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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas no exterior reagem a início da temporada de balanços nos EUA; Ibovespa aguarda assembleia da Petrobras (PETR4) e números do varejo

Nomes de peso, como BlackRock e JP Morgan divulgando seus dados do primeiro trimestre antes da abertura de mercados

Renan Sousa
Renan Sousa
13 de abril de 2022
7:54 - atualizado às 8:08
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Confira o que movimenta bolsas, Ibovespa e dólar hoje. Imagem: shutterstock

A invasão à Ucrânia já passa de um mês e as perspectivas de paz para o conflito não são das melhores. No entanto, as medidas para mitigar os efeitos do ataque da Rússia ao país ganham contornos mais bem específicos, o que reduz a queda das bolsas nesta quarta-feira (13). 

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Na madrugada de hoje, a Agência Internacional de Energia (AIE) cortou as projeções de demanda e oferta da commodity nos próximos meses. A agência ainda destaca que a liberação de reservas para conter o preço do petróleo deve ajudar a evitar a disparada das cotações no médio prazo.

Por volta das 7h30, o preço do barril de petróleo Brent, a referência internacional, avançava 1,78%. Os temores envolvendo a continuidade da guerra lançaram as cotações novamente para um patamar acima dos US$ 100, negociados a US$ 106,52. 

Por falar em petróleo, a Petrobras (PETR4) deve aprovar ainda hoje o nome de José Mauro Coelho para presidência do conselho da estatal. A assembleia de acionistas está marcada para às 15h, mas as perspectivas são de que não ocorram maiores ressalvas ao indicado.

Sendo a Petrobras uma das maiores empresas da bolsa brasileira, os papéis PETR3 e PETR4 devem ganhar destaque e movimentar os negócios por aqui.

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No fechamento de ontem (12), o Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,69%, aos 116.146 pontos. Por sua vez, o dólar à vista fechou negociado em R$ 4,66, uma queda de 0,08%.

Leia Também

Saiba o que movimenta a bolsa, o dólar e o Ibovespa hoje: 

Inflação ao produtor e balanços: destaques nas bolsas lá fora

Após a inflação dos Estados Unidos ficar levemente acima das projeções é a vez do índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) ganhar os holofotes do dia. 

A expectativa é de que o PPI avance 1,1% no mês, enquanto o núcleo de preços ao produtor deve subir outros 0,5% no mesmo período. 

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Na esteira dos acontecimentos no exterior, é dada a largada da temporada de balanços. BlackRock e JP Morgan divulgam seus resultados do primeiro trimestre deste ano antes da abertura de mercados. 

As bolsas no exterior

Os negócios na Ásia fecharam majoritariamente em alta, apesar da covid-19 pesar na China. Do lado positivo, pesaram os fortes dados de exportação do país e a inflação dos Estados Unidos — que, mesmo alta, veio pouco acima das projeções. 

Na Europa, os investidores aguardam a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), marcada para a quinta-feira (14). Com isso, os índices permanecem pressionados e caem nas primeiras horas do pregão. 

Por último, os futuros de Nova York sobem, em busca de recuperação das perdas de ontem. 

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Ibovespa: varejo e Petrobras são destaques locais

De volta para terras brasileiras, os investidores acompanham a divulgação do varejo pelo IBGE.

Enquanto o varejo ampliado deve avançar 1,1% na base mensal e cair 1,6% na comparação anual, o índice restrito deve subir 0,2% e cair 1,3% nos últimos 12 meses. Ambas são medianas de expectativas do Broadcast.

Uma carta na manga da Petrobras

Além de José Mauro Coelho para presidência do conselho da estatal, a assembleia de acionistas de hoje também deve votar um novo estatuto para blindar novos chefes da estatal. 

Em outras palavras, o conselho de administração pretende votar uma alteração no estatuto social e reforçar a governança da Petrobras. A proteção do diretor de Governança e Conformidade, por exemplo, passará a ser por quórum qualificado (ou seja, dois terços do conselho) e não mais por maioria simples (50% do conselho).

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Passo a passo

Na noite de ontem, um comitê interno da Petrobras considerou que a indicação de José Mauro Ferreira Coelho, como membro do conselho de administração da companhia, preenche os requisitos necessários previstos em lei e não incorre em suas vedações.

Para o comitê, caso Coelho seja eleito na assembleia desta quarta-feira, sua indicação ao cargo de presidente da companhia estará apta para ser apreciada pelo conselho de administração.

Relembre o caso: dança das cadeiras da Petrobras

Vale lembrar que os indicados originais ao cargo desistiram das posições há poucos dias. O economista Adriano Pires, que era o nome da União para a presidência da Petrobras, disse "não" ao cargo por "motivos pessoais".

Já Rodolfo Landim, apontado pelo governo federal para comandar o Conselho de Administração da Petrobras, abriu mão do posto para permanecer apenas como presidente do Clube de Regatas do Flamengo.

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Landim anunciou a desistência depois de o clube perder a final do campeonato carioca para o Fluminense. Na ocasião, ele afirmou que o seu foco continuaria sendo o Flamengo; no entanto, ao longo do fim de semana começaram a circular as primeiras notícias quanto aos possíveis conflitos de interesse envolvendo os executivos indicados pelo governo.

carta na qual Pires anunciou sua desistência aborda o problema: "Ficou claro para mim que não poderia conciliar meu trabalho de consultor com o exercício da Presidência".

Agenda do dia

  • IBGE: Varejo restrito e ampliado de fevereiro (9h)
  • Estados Unidos: PPI e Núcleo do PPI de março (9h30)
  • Estados Unidos: Janet Yellen, Secretaria do Tesouro, participa de evento do Atlantic Council (11h)
  • Petrobras (PETR4): Assembleia para eleição do Conselho da estatal (15h)

Balanços

Antes da abertura

  • BlackRock (Estados Unidos)
  • JP Morgan (Estados Unidos)

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