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O começo de julho foi mais animador para o Ibovespa, mas as dificuldades seguem pressionando o câmbio
Que sexta-feira costuma ser o dia da semana favorito de muita gente não é novidade, mas você já reparou na tendência que temos de tentar fazer dele o mais leve de todos para não atrapalhar o descanso do fim de semana?
Seja no escritório ou no mercado financeiro, o último dia útil é o momento extra-oficial de se pegar mais leve – mesmo que a volatilidade também faça parte da rotina.
Em Wall Street e na B3, os investidores aproveitaram o início do novo semestre para recuperar um pouco de terreno após as fortes perdas das últimas semanas.
No exterior, o movimento foi sustentado por uma série de dados mistos da economia americana, aumentando a percepção de que a atividade já mostra sinais de enfraquecimento, o que pode travar a atuação do Federal Reserve.
Com o mercado de juros em ajuste de baixa, as bolsas subiram e o Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,42%, a 98.953 pontos. Na semana, o ganho foi de 0,29%.
Hoje, no entanto, o que serviu para a bolsa não se aplicou ao câmbio. E não foi por acaso.
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A aprovação da PEC dos combustíveis – também conhecida como pacote de bondades, do desespero, PEC dos benefícios ou Kamikaze – pressiona as contas públicas e traz incertezas sobre o que mais pode acontecer até o fim do período eleitoral.
Assim, mesmo com a recuperação na bolsa, o dólar à vista refletiu o desconforto do mercado e disparou, fechando o dia em alta de 1,65%, a R$ 5,3212. Na semana, o avanço foi de 1,30%.
Um dia após dados da economia americana decepcionarem o mercado, o índice de gerente de compras (PMI) agradou e fortaleceu as bolsas em Nova York. O PMI industrial caiu para 52,7 em junho, acima do patamar projetado.
Se a primeira bateria de dados americanos agradou o mercado, a segunda deixou a desejar. Segundo o ISM, o PMI industrial recuou a 53 em junho, bem abaixo da expectativa de 54,3 dos analistas.
Com os dados mistos e uma projeção de que o Federal Reserve atue de forma mais branda em seu aperto monetário, as bolsas americanas fecharam o dia em alta. O Nasdaq subiu 0,90%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones tiveram ganhos de 1,05%.
No Brasil, também foi dia de divulgação. O índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial do Brasil passou de 54,2 em maio para 54,1 em junho, de acordo com a S&P Global.
Apesar do resultado levemente abaixo, o número acima de 50 pontos ainda indica expansão da atividade do setor.
O Fleury (FLRY3) anunciou nesta quinta-feira a aquisição da Hermes Pardini (PARD3), num movimento de consolidação para criar um novo player de peso no segmento de saúde. A notícia da fusão foi bem recebida pelo mercado – no Ibovespa, o Fleury liderou os ganhos da semana.
A MRV (MRVE3) foi outro destaque positivo. A construtora arrumou uma forma de turbinar o seu caixa em um momento delicado para o setor de construção e juros elevados. A companhia embolsou R$ 349,4 milhões a partir da venda de uma carteira pró-soluto — uma espécie de portfólio de créditos a receber, ligado a empréstimos feitos a clientes.
Confira as maiores altas do Ibovespa na semana:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARSEM |
| FLRY3 | Fleury ON | R$ 15,80 | 9,72% |
| PETR4 | Petrobras PN | R$ 28,58 | 8,71% |
| PETR3 | Petrobras ON | R$ 31,28 | 8,20% |
| MRVE3 | MRV ON | R$ 8,26 | 7,69% |
| ENEV3 | Eneva ON | R$ 15,20 | 5,85% |
A queda das commodities foi mais uma vez uma vilã para o Ibovespa. Com o recuo do minério de ferro na China, as empresas do setor de mineração e siderurgia enfrentaram dias complicados.
Apesar disso, o destaque negativo ficou com setores mais sensíveis à pressão no câmbio e nos juros.
Confira os piores desempenhos da semana:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARSEM |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 7,02 | -17,51% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 1,90 | -16,30% |
| QUAL3 | Qualicorp ON | R$ 11,36 | -12,95% |
| CASH3 | Meliuz ON | R$ 1,10 | -12,70% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 9,19 | -12,48% |
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