O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Dois programas do governo de Joe Biden trarão incentivos à inovação e oportunidades de investimento em setores como energia limpa e semicondutores
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia.
Geralmente, quando falamos sobre tecnologia, a conversa é sobre inovação, novos produtos e ideias que muitas vezes parecem à frente do seu tempo.
Esse assunto, via de regra, não tangencia políticas públicas, ainda mais num contexto como o dos últimos 30 anos, em que a relevância do Estado como propulsor de novas tecnologias rolou ladeira abaixo.
Nos últimos meses tivemos duas amostras de que essa dinâmica pode estar mudando, com os governos nos ajudando a selecionar parte dos setores onde haverá muita inovação nos próximos anos.
Falo do "Inflation Reduction Act", conhecido pelo acrônimo IRA, e do "CHIPs Act", ambos americanos.
Na coluna de hoje, vou explicar como esses dois programas do governo de Joe Biden trarão incentivos à inovação e oportunidades de investimento em setores como energia limpa e semicondutores.
Leia Também
Apagando as fronteiras entre a causalidade e correlação, há gráficos muito interessantes circulando pelo mercado, como este a seguir, que compara as séries históricas da Bolsa nos EUA e os preços da gasolina no país.
A leitura do gráfico sugere uma tendência de fácil interpretação: se os preços da gasolina sobem, a bolsa desce, e vice-versa.
Num contexto de inflação elevada como o atual, que corrói o poder de compra em velocidade muito alta, a gasolina é apenas um dos inúmeros exemplos cuja a mesma "tendência" poderia ser inferida.
O problema base é a inflação, e qualquer rali mais duradouro dos mercados internacionais (e locais, claro), depende de sermos capazes de domar e normalizar a inflação.
O "Inflation Reduction Act", como o próprio nome sugere, é sobre instituir uma série de incentivos à inflação que sejam deflacionários por diferentes motivos.
Dos mais de US$ 430 bilhões orçados pelo programa, cerca de 2/3 dos recursos serão direcionados para subsídios a energias sustentáveis.
De rebates no imposto de renda para veículos elétricos e painéis solares residenciais, a enormes incentivos fiscais para grandes empresas que contratem matrizes de energia renovável, especialmente se forem produzidas localmente nos EUA.
Por exemplo, no gráfico abaixo eu mostro o preço da ação da First Solar, uma recomendação minha para os leitores da Empiricus, que dobrou de valor desde o anúncio do IRA:
A First Solar é uma das maiores produtoras de painéis solares do mercado; se excluirmos os chineses, que dominam mais de 80% da produção de painéis solares do mundo, ela está entre as maiores em termos de market share, com boa parte da sua produção sendo feita em solo americano.
A premissa do IRA é a de que, em médio prazo, uma matriz energética sustentável ajude a reduzir a dependência americana do petróleo internacional (e sua volatilidade), acelerando a transição energética e domando a inflação.
Mentalidade parecida explica o CHIPs Act, o primeiro programa de incentivos ao setor de semicondutores desde a década de 1980, quando as empresas americanas sofriam com uma concorrência feroz das fabricantes de chips de memória japonesas.
Hoje, com a dominância quase que absoluta de países asiáticos como Taiwan, Coréia do Sul e Japão na produção de semicondutores mais avançados, o Ocidente se viu numa posição de extrema dependência desses países.
A emergência de todos os conflitos macroeconômicos que acompanhamos ao longo dos últimos 18 meses levou o governo dos EUA a agir, num programa inédito, porém ainda tímido de incentivo à indústria de semicondutores.
O CHIPS Act prevê investimentos de US$ 50 bilhões para apoiar a construção de fábricas de semicondutores nos EUA, por parte de empresas como Micron, Intel e até mesmo a gigante TSM (a Taiwan Semiconductors).
Chamo de tímido o CHIPS Act pois, ao que me parece, ele trata-se mais de abrir o precedente para que o país volte a discutir investimentos e incentivos ao segmento.
O montante de US$ 50 bilhões é muito pouco quando falamos do setor; a Taiwan Semicondutors, por exemplo, investirá sozinha mais de US$ 100 bilhões ao longo dos próximos 3 anos.
Além disso, o CHIPS Act é extremamente direcionado para as gigantes incumbentes americanas, como a Intel, que há mais de 10 anos vive um doloroso declínio tecnológico, não sendo capaz de acompanhar seus pares asiáticos.
Agora, com a aprovação do CHIPS Act, ao invés de direcionar todos seus esforços aos novos investimentos, a Intel tratou de aumentar os dividendos pagos aos acionistas, num sinal, em minha opinião, péssimo.
Ter investido na Intel após o anúncio do CHIPS Act teria sido uma grande armadilha:
Toda vez que o governo se mete com a iniciativa privada, são criados incentivos novos, muitas vezes com resultados dúbios.
Como os dois exemplos que listei acima deixam claro, o primeiro impulso das empresas de semicondutores aos incentivos fiscais foi o de se acomodarem ainda mais em suas posições de lento declínio.
Essa atitude foi literalmente oposta à que observamos nas empresas de energia renovável, como a First Solar, cujos executivos já falam em novas rodadas de crescimento, com abertura de fábricas nos EUA e suprir uma demanda crescente de clientes dos mais variados segmentos.
Acredito que essa coluna dá uma boa ideia de em qual desses programas estou apostando as minhas escassas fichas.
Um abraço.
Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais
O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto
Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil
Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade
Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas
Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje
A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento
O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs