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Para quem estranhou o nome do comprador da frota de Localiza e Unidas, vale destacar que a gestora canadense é dona da locadora de veículos Ouro Verde
As locadoras de veículos Localiza (RENT3) e Unidas (LCAM3) cumpriram hoje mais uma etapa exigida dentro do processo de fusão e fecharam a venda de uma frota com aproximadamente 49 mil veículos.
A gestora canadense Brookfield pagou R$ 3,570 bilhões pela frota — o que dá uma média de R$ 72.867 por carro. Para quem estranhou o nome do comprador, vale destacar que a gestora é dona da locadora de veículos Ouro Verde.
A venda faz parte do acordo fechado por Localiza e Unidas com o Cade, o órgão de defesa da concorrência, como condição para aprovar a fusão. Além da Brookfield/Ouro Verde, a Movida era candidata a levar a frota, que pertence a empresas controladas pela Unidas.
A notícia não foi suficiente para livrar as ações de Localiza (RENT3) e Unidas (LCAM3) do mercado. Por volta das 15h15, ambas as companhias operavam em queda de mais de 4% na B3. Leia também nossa cobertura completa de mercados.
O Cade aprovou a fusão entre Localiza e Unidas no fim do ano passado, mas estabeleceu condições — também chamadas de "remédios" — para liberar o negócio.
O objetivo do Cade foi justamente diminuir o tamanho da nova empresa para evitar uma concentração muito grande de mercado. Desta forma, as empresas se comprometeram a vender parte dos ativos do segmento de aluguel (Rent-a-car, ou RAC, em inglês), além da própria marca Unidas.
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Embora os remédios do Cade tenham sido mais amargos que o esperado inicialmente, o mercado reagiu bem à aprovação da fusão.
Enfim, vale lembrar que a venda da frota para a Brookfield ainda depende de uma nova aprovação pelo Cade. O negócio também depende da conclusão do "casamento" de Localiza e Unidas.
Apesar de as ações estarem em queda hoje, a reação dos analistas à venda da frota foi positiva. "A conclusão do negócio levará a Localiza a um novo patamar, com uma frota de 446 mil carros, 136% maior que a Movida, a nova segunda colocada Movida", escreveram os analistas do Credit Suisse, em relatório.
Para o BTG Pactual, o avanço no processo de fusão com a Unidas ajuda os investidores a incorporarem no preço das ações as sinergias da operação, que os analistas calculam "conservadoramente" em R$ 4 bilhões.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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