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Ivan Ryngelblum

Ivan Ryngelblum

Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.

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Renner começa a semana com tudo, anunciando oferta de ações de R$ 6,4 bi e pagando dividendos

Decisões, tomadas na manhã desta segunda-feira, ocorrem depois de fusões e aquisições que movimentaram varejo de roupas

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
19 de abril de 2021
9:23 - atualizado às 18:40
Lojas Renner (LREN3)
Lojas Renner - Imagem: Estadão Conteúdo/Itaci Batista

As Lojas Renner (LREN3) não querem ficar para trás na disputa pela atenção dos investidores, atraídos por notícias de fusões e aquisições envolvendo grandes nomes do varejo de moda.

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Para isso, a companhia gaúcha anunciou a intenção de realizar uma oferta subsequente de ações (follow on) bilionária e o pagamento de R$ 31 milhões em dividendos.

Ambas as decisões foram tomadas na manhã desta segunda-feira (19) e foram anunciadas depois de uma semana movimentada no mercado de varejo, com a notícia de que a Arezzo (ARZZ3) fez uma oferta para adquirir a Hering (HGTX3) e que o Grupo Soma (SOMA3) negocia uma combinação de negócios com a Shoulder, que vende roupas e acessórios femininos.

A oferta

Começando pelo follow on, a Renner confirmou nesta segunda-feira (19) que realizará uma oferta restrita de ações (limitada a investidores profissionais), admitindo que tem interesse em realizar aquisições num momento em que uma série de varejistas se movimentam no mercado.

A companhia informou que pretende realizar, inicialmente, a distribuição pública primária de 102.000.000 ações ordinárias, mas este valor poderá ser aumentado em até 35.700.000 (equivalente a 35% do ofertado inicialmente), dependendo da demanda.

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Considerando o valor em que as ações fecharam na sexta-feira (16), de R$ 46,90, o follow on poderá resultar na arrecadação de R$ 4,8 bilhões a R$ 6,4 bilhões para a Renner.

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O preço final em que as ações serão vendidas será definido após coleta de intenção de investimentos com acionistas, processo denominado bookbuilding, que começa hoje e vai até 29 de abril, quando o valor será anunciado ao mercado.

A operação está sendo coordenada por Itaú BBA, BTG Pactual, J.P. Morgan, Morgan Stanley e o Santander.

A notícia de que a Renner preparava uma oferta de ações para reforçar o caixa e de olho em potenciais aquisições já circulava na sexta-feira, depois de ser adiantada pelo site “Brazil Journal”, e colocou em ebulição os papéis de todas as varejistas naquele dia, depois das notícias de Arezzo-Hering e Soma.

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O valor que a Renner pretende levantar é superior à proposta feita pela Arezzo pela Hering, de R$ 3,3 bilhões. Mesmo sem saber os números oficiais, os investidores já começaram a especular quais seriam os alvos. As redes apontadas como alvos mais óbvios de uma eventual aquisição dispararam na B3 no pregão passado. As ações da C&A (CEAB3) subiram 8,23%, e as da Marisa (AMAR3) avançaram 14,73%.

O setor de varejo foi um dos que mais sentiu os efeitos da pandemia de covid-19, em particular as redes que dependem mais do faturamento das lojas físicas. A queda dos preços das ações propicia movimentos de incorporação pelas empresas em melhor situação financeira.

Os dividendos

Paralelamente, a Renner anunciou que o conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 31 milhões em dividendos, correspondentes a R$ 0,03894 por ação.

Terão direito aos valores aqueles com posição acionária registrada em 23 de abril. A partir de 26 de abril, as ações serão negociadas sem direito aos valores.

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Com isto, a Renner vai distribuir um total de R$ 271,7 milhões aos acionistas, sendo R$ 271,5 milhões em dividendos, correspondentes a 27,8% do lucro líquido ajustado de 2020 (a maior parte do valor foi repassado como juros sobre capital próprio no ano passado), e R$ 191 mil do saldo de dividendos prescritos.

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