Esquenta dos mercados: Bolsas no exterior operam voláteis de olho na guerra e Ibovespa acompanha reunião para debate do preço dos combustíveis em meio a alta do petróleo
O presidente do BC e os ministros da Economia, Casa Civil e Minas e Energia fazem um encontro para tratar “assuntos governamentais”
O conflito entre Rússia e Ucrânia já caminha para o seu décimo terceiro dia, com os investidores ainda sem uma perspectiva clara do fim do conflito. Mesmo com as negociações caminhando a passos lentos, as bolsas do exterior operam majoritariamente em alta ou próximas da estabilidade nesta terça-feira (08).
Com a escalada da tensão, o ouro continua sua trajetória de alta e se consolida no patamar dos US$ 2 mil. Quem se beneficia de um certo reajuste hoje também é o “ouro digital”: o bitcoin (BTC) avança 1,51% pela manhã, negociado na casa dos US$ 38.800.
Petróleo em foco
Desta vez, as sanções econômicas ao gigante do leste-europeu incluem cortes no fornecimento do petróleo, o que fez a commodity avançar durante a madrugada no Brasil. O barril do Brent, usado como referência internacional, voltou a tocar os US$ 130 e é negociado em alta pela manhã.
E por falar em petróleo, o destaque do último pregão foi a Petrobras (PETR4). Com a renovação dos temores envolvendo a interferência na estatal, a gigante da bolsa brasileira chegou a cair mais de 3%, mesmo com a forte valorização da commodity na última segunda-feira (07).
Sendo assim, o Ibovespa encerrou a sessão de ontem em queda de 2,52%, a 111.593 pontos. Por sua vez, o dólar à vista encerrou em alta de apenas 0,03%, a R$ 5,0797.
Saiba tudo que deve movimentar o mercado nesta terça-feira:
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Combustíveis em foco
Os debates em torno do preço da gasolina e derivados voltaram à cena na última segunda-feira (07), quando o presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou a política de preços da Petrobras. Daí por diante, a velha história se repete: os acionistas ficam tensos com a interferência e as ações caem.
Diversos projetos de lei (PL) devem ir ao plenário do Congresso nesta terça-feira, mas existe pouca chance de que sejam aprovados.
A reunião entre o presidente do BC, Roberto Campos Neto, com os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, da Economia, Paulo Guedes, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque, sobre "assuntos governamentais" deve tratar do congelamento de preços.
Entraves da aprovação
O principal entrave para o congelamento de preços está no conselho de administração da Petrobras, composto principalmente por representantes do mercado financeiro. Além disso, existe uma cláusula do estatuto social da companhia que prevê a punição dos membros em caso de decisões prejudiciais à empresa.
Somado a isso, vale lembrar que este é um ano de eleição. Ou seja, as pautas no Congresso não devem caminhar com a mesma rapidez e os parlamentares podem não ter interesse em se envolver em pautas sensíveis à economia, visando a reeleição.
Agenda do dia
- FGV: IGP-DI de fevereiro (8h)
- Palácio do Planalto: Presidente da República, Jair Bolsonaro, lança três programas voltados ao público feminino em cerimônia (10h)
- Estados Unidos: Balança comercial de janeiro (10h30)
- Ministério da Agricultura: Membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) debatem cenário dos fertilizantes no Brasil, diante da guerra entre Rússia e Ucrânia, e soluções para o Plano Safra 2022 com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Bastos (12h)
- Estados Unidos: Estoques do atacado em janeiro (12h)
- Banco Central: Presidente do BC, Roberto Campos Neto, se reúne com os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, da Economia, Paulo Guedes, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque sobre "assuntos governamentais" (15h)
- Estados Unidos: Estoques de gasolina, petróleo e destilados (18h30)
- China: Preços ao consumidor, medido pelo CPI, e ao produtor, medido pelo PPI, em fevereiro (22h30)
Balanços do dia
Após o fechamento:
- Marfrig
- Unidas
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
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