Ano de Copa do Mundo: Santander revela dois nomes do varejo que devem golear durante o torneio
Para o banco, Mercado Livre e o Grupo SBF são as mais bem posicionadas para brilhar durante o evento; varejistas de fast-fashion podem enfrentar dificultades

Mesmo quem não acompanha futebol percebe: em ano de Copa do Mundo, o clima é diferente. Mais do que paixão de torcedor, o torneio abre espaço para que empresas do varejo entrem em campo e aproveitem as oportunidades — ainda que alguns segmentos sintam o peso de um consumo mais contido, segundo avaliação do Santander.
Em relatório recente, o banco aponta o Mercado Livre (MELI34) e o Grupo SBF (SBFG3) como os nomes mais bem posicionados para marcar gols durante o evento. Já as varejistas de fast-fashion, como Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Guararapes (GUAR3), podem enfrentar dificuldades diante da dinâmica do campeonato.
A análise, conduzida pela equipe liderada por Lucas Esteves, ressalta ainda que esta será a maior Copa das últimas décadas: o formato expandido reunirá 48 seleções, contra 32 anteriormente, e exigirá uma partida extra do futuro campeão.
Como resultado, a expectativa do banco é de que a maior duração amplifique os efeitos econômicos, sendo que a magnitude do impacto está atrelada a duas variáveis-chave:
- horários das partidas, considerando a diferença de fuso horário entre o Brasil e os países-sede, a maioria das partidas deverá ocorrer fora do horário comercial padrão, com jogos da fase de grupos agendados para 19h e 22h (horário de Brasília);
- desempenho da seleção brasileira ao longo do torneio, uma vez que o número de partidas disputadas pode variar de três (eliminação na fase de grupos) a oito (campeonato).
Os artilheiros dessa Copa do Mundo
Na visão do Santander, o Grupo SBF será o principal vencedor devido a forte demanda por camisas de seleções nacionais e outros itens relacionados ao futebol.
Outros nomes que podem se beneficiar de tendências positivas para as vendas são as varejistas de eletrônicos e bens duráveis. Neste cenário, o banco vê o Mercado Livre com maior potencial de benefício, tendo em vista a maior demanda por artigos esportivos e itens relacionados.
Leia Também
Já nomes como Casas Bahia (BHIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) devem ser impulsionadas pela maior demanda por televisores e eletrodomésticos antes e durante o período do torneio.
“Ainda assim, o impacto geral deverá ser negativo para o varejo em geral, especialmente para o setor de moda. De uma perspectiva mais ampla, esperamos que a Copa do Mundo tenha um impacto negativo nas vendas totais do varejo no segundo ao terceiro trimestre de 2026, principalmente para lojas físicas, devido à redução do fluxo de clientes nas lojas nos dias de jogos”, ponderam os analistas.
Na visão dos analistas, o efeito deverá ser mais pronunciado em segmentos de consumo não essencial, particularmente entre varejistas de moda.
Por outro lado, as varejistas de produtos básicos deverão ser menos afetadas, já que a demanda nessas categorias tende a ser mais resiliente e menos sensível a interrupções temporárias no fluxo de clientes nas lojas físicas.
“No caso de varejistas de alimentos, podemos até observar um aumento na demanda por categorias específicas de produtos, como carnes para churrasco, salgadinhos e bebidas alcoólicas”, diz o Santander.
*Com informações do Money Times
Conteúdo BTG Pactual
Macro Day: O que os principais economistas e gestores projetam para os próximos meses? Descubra no evento anual e gratuito do BTG Pactual
28 de agosto de 2026 - 14:00DÍVIDAS
Mais uma: Fertilizantes Heringer S.A. (FHER3) pede proteção na Justiça contra credores
28 de agosto de 2026 - 10:34A ALEGRIA DUROU POUCO
Ações da Braskem (BRKM5) disparam 19% com ajuda da Petrobras (PETR4), mas DPU cobra R$ 5 bilhões no fim do dia
27 de agosto de 2026 - 19:56ARRUMANDO A CASA
Advent ganha cadeira na Natura (NATU3): acionistas aprovam entrada da gestora e dispensam OPA
27 de agosto de 2026 - 19:14POR TRÁS DA TESE
Virada de chave da Nvidia (NVDC34) após o balanço: ação sobe mais de 8% e grandes bancos dizem que é hora de comprar
27 de agosto de 2026 - 13:45AMBIÇÃO GLOBAL
Votorantim S.A. faz troca de ações que a deixa mais perto da Nasdaq — mas não é a que você pensa
27 de agosto de 2026 - 13:03OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO
O bilhete premiado de ONCO3 é para todos? Entenda decisão da CVM sobre oferta que exige preço quase 8 vezes mais que o valor atual
27 de agosto de 2026 - 11:15BALANÇOS
Salesforce dobra lucro e ação dispara 14% em Nova York; Nvidia supera projeções, mas investidores castigam papéis
26 de agosto de 2026 - 18:13LISTA NÃO ACABA
Mais uma: dona do Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões
26 de agosto de 2026 - 18:05O QUE VEM AÍ
C&A (CEAB3) liga o modo “Full Power”: varejista planeja abrir até 80 lojas e acelerar investimentos até 2030
26 de agosto de 2026 - 16:15FOI ÀS COMPRAS
Desktop (DESK3) engorda portfolio com a compra total de outra empresa de internet, mas ação cai forte na bolsa
26 de agosto de 2026 - 13:00BANHO DE LOJA
O risco da blusinha: roupas da Shein estão ainda mais baratas, e desafio para Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) fica maior
26 de agosto de 2026 - 12:36ADOCICOU
Peso do El Niño na São Martinho (SMTO3) é menor do que parece: XP eleva recomendação e vê valorização de mais de 50%
26 de agosto de 2026 - 11:30SOB NOVA DIREÇÃO
O que a Ecopetrol reserva para a Brava Energia (BRAV3)? Executivo fala em diminuir dívidas, pagar dividendos e crescer
26 de agosto de 2026 - 10:47CONTRATOS PÚBLICOS RELEVANTES
O que sobrou da Oi (OIBR3)? Serviços terão fase de transição até o fim definitivo
26 de agosto de 2026 - 9:15VAI PINGAR NA CONTA?
Dividendos da Vale (VALE3): o gatilho que ainda passa despercebido, mas pode colocar mais proventos no bolso de quem tem as ações
26 de agosto de 2026 - 6:01AINDA NÃO É DESSA VEZ
R$ 12 bi fora da mesa (por enquanto): Bradesco nega acordo para compra da Amil, mas não fecha as portas para o negócio
25 de agosto de 2026 - 20:04SD EXPLICA
Crise das Casas Bahia (BHIA3): o que realmente aconteceu para levar a varejista à recuperação judicial?
25 de agosto de 2026 - 18:45QUEBROU