Magazine Luiza (MGLU3) despenca mais de 15% e é uma das maiores quedas do Ibovespa na semana; o que derruba as ações da varejista?
Os papéis do Magalu ficaram atrás apenas da Gol, representante de outro setor que também sofreu com as incertezas fiscais
A semana não foi fácil para as companhias aéreas e varejistas da bolsa. Especialmente para as ações do Magazine Luiza (MGLU3), que já foram uma das queridinhas da B3 e anotaram a segunda maior queda do Ibovespa no período.
Os papéis do Magalu ficaram atrás apenas da Gol (GOLL4), representante do outro setor que sofreu com a alta dos juros futuros. Os segmentos ligados ao consumo foram penalizados pela abertura da curva de juros, que, por sua vez, foi gerada pelo crescimento da incerteza fiscal.
Vale destacar que o cenário macroeconômico turbulento pressionou o Ibovespa de forma quase generalizada e poucas ações registraram alta nos últimos cinco dias. O índice que reúne as principais ações da bolsa brasileira recuou mais de 4 % na semana.
Veja abaixo as maiores quedas:
| Empresa | Variação semanal |
| Gol (GOLL4) | -15,80% |
| Magazine Luiza (MGLU3) | -15,36% |
| Natura (NTCO3) | -14,05% |
| CVC Brasil (CVCB3) | -13,88% |
| Americanas (AMER3) | -12,19% |
Itaú BBA vê potencial de alta para as ações do Magazine Luiza (MGLU3)
De volta ao Magazine Luiza, o tombo de mais de 15% não é uma boa notícia para os acionistas. Mas, para quem ainda não tem MGLU3 na carteira, será que a queda pode ter aberto uma oportunidade de compra com um desconto ainda maior do que as ações já acumulavam neste ano?
Para o Itaú BBA, a resposta é não. Os analistas retomaram a cobertura das ações do Magazine Luiza (MGLU3) com recomendação neutra.
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Apesar de enxergar o Magalu bem posicionado para abocanhar algumas fatias de mercado com suas lojas físicas e comércio eletrônico próprio, o banco de investimentos preferiu adotar uma indicação mais cautelosa para os papéis. O preço-alvo para as ações é de R$ 3,20, um potencial de alta de 23%.
Na visão dos analistas, o crescimento da participação de mercado deve ser o gatilho para a movimentação de curto prazo. Mas o cenário macroeconômico desafiador, com juros altos e inflação acima da meta, são preocupantes. Negociada a um nível de 23 vezes o múltiplo de preço sobre lucro, o banco espera um ponto de entrada mais atrativo.
Quais foram as maiores altas do Ibovespa?
Na outra ponta do Ibovespa, as ações de frigoríficos, da Cielo (CIEL3) e da PetroRio (PRIO3) dominaram os ganhos da semana.
No período no qual o dólar subiu 0,92% e chegou à cotação de R$ 5,2941, os papéis da Minerva (BEEF3) registraram a maior alta do principal índice da B3.
A Cielo também foi um dos destaques positivos. A empresa de maquininhas anunciou o pagamento de R$ 239 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) para quem estiver em sua base acionária na próxima sexta-feira (23).
Confira os melhores desempenhos acionários da semana:
| Empresa | Variação |
| Minerva (BEEF3) | +6,83% |
| Cielo (CIEL3) | +5,29% |
| Dexco (DXCO3) | +5,20% |
| PetroRio (PRIO3) | +5,05% |
| SLC Agrícola (SLCE3) | +4,03% |
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