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O setor de varejo é um dos destaques da reta final da temporada de balanços; confira quais outras empresas também divulgam seus dados
A temporada de balanços do primeiro trimestre chega à reta final nesta semana, com o setor de varejo em destaque. Alvo de uma proposta de compra pelo Grupo Soma, a Hering divulga seus números, assim como a Via (ex-Varejo) e Magazine Luiza.
O período, que ficou marcado pela volta das medidas mais restritivas para conter o avanço da Covid-19, trouxe novos prejuízos para vários setores da economia. Outros, no entanto, seguiram em crescimento e apresentaram bons resultados aos investidores.
MagaLu e Via, por exemplo, acumularam juntas 21 aquisições dos mais variados segmentos desde o início da pandemia. Saiba a seguir o que esperar para o resultado das companhias. Além das varejistas, os investidores ficarão de olho nos números do Banco Inter. Confira a seguir o que esperar dos resultados:
Amanhã (11) os holofotes do mercado voltam-se para os números do Banco Inter, que promete entregar o melhor primeiro trimestre de sua história.
O banco digital, recém-chegado ao seleto grupo de empresas que integram a carteira do Ibovespa, fechou o período com 10,2 milhões de clientes, uma alta de 106% em relação ao primeiro trimestre de 2020.
A lista de clientes foi engrossada pela abertura de 30 mil novas contas por dia útil. Além disso, o saldo médio das contas também teve um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, passando para R$ 1,3 mil.
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Por fim, o Banco Inter também anunciou o início de sua expansão global, com a extensão de shoppings e pagamento de cashback nos Estados Unidos por meio do Inter Shop.
O crescimento, no entanto, ainda não se reflete na última linha do resultado. O lucro do Inter deve ficar em apenas R$ 1 milhão no primeiro trimestre, pouco melhor que o prejuízo de R$ 8 milhões do mesmo período do ano passado.
A noiva mais cobiçada das últimas semanas divulga o balanço do primeiro trimestre na quarta-feira (12), após o fechamento do mercado. No balanço anterior, a Hering reportou um lucro 12% inferior ao dos últimos três meses de 2019, mas mostrou indícios de recuperação das vendas, principalmente pela internet.
As vendas nos canais online da tradicional marca de vestuário dispararam 230,6% e faturaram R$ 70,7 milhões no período. Como resultado, o e-commerce correspondeu a uma fatia de 14,3% das receitas da companhia no mercado interno, bem acima dos 4,4% do mesmo período do ano anterior.
No entanto, mesmo que o sopro de otimismo da internet se repita, os analistas do Bank of America (Bofa) alertam que o desempenho da varejista seguirá prejudicado pela pandemia em 2021.
O resultado do primeiro trimestre deste ano também não refletirá ainda um fato que colocou a varejista de vestuário no centro das atenções do mercado: a Hering tornou-se alvo de uma disputa entre a Arezzo e o Grupo Soma em abril.
A rede de lojas de calçados, que entrou no ramo de vestuário no ano passado com a compra da Reserva, foi a primeira a demonstrar interesse na Hering, mas teve a oferta publicamente rejeitada.
A Arezzo ainda não havia sequer desistido do negócio quando foi atravessada pelo Grupo Soma, controladora das marcas Farm e Animale, que superou a oferta da rival em R$ 1,8 bilhão.
As ações da Hering (HGTX3) dispararam após o anúncio do negócio com o Soma e provavelmente não vão reagir aos números do primeiro trimestre, que sentirão mais uma vez o baque das medidas de restrições impostas no início do ano.
A média das projeções dos analistas da Bloomberg indicam um lucro de R$ 31 milhões no período para a Hering. Trata-se de um avanço considerável na comparação com o primeiro trimestre de 2020, quando o resultado foi de apenas R$ 5 milhões. Mas na comparação com os últimos três meses do ano passado, o lucro deve ser 45,5% inferior.
A Via, nova identidade da Via Varejo, também divulga o balanço na quarta-feira (12), após o fechamento do mercado. A empresa elevou sua régua de resultados no último trimestre de 2020 e mostrou que está na briga pela posição de principal nome do e-commerce brasileiro.
Controladora da Casas Bahia e do Ponto Frio — que também passou por uma mudança de marca recentemente —, a empresa lucrou R$ 336 milhões e reverteu o prejuízo de R$ 875 milhões dos últimos três meses de 2019.
