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No podcast Touros e Ursos desta semana, explicamos por que o mercado reagiu mal à PEC da Transição e falamos sobre possíveis boas oportunidades de investimento neste cenário
O governo Lula nem começou, e a tradicional lua de mel do mercado com o novo presidente já terminou. E o motivo é um velho conhecido dos investidores brasileiros: o risco fiscal.
É bem verdade que o teto de gastos, atual âncora fiscal do país, já está cheio de rachaduras provocadas pelo governo atual. Mas se Lula e o PT continuarem jogando pedras, é possível que esse telhado de vidro se estilhace de vez.
A notícia que mais abalou os mercados na última semana foi a entrega, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, da PEC da Transição ao Congresso.
A Proposta de Emenda à Constituição permite a retirada permanente do Bolsa Família do teto de gastos, além de uma quantia a ser destinada a investimentos. No total, a licença para gastar soma quase R$ 200 bilhões, sem contrapartidas.
A possível gastança, a ser financiada provavelmente pela tomada de mais dívida pública, levou os juros futuros a dispararem, pressionou o câmbio e derrubou o Ibovespa. Lula, por sua vez, deu de ombros, e disse que se a medida fizer a bolsa cair e o dólar subir, “paciência”.
A falta de definição de um ministro da Fazenda também não ajuda - e menos ainda a possibilidade, ventilada pela imprensa, de que este nome venha a ser o do petista Fernando Haddad.
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Com esse cenário de incertezas e aumento do risco-país, como o investidor pode se proteger? Onde investir? Há investimentos que tenham se tornado atrativos nesse contexto?
Esse foi o tema do podcast Touros e Ursos desta semana, no qual eu e o Vinícius Pinheiro também escolhemos, como sempre, os nossos touros e ursos do período. Para escutar, basta clicar no tocador abaixo:
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