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A Roku opera em um nicho complementar ao da Netflix e oferece um sistema que permite assistir aos diferentes serviços de streaming, com um “buscador universal”
Relativamente desconhecida no Brasil, a empresa de streaming Roku virou assunto no mercado depois da divulgação de notícias de que ninguém menos que a poderosa Netflix (NFLX34) estaria interessada na companhia.
Os rumores de venda fizeram as ações da Roku dispararem quase 10% hoje em Nova York. Mas, afinal, quem é a Roku? A companhia americana trabalha com dispositivos de streaming, em um nicho complementar ao da Netflix, e opera no Brasil desde 2020.
Entre outros produtos, a empresa trouxe o Roku OS, um sistema operacional com um diferencial importante: a capacidade de encontrar o conteúdo que o usuário quer assistir.
Com o aumento do número de serviços de streaming disponíveis no mercado, hoje podemos ter acesso a uma infinidade de filmes, séries, documentários, reality shows… E essas produções mudam de “casa” o tempo todo. Com isso, saber onde assistir o que ficou mais difícil.
É aí que a Roku entra, pois ela tem um buscador “universal”, que consegue procurar por uma produção em serviços como Disney+, HBO Max, Amazon Prime — além da Netflix é claro. Além disso, é possível utilizar o celular para comandar a TV.
Os rumores sobre a venda aumentaram depois que a Roku fechou a janela de negociação (período em que se pode vender um ativo) de suas ações. Esses “bloqueios” de negociações geralmente acontecem quando empresas estão prestes a anunciar mudanças importantes.
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A possível aquisição da Roku pela Netflix foi divulgada pelo portal Insider, mas as empresas ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a transação.
Avaliada em cerca de US$ 13 bilhões, a Roku registrou US$ 647 milhões de receita no primeiro trimestre deste ano com publicidade em vídeo.
Deste modo, adquiri-la faria com que a Netflix entrasse em um negócio de publicidade em rápido crescimento e que está em sinergia com seus planos atuais.
Afinal, a companhia está trabalhando em um tipo de assinatura mais barata e baseada em publicidade que deve ser lançada até o fim deste ano.
Nos últimos meses, a Netflix perdeu assinantes, sofreu com a queda de suas ações e demitiu mais de cem funcionários. Agora, vê nas propagandas uma chance de voltar aos bons tempos.
Nesse cenário, comprar a Roku faria bastante sentido. Será que ao tirar da cartola essa aquisição a Netflix vai conseguir recuperar o fôlego? Vamos ficar atentos aos próximos episódios.
*Com informações da Business Insider
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