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Desde que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou o início da retirada dos estímulos monetários adotados na pandemia, durante o simpósio de Jackson Hole de 2021, o mercado financeiro global já se viu obrigado inúmeras vezes a recalcular a rota, e todas elas parecem levar a um destino ainda incerto, mas muito próximo da entrada das Cavernas da Recessão.
Toda e qualquer movimentação é levada em consideração — seja ela um novo dado econômico, considerações oficiais do Comitê de Política Monetária do Fed (Fomc) ou declarações soltas de dirigentes com direito a voto.
Apesar das reviravoltas constantes, o último mês foi de estabilidade, com os investidores certos de que o ritmo de alta dos juros seria reduzido e de que a economia americana se afasta de uma recessão iminente. Essa perspectiva, no entanto, foi frustrada nesta tarde, e o mercado precisou recalcular a sua rota mais uma vez.
No muito aguardado discurso na edição de 2022 do simpósio de banqueiros centrais, o presidente do Fed, Jerome Powell, foi mais duro do que os investidores esperavam ao falar sobre inflação, juros e a possibilidade de recessão — comentários alinhados com os de outros dirigentes do BC americano que agora defendem publicamente uma taxa de juros na casa dos 4% ao ano.
Era tudo o que Wall Street temia. As bolsas em Nova York acumularam perdas de mais de 3% nesta tarde, com o Nasdaq registrando o pior desempenho — uma queda de 3,94%.
Com a cautela prevalecendo, o Ibovespa também encerrou o dia no vermelho, mas teve um recuo menor do que os seus pares internacionais, ajudado pelas ações da Petrobras (PETR4). O principal índice da bolsa brasileira caiu 1,09%, aos 112.298 pontos, mas teve ganhos de 0,72% na semana.
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Apesar de a aversão ao risco ter prevalecido no mercado americano e na B3, o real teve um dia de valorização, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro em direção às empresas produtoras de commodities. Com isso, o dólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,67%, a R$ 5,0781, levando alívio também para a curva de juros. Na semana, o tombo foi de 1,74%.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta sexta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
SEMANA EM CRIPTO
Bitcoin pega fogo após dados de inflação e perde suporte de US$ 21 mil; confira o que foi destaque na semana e prepare-se para os próximos dias. O BTC e as criptomoedas devem encarar agora os dados de emprego dos Estados Unidos.
MAQUININHAS ESTÃO COM TUDO
Mais um banco se rende à Cielo (CIEL3) e passa a recomendar a compra da ação, mesmo após alta de quase 200% neste ano. Com potencial de valorização de quase 30%, os analistas do Credit Suisse acreditam que você deveria incluir os papéis da empresa no seu portfólio.
ATENÇÃO, INVESTIDOR
Vai ficar para depois: Inter (INBR31) anuncia nova data para conversão dos BDRs para Nível II. Banco digital informou que a operação foi remarcada pela bolsa brasileira e deve acontecer na próxima segunda-feira (29).
MONEY TIMES
‘Quem compra Itaú (ITUB4) agora não perde dinheiro’, diz gestor da Mantaro. O banco já passou por momentos piores e o preço de tela hoje não se justifica, segundo Leonardo Rufino. Ele destacou que o papel está com múltiplos a níveis de 2016.
DISCURSO DIRECIONADO
Lula x Bolsonaro: os melhores e os piores momentos dos candidatos na sabatina do JN, da TV Globo. Os presidenciáveis jogaram para suas torcidas e alternaram bons e maus momentos durante a entrevista a William Bonner e Renata Vasconcellos.
Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa
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