HGPO11 recebe nova proposta para vender imóveis e liquidar o fundo imobiliário, mas valor é menos de 1% superior ao de oferta rejeitada em assembleia polêmica; entenda
O potencial comprador, cuja identidade não foi revelada, ofereceu R$ 470,28 milhões pelos dois empreendimentos do FII

Vem outra assembleia polêmica por aí? Depois de rejeitar uma oferta pelos imóveis que compõem o portfólio do CSHG Prime Offices (HGPO11), os cotistas do fundo imobiliário deverão analisar uma nova proposta recebida pelos ativos localizados no Jardim Europa, em São Paulo.
O potencial comprador, cuja identidade não foi revelada, ofereceu R$ 470,28 milhões, ou cerca de R$ 37.285,34 por metro quadrado, pelos dois empreendimentos. A cifra é apenas 0,8% superior à anterior e ainda fica abaixo do preço mínimo estabelecido em assembleia.
Segundo fato relevante divulgado ontem (29), a oferta poderá ser votada em uma assembleia geral extraordinária. Mas, para isso, cotistas que detenham, no mínimo, 5% do capital precisam convocar a AGE. Vale destacar que, caso a operação seja aprovada, implicará na liquidação do fundo, atualmente com 9.166 cotistas.
Última AGE do HGPO11 foi recheada de polêmicas
Por falar em assembleias, o último encontro de cotistas do HGPO11 para avaliar a venda dos imóveis foi controverso. A AGE realizada no final de outubro virou alvo de uma consulta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Na ocasião, a proposta de R$ 466,4 milhões foi rejeitada por 32,85% dos presentes, enquanto 32,53% eram favoráveis à venda. O percentual próximo e o prazo para recebimento dos votos foram alvos de questionamentos de investidores que disseram "sim" à venda.
De acordo com a ata do encontro, todos os votos eletrônicos recebidos até o início da AGE foram computados. Mas, para Edgar Boicenco, cotista do fundo e presidente da mesa, apenas as manifestações enviadas até o dia 21 de outubro deveriam valer para a contagem.
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Segundo Boicenco, a data, quatro dias antes da assembleia, constava como prazo máximo para envio dos votos no formulário eletrônico e outras comunicações da administradora.
Caso os votos em questão sejam desconsiderados, o resultado da AGE seria outro: a oferta teria sido validada por 32,37% dos cotistas, contra 30,88% contrários.
O Credit Suisse, administrador do fundo, comprometeu-se a consultar a CVM sobre a possível anulação dos votos tardios. O pedido foi protocolado em 31 de outubro, mas a autarquia ainda não se manifestou. O Credit Suisse destaca que a solicitação "não terá seu curso alterado pela nova proposta".
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