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Para os analistas, a empresa entregou números operacionais sólidos e promete registrar um bom desempenho financeiro no período
Menos de uma semana após retomar o posto de favorita do Santander, a Direcional (DIRR3) voltou a receber elogios da equipe de real estate do banco após divulgar a prévia operacional do terceiro trimestre.
A companhia fechou em queda de 3,82% nesta terça-feira (11), cotada a R$ 16,89, mas, segundo os analistas do banco, “entregou mais um trimestre de números operacionais recordes, refletindo sua execução de alto nível”.
Entre as marcas históricas que agradaram o Santander, a empresa registrou o melhor trimestre de vendas líquidas, com R$ 847 milhões, alta de 32% ante o mesmo período do ano passado.
A Direcional também renovou o recorde de lançamentos entre julho e setembro. O Valor Geral de Vendas (VGV) — uma estimativa do potencial de receita a ser obtido com os projetos — cresceu 10%, na mesma base de comparação, para R$ 1,2 bilhão.
O BTG Pactual também vê com bons olhos os números da construtora e destaca que, mais importante do que as cifras recordes, há um equilíbrio entre as operações.
Os analistas explicam que, enquanto a atividade principal, focada no programa Casa Verde e Amarela (CVA), foi responsável por 59% dos lançamentos no trimestre, a Riva — incorporadora de médio padrão da Direcional — “vem ganhando tração” e correspondeu a 41% do total.
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Entretanto, a maior parte dos empreendimentos foi a mercado no final do período. Isso levou a uma redução de 1 ponto percentual da velocidade de vendas (VSO) da companhia, para 19%.
A XP reconhece que as vendas foram tardias, mas destaca que o movimento abre espaço para uma tendência positiva no próximo trimestre.
Para o Bradesco BBI, o tropeço na VSO também não é de grande importância. Os analistas consideram que o indicador manteve-se em patamares sólidos e indica a resiliência do mercado para ambos os segmentos em que a Direcional atual.
O banco espera que a empresa siga sendo beneficiada pelas mudanças no programa Casa Verde e Amarela e pelo bom momento operacional e reporte margens brutas melhores no longo prazo.
Por isso, o BBI avalia que, mesmo operando com múltiplos acima do setor, a companhia é uma boa alternativa para a carteira. Os analistas argumentam que “o prêmio de 11% em relação aos pares é merecido, dado o melhor impulso da empresa”.
E a opinião é unânime: BTG, Santander e XP também reiteraram a recomendação de compra para os papéis DIRR3 após as prévias. Veja abaixo o preço-alvo e o potencial de alta calculado por cada uma das casas:
Além da Direcional, outra construtora da B3 também recebeu elogios do Santander hoje. O banco elevou suas estimativas para a Cury (CURY3) nos próximos dois anos com base em uma visão mais otimista para custos e acessibilidade dos preços dentro do CVA.
A companhia ainda não divulgou sua prévia operacional, mas os analistas já esperam uma alta de 17% nos lançamentos em 2023. A previsão para a margem bruta do próximo ano também subiu 100 pontos-base, para 36,5%.
Com as estimativas recalculadas, o Santander também introduziu o novo preço-alvo de R$ 16 para os papéis. O potencial de alta é de 30,5% em relação à cotação atual dos papéis, contra pouco mais de 10% na previsão anterior.
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