Amazon mostra o seu poder fogo na guerra do e-commerce; Mercado Livre (MELI34) e Shopee podem sentir efeitos, diz BTG
Com isenção de comissões e subsídios agressivos ao FBA, a gigante americana investe pesado para atrair vendedores, ganhar escala logística e enfrentar Mercado Livre e Shopee no coração do marketplace

A Amazon decidiu pisar fundo no acelerador no Brasil — e o alvo não são apenas os consumidores finais, mas principalmente os vendedores que abastecem o marketplace.
Em meio a uma disputa cada vez mais intensa com o argentino Mercado Livre (MELI34) e a Shopee, de Singapura, a gigante norte-americana colocou tem colocado em prática medidas para avançar mais agressivamente no Brasil, segundo um relatório do BTG Pactual.
Os analistas citam como exemplo a medida da norte-americana de possibilitar que os vendedores entrem no marketplace sem pagar comissões e ainda receber reembolso de taxas até 30 de janeiro.
A vantagem vem em troca da sua lealdade: eles devem cumprir algumas condições, como investir 3% das vendas em publicidade, manter mais de 80% das unidades no Fulfillment by Amazon (FBA) e ampliar volumes dentro da operação logística da companhia.
Além disso, na Black Friday, por exemplo, a empresa zerou todas as taxas de armazenamento e envio do Fulfillment by Amazon (FBA).
A ofensiva da Amazon
“Esse movimento agressivo evidencia a intenção da Amazon de aumentar a base de vendedores, expandir a densidade logística e construir lealdade entre pequenas e médias empresas — um ataque direto às movimentações recentes de pares como o Mercado Livre e a Shopee”, dizem os analistas do banco.
Leia Também
O recado é claro: entrar na Amazon nunca foi tão barato. Durante a campanha, os sellers praticamente só arcam com a taxa de indicação, o que coloca a plataforma como uma das mais competitivas em termos de custo em todas as faixas de preço.
Para pequenas e médias empresas, isso reduz drasticamente a barreira de entrada e torna a norte-americana uma rival concreta para os líderes já consolidados do e-commerce brasileiro.
Você pode entender sobre a guerra do e-commerce no Brasil nesta reportagem do Seu Dinheiro.
Não é estratégia isolada
Essa não é uma aposta isolada — nem improvisada. Em outros mercados, a Amazon já testou versões dessa estratégia.
Nos Estados Unidos, em 2024 e 2025, a companhia optou por não aumentar taxas de FBA nem de indicação, reduziu custos de fulfillment para itens grandes e volumosos e lançou o programa “FBA New Selection”, que isentava taxas para novos produtos.
O resultado foi um estímulo claro à entrada de itens de baixo preço e ao crescimento de vendedores independentes, ajudando a impulsionar vendas recordes no segmento de terceiros.
Na Europa, a empresa reduziu taxas de fulfillment para pacotes e itens grandes em 2025, com o objetivo de aumentar a adesão ao FBA e expandir o sortimento disponível.
Já no Japão, cortou taxas mensais de armazenamento no mesmo ano. Em todos esses casos, o padrão se repete: subsídios no curto prazo para destravar crescimento estrutural no marketplace.
No Brasil, o movimento ganha contornos ainda mais estratégicos. A escalada de incentivos transforma o frete no novo campo de batalha do e-commerce.
Ao baratear agressivamente a logística, a Amazon ataca diretamente um dos maiores diferenciais do Mercado Livre, que historicamente ditou as regras da economia de entregas no país. Ao mesmo tempo, a Shopee — conhecida pela liderança em preços baixos — corre o risco de ver sua vantagem de custo diminuir.
Há também um componente menos visível, mas central nessa equação: a mídia de varejo.
Ao exigir investimento em anúncios como contrapartida para os incentivos, a Amazon cria um ciclo em que a publicidade ajuda a financiar os subsídios logísticos. Quanto mais o seller cresce dentro do ecossistema, mais ele anuncia — e mais sustentável tende a ser a estratégia no longo prazo.
