR4). O principal índice da bolsa brasileira caiu 1,09%, aos 112.298 pontos, mas teve ganhos de 0,72% na semana. 

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Apesar de a aversão ao risco ter prevalecido no mercado americano e na B3, o real teve um dia de valorização, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro em direção às empresas produtoras de commodities. Com isso, o dólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,67%, a R$ 5,0781, levando alívio também para a curva de juros. Na semana, o tombo foi de 1,74%. 

Veja tudo o que movimentou os mercados nesta sexta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.

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