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Você já deve ter se deparado com as expressões top-down e bottom-up. Porém, entre os dois, ficamos por enquanto com o bottom-down
Em algum momento de suas andanças pelo mundo dos investimentos, você deve ter se deparado com as expressões top-down e bottom-up.
Elas refletem dois pontos de vista distintos entre onde começa e onde termina um exercício analítico.
Você pode começar de cima (macro) e terminar embaixo (micro); ex. constatar o gargalo na oferta mundial de petróleo e buscar uma ação de oil & gas para se posicionar nisso.
Ou pode privilegiar as vantagens comparativas de um negócio específico, independente de estar chovendo lá fora (ex. formidável prévia 2T22 de Iguatemi, com anti-inadimplência).
Top-down e bottom-up de fato ajudam a organizar raciocínio. Mas, pessoalmente, prefiro outro tipo de analogia, que tem a ver com árvores e florestas.
Existem pessoas que são boas em enxergar detalhes nas árvores, e existem pessoas que contemplam a holística das florestas.
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Geralmente, essas duas pessoas não são a mesma pessoa, e não há hierarquia alguma entre elas.
Não podemos dizer que é melhor enxergar árvores, nem que é melhor contemplar florestas.
Porém, toda equipe de análise que alimente a louca ambição de bater o mercado precisa contar com representantes das duas classes de visão.
Eu não sou muito bom com os detalhes nas árvores. Dependo sobremaneira do Richard e do Ruy para me ajudar com isso.
Sem eles, eu morreria de fome, pois frutos dão em árvores, não dão em florestas.
Por meio de alguns lugares comuns, que sempre correm o risco de serem interpretados como expressões de niilismo.
Entre o top-down e o bottom-up, ficamos por enquanto com o bottom-down. É o que temos para esta quinta-feira.
Quando você achava que o pior problema do mundo era o calor do CPI americano, chineses começam a suspender pagamentos de hipotecas sobre obras inconclusas.
Pode uma árvore pegar fogo sem que o incêndio se alastre por toda a floresta?
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