As vendas digitais foram o grande destaque, com um crescimento do volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) de 105,6%, para R$ 4,6 bilhões. As vendas diretas, ou seja, feitas pela própria companhia, cresceram 112%, enquanto o marketplace subiu 84%.
Apesar do desafio de enfrentar os rivais pelo consumo online, a empresa ainda aposta no mundo físico e, conforme anunciado no mês passado, vai abrir uma "megaloja" na cidade de São Paulo e outras 120 lojas no restante do país neste ano.
No primeiro trimestre deste ano, o lucro da Via deve ficar em R$ 103 milhões, bem acima dos R$ 13 milhões dos primeiros três meses de 2020, de acordo com a projeção dos analistas do BTG Pactual.
Na quinta-feira (13), é a vez do Magazine Luiza divulgar o balanço, também após o fechamento do mercado. A varejista foi outra a apresentar um resultado forte no último trimestre de 2020: o lucro líquido subiu 30,6% para R$ 219,5 milhões.
Assim como as rivais, a companhia também teve um ano marcado pela disparada do e-commerce. Sua participação nos negócios saltou 120% no período e passou a representar cerca de dois terços, ou 65,5%, nas vendas totais do Magalu.
Com o caixa reforçado após uma oferta de ações realizada meses antes do início da pandemia, o Magazine Luiza foi às compras para fortalecer ainda mais seu marketplace e aumentar a presença no mercado e na mídia online.
Entre plataformas de delivery, fintechs de pagamento, conglomerados de mídia nerd e outros, o MagaLu adquiriu nada menos do que 17 empresas durante a pandemia até o momento.
Além disso, a volta das restrições no início deste ano e um novo período de lojas fechadas também podem impactar o balanço da companhia. Os analistas projetam em uma queda próxima aos 32% no lucro líquido em relação ao quarto trimestre, para R$ 61 milhões. Ainda assim, será o dobro do resultado registrado pela varejista nos três primeiros meses de 2020. .
| Empresa | Data do balanço | Período de divulgação |
| Itausa SA | 10/05/2021 | A confirmar |
| YDUQS | 10/05/2021 | Após o mercado |
| Banco Inter | 11/05/2021 | Após o mercado |
| Klabin SA | 11/05/2021 | Antes da abertura |
| Raia Drogasil SA | 11/05/2021 | Após o mercado |
| Banco BTG Pactual SA | 11/05/2021 | Antes da abertura |
| BR Distribuidora | 11/05/2021 | Após o mercado |
| Grupo Carrefour Brasil | 11/05/2021 | Após o mercado |
| Notre Dame Intermedica SA | 11/05/2021 | Após o mercado |
| Marfrig Global Foods SA | 11/05/2021 | Após o mercado |
| Sul America SA | 11/05/2021 | A confirmar |
| Cia Hering | 12/05/2021 | Após o mercado |
| Suzano SA | 12/05/2021 | Após o mercado |
| Eletrobras | 12/05/2021 | A confirmar |
| Equatorial Energia SA | 12/05/2021 | Após o mercado |
| MRV Engenharia e Participacoes | 12/05/2021 | Após o mercado |
| Via Varejo S/A | 12/05/2021 | Após o mercado |
| Eneva SA | 12/05/2021 | Após o mercado |
| Locaweb | 12/05/2021 | Após o mercado |
| BRF SA | 12/05/2021 | Após o mercado |
| Natura & Co Holding SA | 12/05/2021 | Após o mercado |
| Magazine Luiza | 13/05/2021 | Após o mercado |
| CCR SA | 13/05/2021 | Após o mercado |
| Petrobras | 13/05/2021 | Após o mercado |
| Bradespar SA | 13/05/2021 | A confirmar |
| Cyrela Brazil Realty SA | 13/05/2021 | Após o mercado |
| Sabesp | 13/05/2021 | Após o mercado |
| EcoRodovias Infraestrutura | 13/05/2021 | Após o mercado |
| IRB Brasil Resseguros S/A | 13/05/2021 | Após o mercado |
| BR Malls Participacoes SA | 13/05/2021 | Após o mercado |
| Hapvida Participacoes e Invest | 13/05/2021 | Antes da abertura |
| Light SA | 13/05/2021 | Após o mercado |
| Cemig | 14/05/2021 | A confirmar |
| Cogna Educacao | 14/05/2021 | Antes da abertura |
| CVC Brasil | 14/05/2021 | Após o mercado |
| Cosan | 14/05/2021 | Após o mercado |
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