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O forte fluxo de capital estrangeiro sustentou o otimismo nesta segunda-feira. Além disso, a redução de ruídos com relação ao cenário político deve beneficiar os negócios
Apesar de ainda existirem muitas incertezas e preocupações no radar, a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas é a chance de virada de página para o mercado financeiro.
O nome dos chefes da equipe econômica são muito aguardados para que os investidores tenham noção sobre como será a condução dos problemas fiscais do país, e as chances de privatização das estatais foram levadas a zero, mas a definição do pleito também trouxe ganhos importantes para o mercado.
A rapidez dos líderes nacionais e internacionais no reconhecimento da vitória de Lula reduziu o risco de que uma contestação alongue uma crise institucional. Além disso, os investidores estrangeiros tendem a gostar mais do presidente eleito do que de Bolsonaro.
O resultado pode ser visto na movimentação do Ibovespa hoje. O principal índice da bolsa brasileira chegou a operar em forte queda, repercutindo a queda de quase 10% da Petrobras (PETR4) e o dólar encostou em R$ 5,40, mas quanto mais sinais de que uma constestação não deve ter força chegavam, mais o capital estrangeiro em direção ao país crescia.
Com o novo ocupante do Palácio do Planalto escolhido, os investidores se voltaram mais uma vez para aquelas ações que podem viver uma nova Era de Ouro nos próximos quatro anos.
Os detalhes do plano do governo não são conhecidos, mas o foco na classe média e na retomada do poder de compra dessa parcela da população empolgou a bolsa hoje — com varejo, companhias aéreas, empresas educacionais e construtoras puxando o índice.
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Nem mesmo o bloqueio de rodovias federais em todo o país por parte de caminhoneiros apoiadores de Bolsonaro e a cautela em Wall Street impediu a alta de de 1,31%, aos 116.037 pontos — no mês, o avanço foi de 5,45%. O dólar à vista caiu 2,54%, a R$ 5,1659 — queda de 4,24% em outubro.
No exterior, os olhos dos investidores estão voltados para a agenda de decisões e indicadores.
A semana começa com expectativa para a decisão de juros da próxima quarta-feira nos Estados Unidos, mas os próximos dias também reservam indicadores de inflação e o payroll, relatório de emprego dos Estados Unidos. Confira o comportamento das bolsas americanas nesta segunda-feira (31).
Conforme já era esperado pelo mercado, a forte queda das ações das estatais se tornou uma realidade. Com Lula no Planalto, as chances de privatização vão a zero e há dúvidas sobre o rumo da gestão dessas companhias.
Com ameaças ao futuro da paridade de preços internacionais, a empresa com maior recuo nesta segunda-feira (31) foi a Petrobras (PETR4). Suzano e outras exportadoras também derraparam com a forte queda do petróleo. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| PETR4 | Petrobras PN | R$ 29,72 | -8,75% |
| PETR3 | Petrobras ON | R$ 33,10 | -7,49% |
| BBAS3 | Banco do Brasil ON | R$ 36,91 | -4,92% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 53,19 | -3,48% |
| JBSS3 | JBS ON | R$ 24,98 | -3,14% |
Já na ponta contrária, as empresas voltadas ao consumo da classe média dispararam. O movimento também foi favorecido pelo recuo do dólar, principalmente para aquelas que possuem dívidas em dólar, como as aéreas. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| ALPA4 | Alpargatas PN | R$ 21,95 | 8,99% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 7,10 | 8,56% |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 15,95 | 7,70% |
| HAPV3 | Hapvida ON | R$ 7,73 | 7,51% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 9,49 | 7,47% |
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