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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa fecha perto dos 120 mil pontos com avanço de estatais, alta das commodities e bom humor em NY; dólar cai a R$ 5,15

Por aqui, mercado reagiu a pesquisa eleitoral que mostra Bolsonaro à frente de Lula; nos EUA, bolsas avançaram com sinalizações do Fed de que redução no ritmo da alta dos juros deve começar em breve

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
21 de outubro de 2022
18:08
Touro amarelo com investidor em cima dele em direção para o alto, representando um bull market do Ibovespa e da bolsa brasileira
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A semana terminou bem para a bolsa brasileira com uma conjunção de fatores considerados positivos pelo mercado nesta sexta-feira (21), tanto no Brasil quanto no exterior.

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O dia começou meio no zero a zero, mas o Ibovespa logo se animou com o avanço do petróleo no exterior, que impulsionou as ações das petroleiras. A alta do minério de ferro também contribuiu para a alta de mineradoras e siderúrgicas.

Em seguida, as ações de estatais foram impulsionadas pela divulgação de uma nova pesquisa eleitoral, desta vez promovida pela modalmais, que mostra Jair Bolsonaro à frente de Lula.

O avanço do presidente durante a campanha para o segundo turno, evidenciado pelas pesquisas que mostram a disputa ficando cada vez mais apertada, tem contribuído para a alta recente da bolsa brasileira, de uma forma geral.

E hoje, a nova pesquisa mostrou Bolsonaro na frente, com 50,5% dos votos válidos, enquanto o petista tem 49,5%, uma inversão da relação que vinha sendo exibida pelos levantamentos anteriores.

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Finalmente, indicativos de que o Federal Reserve (Fed) deve começar a reduzir o ritmo de alta de juros em breve - que incluíram declarações de dirigentes do banco central americano - fizeram a festa dos investidores em Wall Street, sedimentando o cenário positivo para a bolsa brasileira.

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Em Nova York, o Dow Jones fechou em alta de 2,47%, o S&P 500 avançou 2,38%, e o Nasdaq teve ganho de 2,31%. O Ibovespa, por sua vez, fechou com valorização de 2,35%, aos 119.928 pontos. Na máxima do dia, o índice chegou a subir mais de 3% e superou os 120 mil pontos, atingindo o maior nível desde 5 de abril. Na semana, o ganho acumulado foi de 7,01%.

Já o dólar à vista fechou em baixa de 1,33%, a R$ 5,1480, totalizando queda de 3,28% na semana. O enfraquecimento da moeda americana também refletiu a perspectiva de um aperto monetário menos duro adiante nos Estados Unidos.

Postura do Fed anima investidores

As bolsas americanas já operavam em alta pela manhã, em reação a uma notícia divulgada pelo The Wall Street Journal dando conta de que o Fed já poderia reduzir a amplitude da alta de juros na sua reunião de dezembro, com um ajuste inferior a 75 pontos-base.

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Segundo apostas monitoradas pelo CME Group, as chances de o banco central americano elevar os juros em 0,75 ponto na reunião de novembro também reduziram, embora ainda sejam majoritárias. Já as apostas numa elevação de apenas 0,50 ponto cresceram.

Na parte da tarde, foi a vez de dirigentes do Fed darem a sua contribuição para o alívio dos investidores. A dirigente Fed de São Francisco, Mary Daly, afirmou que o crescimento dos EUA em 2023 deve ficar abaixo da tendência.

Apesar de ainda defender o aperto monetário mais agressivo, Daly considerou que o Fed deve desacelerar o ritmos de altas "adiante", para 50 ou 25 pontos-base. "Agora é momento de começar a discutir redução no ritmo de altas de juros". Daly ainda disse que o juro deve atingir seu pico na faixa de 4,5% a 5%.

Mais tarde, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse prever desaceleração "significativa" da inflação em 2023 e juros pouco acima de 4,5% no início do ano que vem.

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Sobe e desce do Ibovespa

Mesmo tendo passado a maior parte do dia em alta, com valorização de mais de 4%, as ações da Petrobras não fecharam entre as maiores altas do Ibovespa no dia. Mesmo assim os papéis preferenciais (PETR4) subiram 3,43%, e os ordinários (PETR3) avançaram 3,41%.

Veja as maiores altas do Ibovespa no dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
CSNA3CSN ONR$ 14,19+6,05%
SOMA3Grupo Soma ONR$ 14,06+5,48%
GOLL4Gol PNR$ 9,85+4,56%
B3SA3B3 ONR$ 14,61+4,36%
ECOR3Ecorodovias ONR$ 5,46+4,00%

Confira também as maiores baixas:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
MRVE3MRV ONR$ 9,31-7,18%
CIEL3Cielo ONR$ 5,80-1,69%
TIMS3TIM ONR$ 12,57-0,95%
TOTS3Totvs ONR$ 31,31-0,89%
BBSE3BB Seguridade ONR$ 29,16-0,88%

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