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A voz do Copom sussurrou ontem no ouvido do mercado indicando que, depois de 12 elevações consecutivas, o ciclo de alta da Selic finalmente está acabando
Se existisse uma Rádio Ibovespa, ela tocaria apenas uma música nesta quinta-feira (4). “Tu vens, tu vens... Eu já escuto os teus sinais” — os famosos versos da canção de Alceu Valença seriam ouvidos durante todo o pregão.
A voz do Banco Central sussurrou ontem no ouvido do mercado indicando que, depois de 12 elevações consecutivas, o ciclo de alta da Selic finalmente está acabando. E a anunciação provocou um otimismo generalizado no mercado hoje.
A notícia de que o Copom pode promover apenas uma “nova alta residual” na próxima reunião antes de estacionar a taxa soou como uma bela canção para os setores mais afetados pelo aperto nos juros, especialmente para as varejistas, as construtoras e as techs.
A maior alta do dia veio do último segmento — que deve voltar a ser observado com mais carinho pelos investidores quando a atratividade da renda fixa diminuir — e foi registrada pela Méliuz (CASH3). A empresa de cashback saltou 15%.
A disparada foi seguida de perto pelo Magazine Luiza (MGLU3), que subiu 14%, apoiada também pelos sinais positivos vindos do balanço do Mercado Livre, uma das maiores empresas do setor. Já na construção, o destaque foi a MRV (MRVE3) e sua alta de 12,7% diante da esperança de crédito imobiliário mais barato renovada.
Com os sinos desses e de outros setores da bolsa anunciando as boas novas, o Ibovespa também foi contagiado pelo otimismo e teve uma performance expressiva hoje. O principal índice acionário da B3 encerrou o pregão com ganhos de 2,04%, aos 105.892 pontos.
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Já a trajetória do dólar foi bem diferente. Enfraquecida globalmente, a moeda norte-americana também recuou por aqui com a notícia de que os investidores gringos injetaram cerca de R$ 438 milhões na bolsa brasileira em agosto.
A indicação de que o fluxo de capital estrangeiro está se movendo para o mercado local ajudou a assegurar a queda da divisa. Ao final da sessão, o dólar à vista recuou 1,09%, cotado em R$ 5,2204.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
COMBUSTÍVEIS
Petrobras baixa preço do diesel em R$ 0,20 a partir de amanhã. O valor médio de venda feita pela estatal passará de R$ 5,61 para R$ 5,41 por litro, uma redução de 3,6%.
VOANDO MAIS ALTO
Embraer (EMBR3) aproveita retomada do setor aéreo para aumentar margens — e ações sobem. Apesar da queda de 14,8% na receita líquida, analistas destacam a margem Ebitda e a geração de caixa da empresa no segundo trimestre.
MONEY TIMES
Eletrobras (ELET3): no pós-privatização, o encontro para selar o futuro da empresa. Um novo conselho de administração deve ser eleito nesta sexta-feira (5), em uma importante etapa para direcionar a empresa após o processo de privatização que movimentou R$ 29,29 bilhões.
UM ENCONTRO DE TRILHÕES
Ações da Coinbase disparam 22% após corretora firmar parceria para oferecer criptomoedas para maior gestora de ativos do mundo. O anúncio do acordo entre a exchange e a BlackRock animou os investidores, que foram às compras mesmo com a queda do dia dos ativos digitais.
QUEBRANDO O PORQUINHO
Saques da caderneta de poupança chegam a R$ 12,7 bilhões em julho e já ultrapassam os R$ 63 bilhões no ano. Mês tem a terceira maior captação líquida negativa de 2022 para a aplicação mais popular do país, que só teve captação positiva em maio.
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