🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Todos os caminhos levam à inflação: Entenda como a reação do Fed à alta dos preços deve impactar o dólar

O dólar parece ter espaço para se fortalecer globalmente com a reação dos bancos centrais à alta dos preços, com muita volatilidade nos próximos 18 meses

26 de abril de 2022
6:39 - atualizado às 13:29
Nota de dólar queimando, simbolizando a inflação
Reação dos bancos centrais à inflação deve trazer volatilidade ao dólar. - Imagem: Shutterstock

Muitas nuvens cobrem o céu. Internacionalmente, temos o novo surto de Covid na China, que provoca novos lockdowns em diversas regiões importantes do país, a guerra na Ucrânia, a qual implicou na exclusão da Rússia, um importante player de commodities, do mercado global, e a má precificação do aperto monetário nos países desenvolvidos, em especial nos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No final do dia, porém, todos os caminhos nos levam em direção ao tema da inflação.

As restrições chinesas comprometem as cadeias de suprimentos e as perspectivas de demanda para o ano de 2022, o que implica em alterações nas expectativas de inflação.

O conflito entre russos e ucranianos compromete o mercado de energia (petróleo e gás), bem como o de alimentos (fertilizantes e commodities agrícolas), pressionando os índices de inflação. Por fim, o próprio aperto monetário é uma resposta à desancoragem da inflação.

Entende?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo se resume ao problema da inflação

Louis-Vincent Gave, fundador da Gavekal, uma das casas de análise mais relevantes da contemporaneidade, costuma dizer que os mercados financeiros globais respondem principalmente a três preços:

Leia Também

  • i) o petróleo;
  • ii) o juro de 10 anos nos EUA; e
  • iii) o dólar.

Curiosamente, todos eles se relacionam em algum grau com os patamares de inflação atuais. A falta de capacidade do mercado em precificar bem o processo inflacionário nos trouxe aqui.

Agora, uma semana antes da Super Quarta (4 de maio), quando teremos reunião de política monetária nos EUA e no Brasil, os investidores se esforçam para mensurar o ritmo de contração monetária por parte do Federal Reserve. Entre os agentes de mercados, vários já esperam que o Fed suba a taxa dos fundos federais em 50 pontos-base nas próximas três reuniões e em 25 pontos depois, até que atinja 3,50% ainda no segundo trimestre de 2023.

Outros, mais pessimistas, preveem aumentos de 75 pontos-base nas reuniões de junho e julho, após um aumento de 50 pontos em maio. Acontece que a perspectiva de aumentos mais fortes e rápidos nas taxas de juros vem se firmando desde que o Federal Reserve estabeleceu seu plano para conter a inflação há um mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De qualquer forma, a taxa de fundos federais pode ficar entre 2,75% e 3% até o Natal, um ponto percentual acima da mediana prevista em março.

O Grupo Nomura, por exemplo, argumentou recentemente que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), aumentará a taxa de juros em 75 pontos-base em junho e julho, após um aumento de 50 pontos-base em maio. Isso elevaria a taxa para 2,25%, uma quantidade fenomenal de aperto.

Abaixo, podemos ver a projeção de contração de liquidez esperada pelo Nomura, que deverá levar os juros para próximo de 4% até 2023.

Comentário de Powell desencadeou revisão de projeções

A mudança nas expectativas do mercado para um aperto ainda maior veio depois que o presidente do Fed, Jerome Powell, disse em um debate do FMI na quinta-feira que um aumento de 50 pontos-base em março estava sobre a mesa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Talvez ainda mais pertinente para os mercados, ele disse que havia algum mérito em antecipar o aperto com os atuais riscos ascendentes para a inflação e um mercado de trabalho aquecido nos EUA.

Um Fed implacavelmente agressivo seria considerado impensável apenas dois meses atrás. Tal atitude agora, no entanto, deve ser o suficiente para começar a esfriar o mercado de trabalho, aumentando o risco de recessão em 2023.

Adicionalmente, se os rendimentos reais continuarem subindo durante o ciclo de aumentos de juros, como fazem costumeiramente, o mercado de ações global parece estar entrando em um momento especial de estresse.

No mercado de futuros, os participantes agora estão precificando cerca de 270 pontos-base de aperto para 2022, superando os 250 vistos em 1994, última vez que vimos um aperto de 75 pontos-base em uma só reunião, com expectativas agora de que a taxa atinja 3% até março de 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Deutsche Bank, por sua vez, sinalizou que o Fed pode aumentar as taxas para até 5% quando terminar o aperto, um nível não visto desde 2006.

