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Para este ano, a estimativa é que os agricultores plantem menos arroz, o que pode levar à recuperação do valor da commodity, o que pode impulsionar o valor da ação da Camil
O arroz está barato, tanto no prato da população quanto para as vendas de grandes companhias. Porém, por mais que a redução do preço da base de um bom PF ajude o consumidor, o valor está tão baixo que prejudica o produtor, que enfrenta até margens negativas.
Para este ano, a estimativa é que esses agricultores plantem menos arroz, o que pode levar à recuperação do valor da commodity. E tem uma ação que pode ganhar com isso, diz o BTG.
Com o aumento do preço, a Camil (CAML3), processadora de alimentos, pode consolidar a sua recuperação. Esse é um dos motivos que pode levar as ações da empresa a subirem até 80,83%, de acordo com relatório do BTG Pactual.
Os papéis atingiram seu menor valor em fevereiro do ano passado e, desde então, vem apresentando uma modesta alta na bolsa. As ações estão em alta hoje, subindo 1,28% por volta das 10h40.
A companhia atua principalmente no setor de processamento de alimentos, com foco na fabricação e comercialização de arroz, biscoitos de arroz, feijão, ervilhas, grão-de-bico e lentilhas, pipoca, açúcar e frutos do mar, entre outros.
Ela é dona das marcas Camil, Pescador, Coqueiro, União, Barra, Dolce, Namorado, Butuí, Bonzão, Neve e Ducula no Brasil. Também atua no Uruguai com a marca Saman, Tucapel no Chile e Costeño e Paisana no Peru.
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Os preços do arroz estão no nível mais baixo desde o início da pandemia, com queda de 46% apenas em 2025. Ainda que seja difícil cravar se o valor já chegou ao mínimo, a tendência é que, daqui para frente, suba.
"Identificar o fundo de qualquer ciclo de commodities é inerentemente difícil. Ainda assim, acreditamos que, mesmo que os preços não tenham atingido totalmente o fundo, a tendência daqui para frente deve ser de alta", escreve o BTG.
Para o produtor, o valor é insustentável: a saca está custando em torno de R$ 53, abaixo do custo estimado de produção de aproximadamente R$ 54 por saca no Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% da produção.
Por isso, agricultores devem diminuir em 5,6% a área plantada de arroz no Brasil nesta próxima safra, com a produção recuando aproximadamente 10%.
A Camil deve divulgar os seus resultados do terceiro trimestre do ano passado no dia 14 de janeiro. O BTG Pactual espera uma melhora em relação ao ano passado, o que marcaria o segundo trimestre de recuperação da empresa.
A margem da companhia foi pressionada no ano anterior por uma grande exportação de açúcar, de 50 a 60 mil toneladas, o que não deve ter acontecido nesse período. Por isso, a empresa pode ver um aumento na margem, mesmo com vendas menores.
As receitas vindas de operações no Brasil devem ser de R$ 1,95 bilhão no trimestre, queda de 11% em relação ao ano anterior e 5,5% menores que o trimestre anterior. As margens Ebitda, segundo contas do BTG, devem ser de 8,4%, melhora de 4,3 pontos percentuais na comparação anual.
Se essa tendência se confirmar, a ação deve se beneficiar. Para o BTG, a Camil tem um valuation interessante, sendo negociada a 6 vezes preço de ação sobre retornos.
Além disso, é uma companhia alavancada, com proporção de dívida para Ebitda de 3,1 vezes, e pode se beneficiar com o início do ciclo de corte de juros.
O banco tem recomendação e compra para a ação e preço-alvo de R$ 10, o que representaria uma valorização de 80,83% em relação ao valor atual de R$ 5,53.
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