BANHO DE LOJA
O risco da blusinha: roupas da Shein estão ainda mais baratas, e desafio para Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) fica maior
26 de agosto de 2026 - 12:36ADOCICOU
Peso do El Niño na São Martinho (SMTO3) é menor do que parece: XP eleva recomendação e vê valorização de mais de 50%
26 de agosto de 2026 - 11:30SOB NOVA DIREÇÃO
O que a Ecopetrol reserva para a Brava Energia (BRAV3)? Executivo fala em diminuir dívidas, pagar dividendos e crescer
26 de agosto de 2026 - 10:47CONTRATOS PÚBLICOS RELEVANTES
O que sobrou da Oi (OIBR3)? Serviços terão fase de transição até o fim definitivo
26 de agosto de 2026 - 9:15VAI PINGAR NA CONTA?
Dividendos da Vale (VALE3): o gatilho que ainda passa despercebido, mas pode colocar mais proventos no bolso de quem tem as ações
26 de agosto de 2026 - 6:01AINDA NÃO É DESSA VEZ
R$ 12 bi fora da mesa (por enquanto): Bradesco nega acordo para compra da Amil, mas não fecha as portas para o negócio
25 de agosto de 2026 - 20:04SD EXPLICA
Crise das Casas Bahia (BHIA3): o que realmente aconteceu para levar a varejista à recuperação judicial?
25 de agosto de 2026 - 18:45QUEBROU
De novo: Oi (OIBR3) tem falência decretada pela Justiça pela segunda vez
25 de agosto de 2026 - 15:59VEM COISA BOA POR AÍ?
A declaração do CEO da Vale (VALE3) que fez as ações da mineradora subirem quase 2%
25 de agosto de 2026 - 15:38R$ 6 BILHÕES EM JOGO
O bilhete premiado de ONCO3? CVM julga oferta que pode pagar 10 vezes o preço atual da ação — mas só para alguns acionistas
25 de agosto de 2026 - 10:02MINORITY REPORT?
Do PABX aos drones com reconhecimento facial: como a Intelbras (INTB3) se reinventou e hoje usa a IA para ir além das câmeras de segurança
25 de agosto de 2026 - 6:07PENNY STOCK
Ações abaixo de R$ 1,00: Viveo (VVEO3) é cobrada pela B3 e traça plano para regularizar papéis
24 de agosto de 2026 - 20:00TENTATIVA DE FÔLEGO
Agora é pra valer: Braskem (BRKM5) entra com pedido de recuperação extrajudicial com mais de R$ 50 bilhões em dívidas
24 de agosto de 2026 - 18:34ALERTA MACROECONÔMICO
“O juro é o sintoma, não a causa”: o que os CEOs dos maiores bancos do Brasil esperam da economia após a eleição
24 de agosto de 2026 - 14:20A HISTÓRIA DA CRISE
De gigante petroquímica a uma dívida de US$ 11 bilhões: como a Braskem (BRKM5) chegou às portas da recuperação extrajudicial
24 de agosto de 2026 - 14:04TROCA DE CADEIRAS
Fundador do PagBank (PAGS34), Luiz Frias dá adeus ao conselho da dona da ‘moderninha’; o que muda para a empresa?
24 de agosto de 2026 - 12:07MAIS PRAZO PARA NEGOCIAR
Braskem (BRKM5) avança para pedir recuperação extrajudicial com mais de US$ 10 bilhões em dívida, diz jornal
24 de agosto de 2026 - 8:49DEFESA
Nova aposta dos irmãos Batista: Joesley e Wesley compram Avibras, maior indústria bélica do país e que está em profunda crise
22 de agosto de 2026 - 9:24BOM NEGÓCIO
A venda de fatia da Rumo (RAIL3) resolve os problemas da Cosan (CSAN3)? Veja o que diz o Citi
21 de agosto de 2026 - 16:12O TETO AINDA ESTÁ LONGE