Vale (VALE3) vai recomprar até 200 milhões de ações — veja o que muda para os acionistas
O montante estabelecido para compra, que inclui os ADRs, representa 4,1% do número total de ativos da mineradora em circulação

Às vésperas da divulgação do balanço do terceiro trimestre, a Vale (VALE3) anunciou um programa de recompra de até 200 milhões de ações nos próximos 18 meses. A mineradora emenda o novo plano no programa vigente, que está prestes a ser encerrado com saldo de 268 milhões de papéis adquiridos.
O montante estabelecido para compra, que inclui os ADRs — recibos de ações negociados no exterior — representa, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira (28), 4,1% do número total de ativos em circulação.
“A continuidade do programa de recompra demonstra a confiança da gestão da companhia no potencial da Vale para criar e distribuir valor de forma consistente”, destaca o informe.
Para a mineradora, trazer as ações de volta à tesouraria é “um dos melhores investimentos disponíveis”. Mas e para os acionistas, o que muda?
Eu respondo isso logo abaixo, mas antes convido você para ler uma análise de mercado que fizemos sobre outra mineradora da bolsa brasileira, focada em ouro, que pode disparar mais de 50% na bolsa do médio ao longo prazo.
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Voltando à Vale... consequências para os acionistas
Até que a Vale decida qual será o destino das ações recompradas, os efeitos para os acionistas ainda são incertos. Mas os dois cenários mais prováveis você confere abaixo:
- Se os papéis foram cancelados, o acionista termina, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, o que pode engordar sua contas de dividendos;
- Se os ativos permanecerem guardados na tesouraria para uma oferta no futuro, o acionista ganhará apenas após sua venda. Nesse caso, o ganho de capital fará parte do lucro da empresa, o que também influencia na distribuição de proventos.
No entanto, a recompra também pode ter um efeito negativo: com o número de papéis em negociação reduzido, cai também a liquidez dos ativos. Mas, no caso da Vale, a porcentagem pequena de ações recompradas não deve afetar muito esse aspecto.
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