Esquenta dos mercados: Todos os olhos e ouvidos do Ibovespa voltados para a inflação de hoje enquanto as bolsas internacionais aguardam os dados dos EUA
Os índices internacionais aguardam os números de inflação dos EUA, que só devem ser conhecidos na quarta-feira

Em meio a tantos ruídos que todos os dias movimentam os mercados financeiros, hoje é dia de prestar atenção aos sons do silêncio. De olhos e ouvidos atentos aos dados da inflação, os investidores buscam sinais que justifiquem o recente rali das bolsas, que ontem levou o Ibovespa de volta a seu nível mais elevado em mais de dois meses.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulga nesta terça-feira (09) o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a julho.
Se as projeções se confirmarem, o indicador marcará a maior deflação já registrada no Brasil desde a implementação do Plano Real, em 1994.
Consequentemente, é esperada uma forte desaceleração da inflação acumulada nos últimos 12 meses. Entretanto, ela ainda deve ficar na casa dos 10%.
Quando esses números saírem, os investidores o juntarão ao quebra-cabeças da ata da última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), também prevista para a manhã de hoje.
A expectativa é que as informações se complementem de modo a esclarecer se a elevação da taxa Selic a 13,75% ao ano foi realmente o último ato do ciclo de aperto monetário iniciado em março de 2021.
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Por aqui, todo esse movimento vai ocorrer antes da abertura do Ibovespa. Vale ressaltar que a bolsa local tem vivido dias de glória nas últimas sessões e fechou o pregão de volta ao patamar de 108 mil pontos, puxado principalmente pelo desempenho da Petrobras (PETR3;PETR4).
Lá fora, as bolsas vivem mais um dia sem força, à espera dos dados de inflação dos Estados Unidos. Confira o que movimenta os mercados nesta terça-feira:
- Comece a semana com boas ações: essa ação de infraestrutura é líder na América Latina, está extremamente barata e tem expectativas de subir 50%, segundo analistas. Libere aqui um material exclusivo da ação que não para de crescer.
Bolsas e inflação: atentos aos sons do silêncio — lá fora
As bolsas de valores da Europa abriram sem direção única e os índices futuros de Nova York sinalizam abertura em leve alta com os investidores à espera dos dados da inflação nos Estados Unidos, medidos pelo CPI, na sigla em inglês.
Mas os números serão conhecidos apenas na quarta-feira (10), o que deve levar a movimentos mais cautelosos no mercado hoje. Os analistas acreditam que a alta dos preços finalmente vai começar a ceder nos EUA.
Os reflexos do dragão virando lagartixa
Caso a expectativa se confirme, embora a inflação siga excepcionalmente elevada nos Estados Unidos, uma desaceleração da alta dos preços se somará à melhora das condições do mercado de trabalho para sinalizar que os temores de recessão são menores do que se imaginava.
Isso abre espaço para que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mantenha uma alta de juros mais agressiva com vistas ao controle da inflação.
Mais agenda para investidores em bolsa
Além das preocupações com a recessão nos EUA, mais tarde ainda hoje serão conhecidos os números de inflação ao produtor e ao consumidor da China.
Ontem (08), os números da balança comercial chinesa animaram, afastando — ainda que temporariamente — o risco de recessão.Com as duas maiores economias do mundo sob controle, os investidores devem elevar o apetite de risco.
Ibovespa e a temporada de balanços
No mundo corporativo, os investidores repercutem hoje o resultado do Itaú no segundo trimestre.
Como nos conta a repórter Flavia Alemi, se ainda havia alguém achando que os bancões estavam preocupados com o Pix, o Itaú bateu todas as expectativas e lucrou R$ 7,679 bilhões entre abril e junho.
Trata-se de um crescimento de 17,4% em relação ao segundo trimestre de 2021. O número veio também acima do consenso dos analistas consultados pela Bloomberg, de R$ 7,377 bilhões.
Ainda entre os pesos-pesados da bolsa, a Vale comprometeu-se a investir R$ 40 milhões em segurança de barragens em Minas Gerais.
O termo de compromisso é uma repercussão da tragédia ambiental de Brumadinho. Em janeiro de 2019, o rompimento da barragem do Córrego do Feijão deixou 270 mortos.
Os rejeitos avançaram por centenas de quilômetros pelo Rio Doce até desaguarem no Oceano Atlântico.
Bolsa hoje: agenda do dia
- FGV: IGP-M de agosto (8h)
- Banco Central: Ata do Copom (8h)
- IBGE: IPCA de julho (9h)
- IBGE: Pesquisa industrial mensal regional de junho (9h)
- Estados Unidos: Estoques de petróleo e gasolina (17h30)
- China: CPI e PPI de julho (22h30)
Balanços do dia
Confira o calendário completo da temporada de balanços.
Antes da abertura:
Após o fechamento:
- XP (Brasil)
- CBA (Brasil)
- CVC (Brasil)
- Guararapes (Brasil)
- Méliuz (Brasil)
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