O balanço do Fed e a liquidez nos mercados financeiros

Mais do que isso, também devemos pensar sobre a redução do balanço do Fed, que vem se expandindo, como podemos ver abaixo, desde 2008. Há mais de uma década a autoridade monetária americana vem comprando ativos, inflando seu balanço de modo a disponibilizar mais liquidez e estimular a economia.

Agora, depois de tanta artificialidade, precisamos normalizar as condições de liquidez, o que deverá ter um efeito negativo no mercado de ações.

O processo de redução desse balanço, que hoje gira em torno de US$ 9 trilhões, deverá levar alguns anos; ou seja, não será feito do dia para a noite. O Goldman Sachs, por exemplo, espera que o balanço do Fed encolha para um tamanho de equilíbrio de pouco mais de US$ 6 trilhões até o início ou meados de 2025, embora haja uma incerteza substancial sobre seu tamanho terminal — ainda está muito distante para termos maior clareza.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bem, mas e o dólar?

Este processo tem um efeito sobre a moeda americana, sem dúvida. Em relação ao real, vimos até agora um grande movimento positivo para a moeda brasileira ao longo de 2022.

Este movimento deverá continuar no médio prazo, mas perderá um pouco de tração no curto prazo, com exacerbação de volatilidade da moeda, uma vez que os juros reais subindo nos EUA atraem o capital de volta para território americano.

Neste contexto, o dólar parece ter espaço para se fortalecer globalmente em um horizonte mais curto de tempo, com muita volatilidade nos próximos 18 meses, período no qual delinearemos melhor o processo de aperto monetário (contração de liquidez com elevação dos juros e redução dos balanços dos BCs de países desenvolvidos). Notadamente, porém, o Brasil se posiciona em um ponto não tão negativo, considerando nossa taxa de juros real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O gringo já tem data para sair do Brasil, o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irã nos mercados, e o que mais move a bolsa hoje

2 de março de 2026 - 8:46

Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]

DÉCIMO ANDAR

Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar

1 de março de 2026 - 8:00

Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Turismo avança e cidades reagem – mas o luxo continua em altitude de cruzeiro

28 de fevereiro de 2026 - 9:02

Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os dividendos da Vivo, a franquia do bolo da tarde e o nascimento de um gigante na saúde: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje 

27 de fevereiro de 2026 - 9:07

Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje

SEXTOU COM O RUY

Quer investir com tranquilidade e ainda receber bons dividendos? Você precisa da Vivo (VIVT3) na sua carteira

27 de fevereiro de 2026 - 6:13

Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026

ALÉM DO CDB

Renda fixa: com prêmios apertados, chegou a hora de separar o joio do trigo no crédito privado

26 de fevereiro de 2026 - 17:35

Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Pausa para um anedótico — janeiro crava o ano para o Ibovespa? 

25 de fevereiro de 2026 - 19:58

Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A incerteza que vem de Trump, as armas do Mercado Livre (MELI34), e o que mais move os mercados hoje

24 de fevereiro de 2026 - 10:09

Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Derrota de Trump, volatilidade no mundo: a guerra comercial entra em nova fase 

24 de fevereiro de 2026 - 7:15

Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carta curinga no jogo dos FIIs, a alta do petróleo, e o que mais movimenta o seu bolso hoje

20 de fevereiro de 2026 - 8:46

Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como saber seu perfil e evitar erros ao abrir uma franquia, a queda da Vale (VALE3) na bolsa, e o que mais movimenta o mercado hoje

19 de fevereiro de 2026 - 8:46

Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão

EXILE ON WALL STREET

Ruy Hungria: Não tenha medo da volatilidade 

18 de fevereiro de 2026 - 20:00

Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quando as small caps voltarão a ter destaque na bolsa, liquidação do banco Pleno e o que mais afeta os mercados hoje

18 de fevereiro de 2026 - 8:39

Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos mais “fora da caixa” da bolsa, propostas para a Raízen, Receita de olho no seu cartão, e o que mais você precisa ler hoje

16 de fevereiro de 2026 - 8:08

Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval

VISÃO 360

A hora da Cigarra: um guia para gastar (bem) seu dinheiro — e não se matar de trabalhar

15 de fevereiro de 2026 - 8:01

Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Zuck está de mudança: o projeto californiano que está deslocando o eixo dos bilionários nos EUA

14 de fevereiro de 2026 - 9:02

Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Por que Einstein teria Eneva (ENEV3) na carteira, balanço de Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e outras notícias para ler antes de investir

13 de fevereiro de 2026 - 8:52

Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje

SEXTOU COM O RUY

Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?

13 de fevereiro de 2026 - 6:03

Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Japão como paraíso de compras para investidores, balanços de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e o que mais move a bolsa hoje

12 de fevereiro de 2026 - 8:59

O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos dizer que a Bolsa brasileira ficou cara? 

11 de fevereiro de 2026 - 19:50

Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar